Pedro Henrique Medeiros

Quando me perguntam se sou aluno do Olavo de Carvalho, eu digo que sim.

Digo isto com um misto de orgulho (por ter tido a sorte de encontrá-lo) com vergonha (por ser um dos piores alunos). Um aluno do fundão, que gosta de fazer umas piadas, com várias aulas do seminário de filosofia atrasadas, cursos avulsos dele comprados e ainda não vistos, livros adquiridos e ainda não lidos, referências anotadas e não aprofundadas.

Estou tentando recuperar o tempo perdido. Fiz um esforço muito grande para me manter vivo até aqui, nos meus 25 anos de idade, esquivando-me das drogas, das más influências, das falsas amizades, do crime como opção de vida, do tráfico como meio de subsistência, do furto como supridor de vaidade e ego, da violência do meu bairro, dos inimigos que adquiri de graça, do ensino precário das escolas públicas que estudei, da família desestruturada, do barulho que entra pela janela saído de motos sem escapamento, das igrejas neopentecostais barulhentas do outro lado da rua, de carros de som que passam na rua e de todo um ambiente ao meu redor que me induz diariamente à loucura.

Não me tomem como parâmetro. Se eu acerto algo no campo intelectual, o mérito é de Olavo de Carvalho; se eu erro, a culpa é de exclusividade minha.

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