22/3/2017

 

Uma das vantagens do cachorro bonzai é que nele só cabe uma pulga de cada vez.

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O Red Skelton dizia que no Texas tudo era tão grande, tão grande, que uma vez ele viu por lá uma pulga com quatro cachorros.

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Desde pelo menos os anos 90 comecei a reparar que muitos diretores de filmes de Hollywood tinham perdido todo senso do “physique du rôle”. Escolhiam atores que não tinham em nada a cara dos personagens. Pior ainda: escolhiam jovens, quase adolescentes, para fazer o papel de homens maduros, e uns boiolinhas para fazer o papel de malvadões. No filme “Wyatt Earp’s Revenge”, para dar um exemplo entre mil, o sujeito que fazia o Bat Masterson tinha cara de bailarino, e o próprio Wyatt Earp era, sem dúvida, um roqueiro fracassado. Até um ator tarimbado como Val Kilmer, fazendo o papel de Wyatt Earp velho com aquela cara inchada de bolacha empapada, não convencia nem um pouco. Parecia antes um ex-bebum do que um ex-pistoleiro. Isso denotava, na turma de Hollywood, um declínio gravíssimo do senso de realidade, prenunciando um estado de alienação completa, que hoje vemos como fato consumado.

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Se nem o presidente dos EUA pode sentir-se seguro nas mãos do FBI, quem pode?

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A Vide Editorial lançou mais um clássico do pensamento conservador. Parabéns.

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Não consigo parar de rir quando me lembro do leão avisando os companheiros de caçada:
— Corre, que fudeu. Fudeu. Fudeeeeeeeeeeuuu!

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Contribuição da Maria Fernanda Rossi.
A mãe americana ensinando à filhinha os nomes dos planetas:
— Mars.
— Mars.
— Jupiter.
— Jupiter.
— Saturn.
— Saturn.
— Uranus.
— My anus.

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Todos os problemas que o prof. Vamireh Chacon levanta quanto ao conceito de “identidade nacional” podem ser resolvidos se, tomando por base o conceito de consciência tal como definido por Maurice Pradines — a memória do passado preparada para os desafios do presente –, definimos identidade nacional como consciência intersubjetiva dos feitos realizados (e falhados) em comum. Essa definição absorve em si todas as contradições e dificuldades, até mesmo a diluição ou falta de uma identidade nacional.

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Embora tendo-me transportado fisicamente para os EUA, o horizonte das minhas ambições literárias e pedagógicas jamais ultrapassou as fronteiras do Brasil. Isso não quer dizer que meu trabalho não possa ser útil em outros países, mas todo o valor dele depende de testes realizados no laboratório brasileiro. Na medida em que meus diagnósticos funcionem para o caso do nosso país em particular, eles criam, não digo um modelo, mas ao menos um estilo de análise política que algum dia poderá ser usado também em outros lugares, feitas as devidas transposições. Isso não depende de que eu me empenhe em escrever em inglês ou em publicar traduções dos meus livros — um desgaste de tempo que não posso me permitir na idade em que estou –, mas sim de que eu termine de escrever o que ainda me falta escrever, em português mesmo.

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A próxima campanha eleitoral promete repetir a velha lenga-lenga de livre mercado versus estatismo, pulando fora de todos os problemas substantivos, de novo.

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Não vejo por que a pergunta pela identidade nacional deva se concentrar na busca de “constantes”. Uma identidade nacional, como uma consciência pessoal, é sobretudo uma história, uma narrativa cujo sujeito não vem pronto, mas se forma e se deforma, se acha e se perde, se salva e se dana no curso dela mesma.

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Só para anotar. Meus maestros preferidos são:
1. Georges Prêtre
2. Sergiu Celibidache
3. Wilhelm Furtwangler

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Nenhuma conclusão frutífera se obterá sobre a questão da “identidade nacional” sem fazer primeiro uma “história da consciência nacional”, mapeando, na vasta bibliografia disponível, o horizonte de consciência dos nossos intelectuais e suas mutações ao longo das várias gerações. Tenho a visão clara do que pode ser essa história, mas jamais terei o tempo de escrevê-la, embora alguns artigos meus sejam capítulos inteiros dela. Uma coisa eu garanto : esse horizonte de consciência jamais foi tão estreito quanto é hoje.

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Começou?

http://www.mirror.co.uk/news/politics/north-korea-fires-several-missiles-10072049?service=responsive

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Se explodirem o mundo antes de eu terminar os meus livros, me considerarei dispensado de escrevê-los, por absoluta inexistência terrestre do autor.

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Não vejo entre os “direitistas” brasileiros NINGUÉM capacitado para enfrentar o Ciro Gomes num debate. Se conseguirem negociar com ele já devem se dar por muito satisfeitos, depois de toda a capacidade que demonstraram para destruir as suas próprias conquistas.

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Quanto mais os obamistas e clintonistas insistem em acusar o Trump de trocar figurinhas com os russos, mais se acusam a si próprios de tê-lo grampeado durante a campanha. A coisa está ficando interessante.

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Só um brasileiro pode foder com a candidatura Ciro Gomes: o Lula. Ele já fez isso no passado e pode fazer de novo. A mania de posar de fiel esquerdista — coisa que no fundo ele nem é — é o calcanhar-de-Aquiles do ex-governador do Ceará. Só que, desta vez, se em nome da unidade da esquerda ele engolir mais um sapo, será o sapo definitivo.

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October 31, 2016 ·
Caro amigo, você pode ser nazista sem saber. Caso você apóie mais de 3 políticas que os nazistas defendiam (e ainda defendem nas sombras) você tem 99% de chances de ser nazista sem perceber. Caso isso aconteça com você, procure ajuda no NAZISTAS ANÔNIMOS mais próximo da sua residência.
As políticas que os nazistas defendiam são as seguintes:
1- Eugenia;
2- Eutanásia;
3- Aborto em qualquer situação;
4- Controle de Armas;
5- Estado Grande;
6- Aliança com o Islã;
7- Aversão aos judeus (ou a Israel na versão moderna);
8- Controle social da mídia;
9- Perseguição aos católicos;
10- Ambientalismo radical;
11- Anti-tabagismo radical;
12- Dívida histórica.

 

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