18/2/2017

Políticas liberais e socialistas existem, seria estúpido negá-lo, porém ainda mais estúpido é imaginar que o quadro político inteiro de uma nação — ou, pior ainda, do mundo — possa ser descrito com esses dois conceitos apenas. Mesmo dentro de uma só corrente política, as relações entre seu projeto de poder, seu “projeto de sociedade”, seu discurso ideológico e suas variações táticas já são complexas e ambíguas o suficiente para inviabilizar qualquer descrição desse tipo. Creio que o próprio exemplo do PT ilustra isso claramente.

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Antigamente eram as mulheres, quando levavam um safanão, que xingavam os homens de “brutos”. Nunca esperei viver o bastante para ver um homem chamar uma mulher de “bruta”. Só podia ser mesmo o Arruinaldo Azevedo falando da Joice Hasselmann. Os tempos realmente mudaram.

Eu não estou preparado para viver nesta época.

Estou começando a achar que a ideologia de gênero tem alguma razão de ser.

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Maravilhas da imigração em massa:

http://www.wusa9.com/news/local/gang-recruiting-seen-as-early-as-elementary-school/409171264

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Antigamente eram as mulheres, quando levavam um safanão, que xingavam os homens de “brutos”. Nunca esperei viver o bastante para ver um homem chamar uma mulher de “bruta”. Só podia ser mesmo o Arruinaldo Azevedo falando da Joice Hasselmann. Os tempos realmente mudaram.

Eu não estou preparado para viver nesta época.

Estou começando a achar que a ideologia de gênero tem alguma razão de ser.

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A campanha anti-Trump “Um Dia Sem Imigrantes”, que prometia sacudir até o último alicerce da presidência americana, passou e ninguém percebeu.

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Se eu quisesse fazer uma mulher perder definitivamente o respeito por mim, eu diria a ela estas palavras imortais do Arruinaldo Azevedo: “Eu não gosto de você. Você é bruta.”

“Não gosto mais dela. Ela só quer o meu corpítcho.”

Eu não diria “Você é bruta” nem mesmo à Lola Barangovitch.

Talvez nem mesmo ao Maestro Bagos.

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Tem uns fulano aí se queixando da loira do banheiro:
— Ela me USOU.

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Não há atitude mais porca, no jornalismo, do que apelar a rotulações políticas em conflitos pessoais. Quando tenho de chamar um filho da puta de filho da puta, não digo, em vez disso, “socialista fabiano”, “comunista” ou “extremista de direita”.
O estilo é o homem. Às vezes é o meio-homem.

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Quando você me xinga, isso não é uma ofensa ao Estado democrático de direito, nem à dignidade da espécie humana, nem à religião cristã, só à minha pessoa. Por isso, ao revidar, não me escondo por trás dessas nem de quaisquer outras nobres instituições. Mando você tomar no cu sob minha própria e exclusiva responsabilidade pessoal.

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