9/2/2017

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Obamagate:

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Poucos brasileiros estão conscientes de que no nosso país o domínio hegemônico esquerdista foi TOTAL e inegociável, na mídia, nas universidades e no movimento editorial, durante pelo menos trinta anos, e, abalado nos seus alicerces, ainda se apega aos seus redutos tradicionais — os festivais de cinema, por exemplo, ou as feiras literárias — com a tenacidade de uma mordida de pittbull. Poucos entendem o quanto essa situação é anormal e intolerável.

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Contribuição do Edson Camargo e da Maria Fernanda Rossi:

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Recebi de um leitor que prefere se manter anônimo:

Professor Olavo,

Desculpa ter que escrever este e-mail para você, mas após muito acompanhar algumas canalhices de um de teus alunos, acredito eu que o senhor ficará também interessado em algumas coisas que estão acontecendo por aí. Veja este post do Rodrigo Simonsen:

https://www.facebook.com/rodrigo.simons…/…/10154528716517415

Ele usa o teu nome para promovar o lançamento de mais um livro de sua editora. Um livro sobre feminismo, muito bem. Ele só não informa que este livro foi escrito por um autor anti-semita, e que há na obra vários ataques mais ou menos explícitos não só contra judeus, mas contra negros também (a ideia de inferioridade racial). Não é para menos que este livro é, originalmente, uma publicação da editora Counter-Currents, que é assumidamente neonazista, como você pode perceber navegando no site deles:

counter-currents.com

O Rodrigo Simonsen já lançou outro livro desta editora, do autor Andy Nowicki, que é um dos fundadores do movimento alt-right, que tem só piorado a situação metapolítica da direita nos EUA, com suas mensagens de white nationalism, apoio direito a ideias de Hitler, refugo de ideais da New Right européia, e etc. Por falar na New Right, o próprio Simonsen lançou o livro do Daniel Friberg no Brasil, enganando outros alunos teus (como por exemplo o Rodrigo Gurgel), para conseguir propaganda gratuita, vendendo para eles a ideia de que o livro era da Verdadeira Direita, e quem não ler não é conservador ou qualquer porcaria que o seja.
O Simonsen lançou também por aqui o autor Jack Donovan, que além de misógino, neonazi e anti-cristão declarado, se vende como masculinista, reutilizando bizarrices machistas ao pior nível Macho Ogro, mas dando uma apimentada estranha com padrões de pensamento homossexual (o autor é), criando uma confusão mental nos sujeitos que pegam o livro pensando que se tornarão homens de verdade com aquilo. O Simonsen já declarou em seu perfil que vai lançar outros livros da Counter-Currents, e também da Arktos (a editora do Friberg, que, vejam só, é editora eurasiana, e o principal meio de propaganda em Inglês do Dugin), editoras de que ele não é só parceiro, mas uma espécie de sócio, já que está ajudando seus donos a expandirem o seu negócio em portugal, através da editora Gladius Editions, e na espanha, através do site Derecha-Alternativa.com.

Aqui no Brasil ele lançou também o livro “Cárcere”, do autor Alex Sugamosto, que é um dos principais membros do grupo Nova Resistência, aquele mesmo grupo que vem tentando destruir a tua imagem para substituir o senhor pelo Dugin como filósofo do dasein brasileiro. O próprio Simonsen se encontra participando de várias comunidades ditas dissidentes no Facebook, fazendo seu joguinho de jogar para todos os lados, ao mesmo tempo que empurra para os teus alunos livros alt-right, se utilizando da tua imagem como professor dele. As pessoas estão confiando, não é para menos que ele conseguiu fazer o Rafael Vitola Brodbeck lançar um livro com ele, ao mesmo tempo em que planejava trazer o Daniel para o Brasil num encontro do Instituto von Mises, mentindo as inteções do autor para os realizadores do evento. Isso só não se deu pois o teu outro aluno, Flavio Morgenstern, percebeu a tempo.

Estas coisas todas estão públicas, aqui e ali (tanto é que só fui juntando as peças), é só o senhor pesquisar (nos sites de campanhas da editora, nos outros sites que eu indiquei, e segue). Tem muita gente boa que segue o senhor, mas tem sempre um imbecil que nem este se aproveitando dos outros para tentar fazer o nome. Neste caso, parece que é mais do que o nome que está em jogo, já que as relações que este cara está construíndo não são apenas perigosas, mas são é satânicas.

Espero ter sido útil. Não é a primeira vez que ele usa o teu nome (ou diz que é teu aluno) para se promover. Semana passada mesmo ele deu uma entrevista em rádio fazendo isso. Ganhar clientes às custas da imagem alheia é fácil, não é mesmo? Qualquer coisa me pergunte que eu posso ver se sei de mais alguma coisa.

Ana Caroline Campagnolo A coisa é bem clara, professor Olavo de Carvalho. Eu conheço bem o Rodrigo, ele gosta muito do senhor e já foi seu aluno. Nós trocamos confidências e somos sinceros um com o outro, em anos de amizade, ele nunca falou mal do senhor pra mim.

Eu amo o senhor e sou sua aluna. Se nós dois nos DESentendermos, isso jamais mudará o fato de que quase tudo que sei veio direta ou indiretamente do senhor. Eu jamais poderia deixar de citar seu nome, tendo bebido de águas tão limpas nas suas fontes.

Não se trata de usar seu nome, mas da impossibilidade de falar de livros sem falar do senhor.

Quando Razzo ignorou sua influência, foi desonesto. O Simonsen a reconhece.

Olavo de Carvalho Ana Caroline Campagnolo Não tenho ainda nenhuma opinião sobre o caso. Apenas reproduzi a mensagem, aguardando novos esclarecimentos. Obrigado pelos seus.

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Já notaram? Nunca, jamais um terrorista, ditador ou genocida foi chamado, na nossa mídia, de “extremista de esquerda”.

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Este cachorro andou lendo René Guénon:

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Num país que tem setenta mil assassinatos por ano, o governo zela, acima de tudo, pelo bem-estar psicológico das mulheres que querem abortar e das pessoas que querem se casar com outras do mesmo sexo. Isso é que é senso das prioridades.

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Estou pouco cagando para o Dia das Muié, Dia dos Hômi, Dia da Puta que o Pariu, Dia do Caraio-a-Quatro. Tudo isso é um besteirol inventado pela Revolução Francesa para substituir o calendário litúrgico da Igreja.

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Platão — no “Eutidemo” se bem me lembro — descreve o personagem do velho político aposentado que está, por certo, do lado do bem, mas só por hábito e tradição, sem nenhum desejo de aprofundar sua compreensão da moral e da política, e que por isso mesmo nada tem a ensinar aos jovens quando deixa o poder.
Esse é o retrato da velha direita militar e pró-militar brasileira. Ela odiava o comunismo, mas tinha dele uma compreensão estereotipada e boba. Teve todo o poder nas mãos, mas o perdeu por bobeira e, sem nem perceber o que estava fazendo, o entregou, no fim, a quem mais? Aos comunistas.
Quando hoje vejo tantos jovens idealizando e amando o regime de 1964, sem perceber que dele herdamos as raízes dos nossos problemas, concluo, pela enésima vez, que o mal do Brasil não é propriamente o comunismo, mas uma abjeta indolência intelectual, o desprezo pelo conhecimento, a preguiça mental que tanto leva um sujeito a aderir ao comunismo por mero espírito de maria-vai-com-as-outras quanto a imaginar que pode vencê-lo sem precisar fazer o esforço de compreendê-lo.

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Se todos dissessem a verdade com o realismo simplório deste menino, a humanidade seria mais feliz:

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Durante milênios os africanos praticaram a escravidão com a maior cara-de-pau. Tornaram-na ainda mais vasta e cruel quando viraram muçulmanos. Os brancos, quando chegaram ali, de início acharam que podiam ganhar algum dinheiro com a coisa, mas logo tomaram vergonha e acabaram com aquela merda.
Isso seria motivo bastante para celebrar um “Dia da Consciência Branca” se não tivessem sido os brancos, também, que inventaram o comunismo e o nazismo. Vergonha-na-cara seletiva não vale.

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