13/03/2017

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http://www.breitbart.com/national-security/2017/03/08/italian-archbishop-suggests-pope-benedict-xvi-resigned-obama-pressures/

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Estou com o saco cheio de ser chamado de intervencionista e anti-intervencionista.

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Que é que eu tenho a ver com as miúdas intrigas de grupos que brigam por um espacinho nas ruas?

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O “debate político” entre grupos ativistas de direita, hoje em dia, não passa de uma pululação de idéias esquisitas, preferências idiossincráticas e raivinhas histéricas desprovidas da menor razão de ser. Não participo dessa porcaria.

João Emiliano Martins Neto Professor Olavo, no meio religioso cristão, que é o meu mais frequentado, a preferência acrítica da maioria católica pelo Catolicismo de berço é algo que chega a dar vergonha alheia, porque nada vale para a casmurrice católica brasileira hegemônica os argumentos reais, sérios e inegociáveis dos demais cristãos protestantes e ortodoxos contra Roma.
Olavo de Carvalho Se tudo o que você conhece da religião católica é o que ouve do clero brasileiro, você não conhece NADA.

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O Brasil só tinha duas chances:
1) A lenta e trabalhosa restauração da alta cultura, prelúdio indispensável ao saneamento das universidades, da mídia, dos debates públicos e dos mecanismos de formação da classe política.
2) Um caminho mais curto pareceu abrir-se com a espontânea e quase miraculosa tomada de consciência popular, culminando nas manifestações de 2015, mas os líderes autonomeados, surgidos do nada, improvisados pelo oportunismo e pela ânsia de brilhar, não souberam compreender o movimento profundo da História, a força imensa que se colocava à sua disposição, e trataram de desperdiçá-la em arranjos de ocasião, em negociações com o inimigo e em intrigas mesquinhas. A oportunidade passou, e não voltará.
Retornamos, portanto, ao caminho mais longo.

Célio Rodrigues Numa das aulas do COF, acho que de uns 5 anos atrás, o senhor fez uma previsão sombria, com a serenidade e a parcimônia habitual, que me impactou: “Em 15 anos, o que hoje chamamos de Brasil, não existirá mais.” A “profecia” ainda está de pé?
Olavo de Carvalho É uma hipérbole, evidentemente. Talvez não sejam quinze, mas dezesseis…
Tomas De Carvalho Pereira Olavo, mas o que poderia ter sido feito em 2015?
Olavo de Carvalho Partir das MANIFESTAÇÕES de massa para a ORGANIZAÇÃO da massa. Ninguém nem pensou em fazer isso.
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Enquanto as nossas classes altas não entenderem a diferença entre cultura e chiqueza, e enquanto as classes baixas não entenderem que têm de se organizar para defender-se a si mesmas em vez de esperar que alguém de cima as defenda, só restará, a quem tenha alguma consciência da situação, esforçar-se para que essas duas coisas aconteçam. A primeira, que é a mais fácil, pode levar uns vinte anos.
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Quando falo de esforços difíceis e de longo prazo, não esqueço que é preciso rezar para que mudanças no quadro internacional não venham a inviabilizar até mesmo esses esforços.
Quanto às propostas de curto prazo, são todas superficiais e irrelevantes, com a POSSÍVEL — nada mais que possível — exceção da luta contra o desarmamento civil.
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Quanto a candidaturas presidenciais, não me iludo. Não estou ansioso para eleger um presidente que, sem militância organizada para sustentá-lo, será derrubado em seis meses mediante peidos conjuntos da classe política e da mídia.
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Para mim, a coisa mais óbvia é que o povo deveria preocupar-se mais com os setenta mil homicídios anuais do que com a “corrupção”, de qualquer tamanho que ela seja. Afinal, até para ser roubado é preciso estar vivo.
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Mudando de assunto.
Há duas espécie de clareza na linguagem literária. A primeira reside na ordem gramatical e lógica e na obediência aos modelos clássicos — é a famosa “clarté” francesa. A segunda consiste na expressão mais exata e nítida dos dados da experiência. As duas são boas, mas a única que me intereressa é a segunda. Nesse sentido, estou mais para Flaubert do que para Descartes e Buffon.
Fabio Florence Professor, boa noite! Entre os escritores de língua portuguesa, quais o sr classificaria em cada um dos grupos mencionados?
Olavo de Carvalho Machado de Assis e José Geraldo Vieira, respectivamente.
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Se até nos artigos de jornal a escrita de Pierre Boutang é repleta de alusões literárias e filosóficas que a tornam de difícil compreensão para o leitor mediano, nos romances, poemas e ensaios de filosofia, então, a coisa fica quase tão impenetrável quanto os “Cantos” de Ezra Pound. Ele é um escritor maravilhoso, condenado a ter poucos leitores fora dos círculos eruditos.
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“Querendo dirigir o mundo, um escritor perde grande parte da sua dignidade.”
(Jean Paulhan)
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Não me consola nem um pouco ter mais leitores ou ser mais influente. Aparecer numa pesquisa junto com o Quim Katakokinho e o Arruinaldo Azevedo já é humilhação suficiente.
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Voltando a um velho assunto. Dar sentido criminoso ou inocente ao gracejo que o Bolsonaro fez com a Maria do Rosário depende de interpretação de cada um. Mas o sentido da acusação de “estuprador” é claro e inequívoco para todo mundo. O STF preferiu antes o duvidoso do que o certo, o que mostra que nenhum dos juízes que o compõem tem o domínio da língua pátria suficiente para avaliar e julgar ofensas verbais.
Francisco Augusto Júnior Professor, eu lhe mandei um artigo inbox, mas errei de link. É mais recente. http://conscienciacristanews.com.br/olavo-de-carvalho…/

Olavo de Carvalho Quem diz que só xingo em vez de argumentar é um difamador que merece ser respondido com xingamentos em vez de argumentos. E, se começa lisonjeando para depois difamar, é um maldito homem de duas línguas.
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NENHUM protestante tem autoridade moral para contestar milagres católicos. Suas igrejas alardeiam milagres a torto e a direito, sem NENHUM critério ou verificação, enquanto a Igreja Católica é severíssima no julgamento dessas coisas. Até o James Rutz, que é um homem sério, se vangloria de nada menos de SETE MIL RESSURREIÇÕES operadas por intercessão de pastores protestantes só nas últimas décadas. Que vocês fiscalizem as suas próprias igrejas — ou agências de propaganda — antes de se meter em conversa de gente grande.
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Se os protestantes fiscalizassem as suas igrejas com dez por cento da suspicácia com que julgam a Igreja Católica, estariam apenas cumprindo um preceito bíblico.
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Analfabetos funcionais que não têm a menor consciência da imbecilidade das suas alegações, que as levam infinitamente a sério porque as medem e se medem com a régua da sua própria pequenez, acima da qual nada enxergam, ficam enfezadinhos quando, em vez de lhes dar a honra imerecida da contestação em regra que esperavam, nada mais lhes concedo senão umas linhas sumárias e ríspidas.
Não pretendo mudar esse procedimento.
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Se você quer uma contestação em regra, escreva algo que valha a pena de ser contestado. Corrigir erros primários não é contestação, não é discussão. É trabalho de professor, e ninguém tem o direito de exigir que eu o realize de graça. Faço-o quando me dá na telha, não quando qualquer idiota presunçoso se acha merecedor dessa atenção.
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Não é possível “contestar idéias” de um analfabeto funcional. Só é possível corrigir seus erros de leitura. E vale a pena escrever páginas e páginas só para provar que um analfabeto funcional é analfabeto funcional? Quem à primeira vista não percebe logo que ele o é, é ele próprio analfabeto funcional.

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Mostrar o analfabetismo funcional de uma alta autoridade pode ser útil. Mas mostrar o de um zé-mané é trabalho perdido.

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Leiam este versículo:
” Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.”
João 14:12

Posso discutir com um idiota segundo o qual isso quer dizer apenas que os apóstolos trabalhariam mais tempo na Terra? Viver mais tempo neste planeta é fazer coisas maiores do que Jesus fez?

Isso só pode ser respondido com um palavrão.

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A maior prova do analfabetismo funcional vigente é a dificuldade, ou antes impossibilidade, que muitos têm de perceber que cada um dos meus artigos, e mesmo dos posts do facebook, é apenas uma pequena faceta de um prisma cuja ordem de conjunto, cuja forma orgânica, está sempre presente diante de mim e deveria estar presente ao leitor que pretende me compreender. Se, ao ler os escritos de um filósofo, você não apreende “a unidade da consciência na unidade do conhecimento e vice-versa” tal como esta aparece a ele, você não entendeu PICAS, ROLITAS, PORRA NENHUMA do que ele disse.

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Nas minhas aulas, vou conduzindo lentamente meus alunos, por mil vias diferentes, e com muitas idas e vindas, à consciência da unidade do MEU pensamento, de modo que, com base nisso, aprendam a captar a unidade do pensamento de filósofos bem maiores que eu. Não há outra maneira de ensinar filosofia, embora haja muitas maneiras de FALAR sobre ela sem ensiná-la.

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Um bom exercício é o seguinte. Quando estou falando do Lula, ou do Arruinaldo Azevedo, ou de qualquer outra nulidade, ou comentando algum fato do dia, que é que isso tem a ver com a teoria dos quatro discursos, com a tripla intuição, com as doze camadas da personalidade, com o intuicionismo radical ou com a fé católica? Pois uma coisa eu garanto: SEMPRE tem. Quem procura, acha.

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A filosofia é uma reflexão sobre a totalidade — ou unidade virtual — da cultura acessível, na medida em que esta é um dos elementos formativos da consciência e da personalidade do filósofo.

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