29/1/2017

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Deus, sapientíssimo, confia mais nos pobres do que nos ricos e importantes. Eu também, que não sou besta.

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O moralista acha que alguns prazeres sexuais são ilícitos porque são feios, sujos, indecentes, etc. Mas basta conhecer a etimologia da palavra “luxúria” para entender que não é nada disso. A origem é “luxus”, “luxo”. não tem nada a ver com feiúra, bem ao contrário. A luxúria ofende a Deus porque consiste em exigir, como se fosse um direito natural, o desfrute de prazeres suntuosos que vão além de toda necessidade e, sobretudo, de todo mérito. Quem você acha que é, para poder ter todas as mulheres que deseja? É o rei Salomão? É um nababo defunto com suas setenta e duas virgens e mais não sei quantas criaturas de sexo indefinido para você comer? É o gostosão do pedaço? É o pica das galáxias? A luxúria não é um pecado contra a decência, mas contra a humildade. Grande parte dos homens não merece nem uma única mulher, quanto mais duas ou três.

Não sei se me expliquei direito, mas é mais ou menos isso.

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Um Papa que se enternece todo pelos invasores muçulmanos e não aplaude a proteção especial dada pelo governo Trump aos refugiados cristãos, os únicos autênticos refugiados nessa massa toda, tão cruelmente desprezados durante os oito anos da gestão Obama, é um homem desprovido de consciência moral, um fantoche de plástico com com coração de isopor.

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Se os céus permitiram que esse homem fosse Papa, foi certamente para humilhar e desmascarar os que o admiram.

Luciane Badiz House Professor, eu li que o Papa Paulo VI estava completamente submisso aos lobos do Vaticano. Ele não tinha poder nenhum, nada que dizia era publicado. Li que, desde entao, com todos os papas tem sido assim, até mesmo S. João Paulo II. O proibiram de consagrar a Russia ao Imaculado Coracão de Nossa Senhora. A fonte? Bem, foi em um grande exorcismo, os demonios obrigados a falar por Nossa Senhora. A aparicao de Nossa Senhora de Bayside, 1970, tambem e sobre S. Joao Paulo II, o exorcista do Vaticano Padre Gabriele Amorth (RIP)
Olavo de Carvalho Mas o Bergoglio, no Vaticano, só tem amigos. Os inimigos dele estão longe e reduzidos à impotência.

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Tudo o que digo nesta página é impressão pessoal, não traduz a opinião de nenhum grupo, partido ou instituição. Mas a tradicional autonomia do escritor, sem a qual a literatura nem mesmo pode existir, se tornou uma coisa tão rara no Brasil, que sempre aparece quem busque, por trás do que escrevo, a mão oculta de alguma “organização”. Quem faz isso confessa, no ato, que não tem autonomia interior nenhuma e nem consegue conceber que raio de coisa ela seja.

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O que torna tudo ainda mais escandaloso e intolerável é que o Bergoglio, quando arcebispo, foi testemunha direta de um milagre eucarístico. Será que viu outros tantos nas religiões não-cristãs que tanto admira?

Paula Felix Milagres acontecem em todas as religiões, Professor, desde os magos de Faraó, que conseguiram repriduzir 3 das 10 pragas, a monges budistas que levitam e hindus que jejuam pra além do possível ao corpo. É pelos frutos que devemos discernir.
Olavo de Carvalho Paula Felix Nem todos os acontecimentos extraordinários são milagres. Há toda uma criteriologia para distinguir alhos de bugalhos. Ou é um ato de compaixão divina, ou é somente uma esquisitice, às vezes satânica.
 
Rafael Mekaro No Islã não existem milagres.
Olavo de Carvalho No Islam esotérico existem. Ibn ‘Arabi relata um.

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Como católico, não falo jamais em nome da Igreja. Não tenho as qualificações nem o mérito para isso. Tudo o que faço é orar para que aquilo que digo não vá, ao menos na intenção, se não na forma integral, contra o ensinamento da tradição católica — não tal como a entendem os palpiteiros assanhados, mas tal como ela é em si mesma.

Luciane Badiz House Professor Olavo de Carvalho e todos amigos – estamos indo à Missa agora e oferecerei por todos, incluindo todo o clero…pro Sagrado Coração de Jesus.
Olavo de Carvalho Caraca, tem tanta gente ferrada em volta que sempre me esqueço de orar pelo clero.

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O comedimento e a polidez jamais foram traços essenciais dos escritores católicos, muito menos uma obrigação religiosa. Só quem nunca leu S. Bernardo, Rabelais, Léon Bloy, Papini ou Bernanos pode imaginar uma bobagem dessas.

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E os protestantes que se escandalizam com algumas das minhas figuras de linguagem só provam que nunca leram Lutero.

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Na verdade, pouco se encontra, nos meus escritos, dos arrebatamentos de indignação tão comuns nas obras dos polemistas, cristãos ou não. Qualquer leitor inteligente percebe que prefiro antes a sátira e a análise impiedosa do que quaisquer altos apelos retóricos.

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Sou absolutamente incapaz de fingir respeito. Nem sei como se faz isso. Tenho a impressão de que, se tentar, mostrarei mais desrespeito ainda.

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Conheci tantos padres bons em outras épocas… Meus professores no primário, Pe. Pedro e os dois Padres Mários, o Pe. Miguel Pedroso, o Pe. Gregório do orfanato do Jabaquara, o Pe. Caetano de Vasconcellos, meu patrono no jornalismo, tantos, tantos. Hoje eles se tornam cada vez mais raros. Nem dou os nomes deles para não despertar contra eles a sanha dos maus.

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Abusos sexuais na infância? Tive dois. Uma véia mocréia me bolinou no ônibus para Ibitinga, a viagem mais longa que já fiz na vida. E um pobre doido ficou se esfregando em mim numa sessão de cinema na Paróquia Santa Luzia. Nos dois casos, não tive medo, nem nojo, nem revolta. Não senti coisa nenhuma. Inocente como uma tartaruga adormecida, só achei tudo uma esquisitice inexplicável, mais ou menos como doce japonês de feijão ou pombas-gira pulando sem nenhuma razão plausível numa sessão de macumba.

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#Reciprocidade https://t.co/X73E27vIgG

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Odeio gritar. Quando mando alguém tomar no cu, é com fria deliberação, em “recto tono”.

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Às vezes o palavrão é desastroso. No ginásio xinguei um menino de filho da puta e ele começou a chorar porque não tinha mãe. Dói até hoje.

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Bons tempos aqueles em que o coração dos maus era de pedra. Hoje é apenas um chip.

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Todos os dias eu passava diante da padaria japonesa para olhar os doces de feijão na vitrine e me persuadir de que eles existiam mesmo. Nunca pensei em comê-los.

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Pelo menos não existe sorvete de bacalhau.Pelo menos não existe sorvete de bacalhau.

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Mas — verdade seja dita — o Pedro, quando pequeno, comia nuggets de frango com chantilly.

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Hoje até acredito que os doces de feijão eram comestíveis. Mas época me parecia que a japonezada estava era gozando da minha cara.

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As pessoas que mais se angustiam na vida são aquelas que padecem de uma desesperadora falta de problemas.

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Meu problema com o doce de feijão não era o gosto, que nunca provei. Era, para dizer como Kant, a coisa-em-si.

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Abusos sexuais 2 – Quando contei aos outros meninos o que havia se passado na sessão de cinema, como se fosse uma mera curiosidade, eles ficaram de olhos arregalados e foram contar para o padre. Não entendi a razão de tamanho fuzuê.

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Paul Watson não falha:

http://www.infowars.com/video-the-truth-about-trumps-muslim-ban/

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Um menino aqui na América viu um cachorro perdido numa estação rodoviária, foi ajudá-lo e viu a plaquinha:
“Meu nome é Dew. Eu não estou perdido. Só gosto de dar um rolê. Me mande ir para casa.”
Dew é famoso, tem até página no Facebook.

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