Grito de revolta

Durante quarenta anos, os brasileiros deixaram, sem reclamar, que seu país se transformasse no maior consumidor de drogas da América Latina; deixaram que suas escolas se tornassem centrais de propaganda comunista e bordéis para crianças; deixaram, sem reclamar, que sua cultura superior fosse substituída pelo império de farsantes semi-analfabetos; deixaram, sem reclamar, que sua religião tradicional se prostituísse no leito do comunismo, e correram para buscar abrigo em pseudo-igrejas improvisadas onde se vendiam falsos milagres por alto preço; deixaram, sem reclamar, que seus irmãos fossem assassinados em quantidades cada vez maiores, até que toda a nação tivesse medo de sair às ruas e começasse a aprisionar-se a si própria atrás de grades impotentes para protegê-la; deixaram, sem reclamar, que o governo tomasse as suas armas, e até se apressaram em entregá-las, deixando suas famílias desprotegidas, para mostrar o quanto eram bonzinhos e obedientes.

Depois de tudo isso, descobriram que os políticos estavam desviando verbas do Estado, e aí estrilaram, num grito de revolta: “Não! No nosso rico e santo dinheirinho ninguém mexe!”

Esse é o senso nacional de justiça. Quem pode seriamente acreditar que Deus está do lado desse povo em sua “luta contra a corrupção”?

E quem pode levar a sério uma causa que não busca, em primeiro lugar, o apoio de Deus?

As pessoas queixam-se de que suas passeatas, seus protestos, não surtem efeito. Mas NADA que não tem força interior surte efeito jamais.

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