Politicamente correto

Muito antes da era do politicamente correto, eu já odiava piadas racistas. Sempre entendi a sátira como uma das armas preferenciais dos fracos contra os fortes, contra os importantes, contra os manda-chuvas. Fazer sátira dos pequenos, dos vencidos da vida, não é sátira, é sadismo e, pior ainda, é ostentação vaidosa de uma superioridade sem mérito, nascida do acaso e da sorte. Mas hoje em dia a indignação que se exibe contra as piadas racistas não é um sentimento genuíno, é uma chantagem emocional, é um teatrinho histérico, postiço a mais não poder, planejado para tomar a superioridade de quem não a merece e dá-la a outro que a merecerá menos ainda, porque não a terá recebido do mero acaso e sim do fingimento calculado, da fraude e do roubo.

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27/12/2016

 

O preconceito anticatólico está tão profundamente arraigado na mídia, no sistema educacional e em grandes faixas da opinião pública,

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Os mexicanos podem ser doidos, comunistas e drogaditos o quanto se queira, mas nenhum povo da América Latina tem tanto senso melódico quanto eles. O mundo da canção popular mexicana é um oceano de beleza e sentimento como não se vê em nenhum outro país do continente.

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Se o “sistema” americano não é capaz de defender-se de um simples falsário, como vai enfrentar o terrorismo internacional?

http://www.wnd.com/2016/12/fake-obama-birth-certificate-was-inside-job/

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Os mexicanos podem ser doidos, comunistas e drogaditos o quanto se queira,

mas nenhum povo da América Latina tem tanto senso melódico quanto eles.

O mundo da canção popular mexicana é um oceano de beleza e sentimento como não se vê em nenhum outro país do continente.

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A melhor coisa do México são as canções antigas:

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Outro exemplo: https://www.youtube.com/watch?v=RLEupzwIwj8

Outra da incomparável Lucha Reyes: https://www.youtube.com/watch?v=RulMyzh2gNk

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Nunca esperei viver o bastante para ver alguém acreditar seriamente numa coisa dessas. Um homem comportar-se como homem é um odioso estereótipo cultural imposto, mas comportar-se como mulher é uma pura expressão da sua natureza.

O preconceito anticatólico está tão profundamente arraigado na mídia, no sistema educacional e em grandes faixas da opinião pública, que qualquer autor católico, só pelo fato de sê-lo, já é considerado “a priori” suspeito de parcialidade quando tenta desmantelar, mesmo com base em sólida documentação, algum mito anticatólico consagrado. Só autores não-católicos têm alguma chance de ser ouvidos quanto a esse ponto. Felizmente, eles são muitos hoje em dia. Três, que recomendo especialmente, são:
Rodney Stark, “Bearing False Witness: Debunking Centuries of Anti-Catholic History”, Daniel Dalin, “The Myth of the Hitler’s Pope”, e Henry Kamen, “The Spanish Inquisition”.

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Querem agredir o Rodrigo Jungmann a cuzadas.

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Idioma do Isaac: KÍU DE BÉO = kill the bear.

Até ontem, só o Jack conseguia traduzir as falas do irmãozinho. Agora estou aprendendo.

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Comparada com outras coisas que a mídia, os blogs, a wikipédia e o youtube espalharam a meu respeito, a matéria da BBC está ótima. Mas, julgada em termos absolutos, ela ilustra perfeitamente o que disse Gustave Thibon:

“A fama tem asas velozes, mas voa rente ao solo. Apega-se ao lado mais superficial e mais conforme ao gosto do dia, o mais vulgar ou mais escandaloso do gênio ao qual concede os seus favores, e difunde dele uma imagem ultrajosamente degradada e simplificada que arrisca fazer esquecer por longo tempo a alma sutil e profunda da sua obra. Assim, o pensamento mais elevado passa, quase sem transição, do estado de virgem ao de prostituta.”

Essa reportagem é a fonte ideal para os palpiteiros que, incapazes de ler as minhas obras ou seguir os meus cursos, adoram fingir que sabem algo sobre mim.

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Finalmente: o homem que chegou à Presidência dos EUA com documentos falsos cria, para a felicidade geral dos filhos da puta, o MINISTÉRIO DA VERDADE:

http://www.zerohedge.com/news/2016-12-24/obama-signs-countering-disinformation-and-propaganda-act-law

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Quando aparece um Julio Soumzero qualquer dando palpites a meu respeito, por que não lhe perguntam o que acha da teoria dos quatro discursos, do círculo de latência, da minha teoria da psique e do eu, das minhas interpretações de Descartes e Maquiavel, da minha exposição da técnica filosófica, etc.? Por que essa gente tem tantas opiniões sobre detalhes pitorescos da minha vida, irrelevantes ou imaginários, e NENHUMA, absolutamente nenhuma sobre a substância do que escrevo e ensino? Cada um tem o Olavo de Carvalho que merece.

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Para tipos como o Julio Soumzero, a matéria da BBC é “cultura”.

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Para quem não sabe, o Julio Soumzero nunca foi meu amigo. Foi apenas um pedinte. Dei a ele a atenção gentil que dou a qualquer mendigo de rua, mas ele acha que isso o tornou uma espécie de autoridade em olavismo.

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Estou com o saco cheio das lendas urbanas, chavões, maledicências e fofocas que muitos chamam de “fé” e saem exibindo como se fossem bilhetes de ingresso no céu. Se conhecessem Jesus quanto alardeiam conhecer, saberiam que Jesus não os conhece.

Paulo Coutinho Professor, incomoda muito quando falam “o velho” como se tivessem uma intimidade imensa com o senhor.
Olavo de Carvalho Intimidade fingida é coisa de coitado.

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Repito: nunca existiu uma entidade chamada “Inquisição” e muito menos “Santa Inquisição”. Inquisições — no plural — era o nome dos processos investigativos, empreendidos por uma variedade de pessoas e instituições, sem nenhum comando unificado. “A” Inquisição é uma metonímia difamatória inventada por um falsário protestante e repetida até hoje como verdade de Evangelho .

 

Não adianta dar bibliografia — já dei centenas de vezes. Esse pessoal só lê folhetos de propaganda.

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Não estou disposto a discutir religião com protestantes. Talvez eu o faça depois de eles pedirem desculpas por quatro séculos e meio de calúnias grosseiras contra o que chamam de “Inquisição” — a mais longa, universal e persistente campanha de difamação já registrada em toda a história humana. Toda discussão séria tem precondições morais incontornáveis. Enquanto não limparem a sujeira histórica que espalharam e continuam espalhando, não os considerarei dignos de discutir teologia. Isso é exatamente assim, gostem ou não.
Leiam pelo menos o livro do Rodney Stark, “Bearing False Witness” e tomem vergonha na cara antes de esconder sua feiúra por baixo de citações bíblicas.

P.S. – Rodney Stark NÃO É católico.

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Vocês sabiam que no nordeste do Brasil há até um “Museu da Inquisição”, repleto de “aparelhos de tortura” fabricados especialmente para preencher o espaço do edifício?

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A história do protestantismo é INSEPARÁVEL da história da propaganda difamatória “anti-inquisitorial”. Não é possível chegar à verdade através da mentira. Existe alguma verdade no protestantismo? Talvez sim, mas só saberemos isso quando ela for desenterrada do fundo de montanhas de mentiras.

João Emiliano Martins Neto O Protestantismo é SEGURAMENTE a verdade, porque no Protestantismo a Palavra de Deus é com intransigência defendida e a Palavra de Deus é a verdade (João 17:17 ACF).
Olavo de CarvalhoJoão Emiliano Martins Neto Besteira. Lutero falsificou trechos da Bíblia, de propósito.’
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Está ofendidinho? Vá à merda. Nem puta se vende em troca de falsa amizade.
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É CLARO que nem todos os protestantes são cúmplices da mentira difamatória. Mas, então, por que não me ajudam a denunciá-la? Por que sujam sua fé comprometendo-a, ao menos por omissão, com uma mentira na qual, no fundo, não acreditam mesmo?
Paula Felix Professor, mentira é mentira, sabemos quem é seu pai. Mas nem todos os protestantes o são por crer, ou propagar, ou se omitir, diante de mentiras ou difamações. Na verdade, eu conheço tantos católicos que crêem na inquisição quanto protestantes.
Olavo de Carvalho Paula Felix Isso é verdade. Também há judeus anti-semitas, não há? O masoquismo auto-acusatório não prova a veracidade da acusação.
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Xavier Gil Até católicos engolem envergonhados a estorinha da inquisição.
Olavo de CarvalhoXavier Gil São uns cagões.
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Quando as autoridades católicas mentem ou trapaceiam, sou o primeiro a denunciá-las. Por que não posso fazer o mesmo com as protestantes? Será que é só porque agora temos um Papa luterano?
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Como jornalista, conheci pessoalmente muitas celebridades: Jan Peerce, Roberto Rossellini, Eder Jofre, Martha Rocha, quatro presidentes de nações estrangeiras, astros do futebol e da música, escritores, um caralhão de gente. Nunca imaginei sequer que se lembrassem do meu nome ou da minha cara.
Quando digo que tal ou qual sujeito célebre foi meu amigo, é porque ele mesmo me considerava assim. Digo isso, por exemplo, do Dr. Roberto Campos ou do Herberto Sales, mas não posso dizer o mesmo do Josué Montello, com o qual minhas relações foram apenas epistolares. Nem do Antonio Olinto, com o qual me encontrei só de passagem.
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Os judeus americanos tomaram no(s) cu(s). O Obama gastou dinheiro deles a rodo, e, espertinho, deixou para traí-los no último momento, quando já não pode se candidatar à reeleição.
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Os judeus dominam o mundo? Quem domina o mundo jamais seria feito de trouxa por um bosta como Barack Hussein Obama.
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A melhor coisa do México são as canções antigas:
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Lutero falsificou trechos da Bíblia, de propósito.
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“O maior bem que fazemos aos outros homens não é comunicar-lhes a nossa riqueza, mas fazê-los descobrir a deles.”
(Louis Lavelle)
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Tem idiota que pensa que o Facebook é trabalho acadêmico, onde tudo tem de ser citado meticulosamente com autor, título e página, caso contrário é chute e trapaça. Vá estudar, vagabundo. As falsificações cometidas por Lutero estão abundantemente documentadas no livro de Heinrich Denifle, que fui ler imediatamente quando o vi recomendado pelo Eric Voegelin. Dar-lhe essa indicação preciosa já é favor demais. Faça o resto do serviço e não me encha o saco.
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Todo ignorante que não tem a menor idéia do “status quaestionis” acha estranhas, inverossímeis e suspeitas as verdades mais bem provadas que são de domínio público entre os estudiosos. E vem com uma empáfia dos diabos, contestando o que ignora. Já disse e repito: no Brasil a ignorância é fonte de autoridade intelectual.
O livro do Heinrich Denifle é o mais famoso estudo católico sobre Lutero. Se você nem ouviu falar dele, seu direito de opinar na questão é ZERO. Vá tomar no cu, se é que sabe onde fica.
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O estudo do Denifle é tão irrefutável e tão arrasador que até muitos católicos reclamaram que era um desastre diplomático imperdoável, o maior tapa na cara de todos os tempos.
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Será que hoje, com um Papa puxa-saco de Lutero e bispos heréticos brotando por toda parte como cogumelos, alguma editora católica teria a coragem de publicar uma tradução desse livro no Brasil?
Olhe aí, Cezar Cesar Kyn d’Avila , isso é com você. @ecclesiae_
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Eu seria o último a negar a riqueza e valor da cultura protestante, mas, se ninguém o tivesse feito antes, eu seria o primeiro a declarar, alto e bom som, que quatro séculos e meio de mentiras anticatólicas a sujam irremediavelmente.
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Saber que um sujeito é mentiroso e difamador não prova que todas as idéias dele sejam falsas, mas, sem dúvida, acaba com o tesão de conhecê-las.
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Se S. Pedro e S. Paulo fossem dois embrulhões, isso não deporia em nada contra as lições de Nosso Senhor, mas, com certeza, deprimiria em muita gente o desejo de conhecê-las.
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O livro do Denifle é dificil de encontrar fora da Alemanha, mas alguns exemplares da tradução francesa em quatro volumes ainda aparecem de vez em quando no bookfinder.com.
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É um livro que só os estudiosos da área lêem, mas que deveria circular em edições populares por toda parte.
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Maravilhas do desarmamento civil:
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A merda é sincronizada em escala mundial:
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Sonho de grandeza de um anti-olavette:
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Já disse e repito: Não sou Neocon, não sou AltRight, não sou intervencionista nem anti-intervencionista, não sou pré-conciliar nem pós-conciliar. Sou da mamãe.
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A merda é sem fim:
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Já disse e repito: Não sou Neocon, não sou AltRight, não sou intervencionista nem anti-intervencionista, não sou pré-conciliar nem pós-conciliar. Sou da mamãe.
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Depois dessa, o Tiririca terá o meu voto para qualquer cargo a que se candidate:
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Terra arrasada:
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http://rare.us/ é com certeza o pior site de notícias que já vi. Repete diariamente os chavões da grande midia jurando que são verdades inconvenientes desprezadas pela grande mídia. É uma espécie de equivalente eletrônico do Al Gore.
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Dessa vez, não precisarei desenhar…
Foto tirada na sala do Professor Rodrigo Jungmann vandalizada pelos comunistas durante a invasão na UFPE/CFCH.

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Toda discussão séria tem precondições morais incontornáveis.
Não é possível chegar à verdade através da mentira.

25/12/2016

 

Qualquer brasileirinho recém-admitido numa tariqa jurará de mãos postas que o sufismo é antagônico ao terrorismo e à ocupação islâmica. Assim lhe disseram, e assim ele crê. Quando descobrir que foi enganado, será tarde demais para mudar de idéia: inventará uma desculpa “espiritual” qualquer e passará a afirmar, agora com valor positivo, aquilo que negava.

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Há séculos existe uma divisão de trabalho: as tropas “exotéricas” combatem os cristãos no campo de batalha (ou nas ruas), a elite “esotérica” tenta parasitar o cristianismo e usurpar sua autoridade espiritual, no mais das vezes a pretexto de “salvá-lo”. Ibn Arabi e Guénon são exemplos claríssimos.

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A pior resposta que um cristão pode dar a esse processo diabolicamente sutil é sentir-se horrorizado e jogar todo o esoterismo no lixo em vez de tentar absorver as energias do inimigo, integrando-as e superando-as. Muitos tradicionalistas (no Brasil, praticamente todos) caem nessa esparrela.
Olavo de Carvalho P. S. – Os montfaibleanos e similares nunca entenderam o que eu estava tentando fazer. Por isso eles não conseguem obter resultados semelhantes aos meus, e por isso me odeiam, fingindo que é por lindos motivos de fidelidade à Igreja.

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Vi com meus próprios olhos a cumplicidade secreta entre duas tariqas que se digladiavam em público. Os muçulmanos, nesse ponto, são como os comunistas: nenhum ódio entre eles pode impedi-los de juntar forças contra o “inimigo”.

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No campo da espiritualidade propriamente dita, o cristianismo nada tem a aprender com qualquer esoterismo que seja. Mas, na esfera dos “pequenos Mistérios” (mistérios da natureza e da história, incluindo a ciência do poder político), tem TUDO.

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Existe um esoterismo cristão? Sim e não. Sim, porque o cristianismo é iniciático de alto a baixo. Não, porque (a) ele aboliu toda disciplina do segredo, colocando as iniciações ao alcance de TODO MUNDO (“rasgar o véu do Templo” significa exatamente isso), e (b) porque nenhuma organização esotérica tem, pelo simples fato de sê-lo, autoridade espiritual superior à da Igreja. Um dia explicarei isso melhor.

Paulo Braga Posso entender, então, professor, que o cristianismo inaugurou um “exoterismo”, ou seja, uma nova forma de entender o sagrado?! Posso, então compreender que não há mais separação entre o sagrado e o profano? Isso não implicaria uma nova maneira de se entender o sagrado?! Daí a catolicidade da mensagem cristã?! Não sou seu aluno, mas se puder me responder, agradeceria! Aprecio muito as suas reflexões e essas sempre vêm ao encontro de muito aquilo que penso.
Olavo de Carvalho O cristianismo tornou exotérico o que era esotérico, e por isso mesmo esses dois conceitos, apropriadíssimos para o Islam, não se aplicam a ele.

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Tanto no Ocidente quanto no Oriente, os gnósticos e esotéricos em geral jamais perdoaram o cristianismo por ter “rasgado o véu do Templo” e assim dissolvido a autoridade especial de que os iniciados dispunham. Até hoje, ora juntos, ora separados, os iniciados do Ocidente e do Oriente tentam se vingar da Igreja por isso, e nunca obtiveram nesse empreendimento tanto sucesso quanto agora, Mas, no fim, como diz a Bíblia, sua loucura será visível aos olhos de todos.

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Até hoje não fui crismado, porque NÃO me considero pronto para combater em nome da Igreja, tenho sido apenas um franco-atirador, é o máximo que a minha capacidade permite. Talvez receba o crisma este ano.

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Por hoje chega. Não é por ser dia de Natal que vou me privar de puxar um ronquinho.

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Em tempo: o filme “Override”, bem ruinzinho, faz propaganda do “sufismo inocente”.

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O príncipe Charles dá muita bandeira, o que significa que, nas tariqas, ele é apenas um soldadinho de infantaria. O Martin Lings dirigiu durante anos uma seção do Museu Britânico sem que ninguém soubesse sequer que ele era muçulmano, quanto mais que era o segundo (depois o primeiro) no comando de uma tariqa.

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Repito, com um acréscimo:
Qualquer brasileirinho recém-admitido numa tariqa jurará de mãos postas que o sufismo é antagônico ao terrorismo e à ocupação islâmica. Assim lhe disseram, e assim ele crê. Quando descobrir que foi enganado, será tarde demais para mudar de idéia: inventará uma desculpa “espiritual” qualquer e passará a afirmar, agora com valor positivo, aquilo que negava.
P. S. – É exatamente como no caso do Foro de S. Paulo: Primeiro negam que exista, depois admitem que existe mas é inócuo; por fim alardeiam que existe e é divino maravilhoso.

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Os que desejam esconder uma verdade patente se apegam a cada besteira, que faz dó. São como o sujeito que é pego no motel com a mulher do vizinho e se faz de surpreso, gritando:
— Caraio! Que é que essa muié tá fazendo aí embaixo?
Desculpa de tariqueiro é cu de avestruz.

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É como o sujeito que decidiu enrabar uma vaca e, surpreendido pelos vizinhos, fez uma cara da maior normalidade e disse, como se não fosse nada:
— E aí, pessoal? Tudo bem? Eu estou aqui, comendo uma vaquinha…

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Um homem comportar-se como homem é um odioso estereótipo cultural imposto, mas comportar-se como mulher é uma pura expressão da sua natureza.
Nunca esperei viver o bastante para ver alguém acreditar seriamente numa coisa dessas.

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A ânsia de parecer ideologicamente neutro a todo preço leva à completa loucura. A credulidade americana é assim. Hoje eles acreditam na incompatibilidade mútua entre sufismo e islamismo radical como ontem acreditavam em conflito sino-soviético.

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Olavo de Carvalho Joice Hasselmann Ainda vamos dar a esse celerados a punição que merecem. Feliz Natal, querida, apesar de tudo.

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O preconceito anticatólico está tão profundamente arraigado na mídia, no sistema educacional e em grandes faixas da opinião pública, que qualquer autor católico, só pelo fato de sê-lo, já é considerado “a priori” suspeito de parcialidade quando tenta desmantelar, mesmo com base em sólida documentação, algum mito anticatólico consagrado. Só autores não-católicos têm alguma chance de ser ouvidos quanto a esse ponto. Felizmente, eles são muitos hoje em dia. Três, que recomendo especialmente, são:
Rodney Stark, “Bearing False Witness: Debunking Centuries of Anti-Catholic History”, Daniel Dalin, “The Myth of the Hitler’s Pope”, e Henry Kamen, “The Spanish Inquisition”.

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Dividida a área do Brasil pelos dez milhões de índios que, segundo os cálculos mais otimistas, existiam no Brasil no tempo do Descobrimento, cada índio teria aproximadamente 800 quilômetros quadrados de terra só para ele. Falar em “usucapião”, nessas circunstâncias, é coisa de bêbado.

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Como é que um índio, andando sozinho e a pé, iria plantar mandioca numa área do tamanho da cidade de Campinas? E quem iria comer tanta mandioca?

Por esse critério, na área inteira de Portugal caberiam apenas 115 índios.

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Joao Felisbino Da Silva Neto Os índios são os primeiros e verdadeiros donos dessa terra. Usucapião

Olavo de Carvalho João Felisberto da Silva Neto: Besteira grossa. Não há usucapião sem uso. Os índios não poderia possuir por usucapião uma extensão de terras dez mil vezes maior do que conseguiriam jamais usar.

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Quando alguém disser que os índios eram, de direito, os donos do território brasileiro, responda: O CARALHO.

Jose Angelini Aquino Ham? então de quem é de direito?

Natal

Quando você fala com alguém, não joga simplesmente palavras para todo lado, mas as dirige a uma pessoa determinada, da qual você sabe alguma coisa. Falar com Deus não é diferente disso.

Que poderia ser o melhor Natal da sua vida? Aquele em que você percebesse claramente a Presença de Deus. Que é a Presença de Deus? Ela é tantas coisas que todos os livros do mundo não bastariam para descrevê-la. De todas essas coisas, sei somente uma, uminha. Ela pode ser muito modesta no conjunto, mas para mim é a mais importante, justamente porque é a única que conheço com a certeza absoluta de quem viveu a experiência e sabe do que está falando.
Vou tentar resumi-la. Espero que você goste deste presente de Natal.

É o seguinte. Quando você fala com alguém, não joga simplesmente palavras para todo lado, mas as dirige a uma pessoa determinada, da qual você sabe alguma coisa. Falar com Deus não é diferente disso. Você tem de se dirigir a Ele como a uma pessoa determinada, não um anônimo desconhecido que não está em parte alguma.

Você tem de se apegar a algo que você sabe de Deus com certeza, e falar a esse algo como se fosse Deus inteiro. É claro que não é, mas Deus não liga para isso. Quando falamos com seres humanos, é a mesma coisa. Você fala com esta pessoa, neste lugar, num momento determinado do tempo, como se o que estivesse diante de você fosse a pessoa inteira, do nascimento à morte, sabendo que não é, mas que de algum modo o que você diz a esse recorte de pessoa chega à pessoa inteira.

Pois bem, de Deus há uma coisa que sei com certeza, e é por esse canal que falo com Ele.

Na verdade são duas coisas.
A primeira é que Ele me conhece mais do que eu mesmo, e que nada que eu diga de mim para Ele será novidade. Ao contrário: conto um pedacinho da história e Ele me mostra o resto.

Só há um problema: Você quer mesmo saber tanta coisa a seu respeito? Se você não tem a firme disposição de aceitar o seu retrato tal como Deus o mostra, com todas as surpresas agradáveis e desagradáveis que Ele tem para lhe mostrar, Ele não lhe mostrará nada.

Às vezes queremos contar a Deus os nossos pecados, mas como podemos fazê-lo, se é o próprio Espírito Santo quem nos ensina quais são esses pecados? Às vezes pensamos que é um, e na verdade é outro. Uma boa coisa é pedir a Deus que lhe revele seus verdadeiros pecados, para que você os confesse. Nos dias seguintes você vai se lembrar de vários deles, que já tinham se perdido na memória ou que nunca estiveram lá.

Mas é claro que o que estou dizendo não se refere só a pecados. Você pode pedir que Deus lhe mostre quem você é. Só que, se Ele mostrar tudo de uma vez, não caberá no seu círculo de atenção. Portanto, peça que Ele lhe revele, de tudo quanto você é, só aquilo que Ele acha verdadeiramente importante que você saiba na presente etapa da sua vida.

A segunda coisa é essencial para que isso funcione.
Todos nós falamos de nós mesmos usando a palavra “eu”. O eu é o centro agente e consciente que tenta dirigir os nossos atos e pensamentos no meio de uma gigantesca confusão que vem do nosso inconsciente, do meio social, de fragmentos de conversas entreouvidas, da TV, do diabo. Ora, toda essa confusão está em nós, ela é nós de algum modo, mas não é o nosso “eu”. Isso quer dizer que cada um de nós só é um “eu” de maneira parcial e imperfeita. Somos muito imperfeitamente personalizados. Há muitos pedaços em nós que nos são estranhos, que são anônimos. Pedaços de nós que são coisa, e não pessoa.
Os bichos e coisas ao nosso redor não têm um eu. Não podem falar consigo mesmos, viver a vida interior de alguém que se conhece como centro agente, responsável, consciente, ao menos em parte, da sua história e co-autor consciente, espera-se, dos capítulos restantes.

De todos os seres e coisas, só o ser humano tem um “eu”, ainda que incompleto e imperfeito.

Deus, no entanto, tem um Eu completo e perfeito. Ele mesmo, por meio de Moisés, nos ensinou o Seu Nome, e esse nome é “Eu Sou”. Nele não há elementos estranhos, que Ele próprio desconheça. Em Deus não existe alteridade.
Mas se o Eu de Deus é completo e perfeito, e o nosso é parcial, fragmentário e imperfeito, isso quer dizer que só temos um eu por Graça de Deus, porque Ele nos conferiu, na medida das nossas possibilidades, uma capacidade que, a rigor, só Ele possui.

Foi nesse sentido que Paul Claudel, o poeta, disse: “Deus é Aquele que, em mim, é mais eu do que eu mesmo.”
Deus, portanto, não só sabe tudo a seu respeito, mas é d’Ele que vem a capacidade que você tem de falar consigo mesmo (e com Ele), a capacidade de possuir uma “intimidade” que nenhuma coisa ou bicho jamais terá.
Foi por isso que outro poeta, Antonio Machado, disse: “Quem fala consigo espera falar a Deus um dia.”
Um dia? Quando? Você salta da conversa solitária para a conversa com Deus no instante em que toma consciência de que:
(a) está falando com Alguém que conhece você melhor que você mesmo;
(b) está falando com Alguém que é a própria raiz, a fonte mais íntima da sua capacidade de conhecer-se e de falar consigo mesmo.
Alguém que é mais você do que você mesmo. Então você descobre que Ele sempre esteve aí e que a única coisa que separava você d’Ele era o que o separava de você mesmo.
A partir desse instante, o falar consigo mesmo, na oração, é uma abertura para descobertas sem fim e para uma intensificação do seu eu, da sua consciência de si, da sua presença diante de si mesmo, dos outros eus, do mundo e do próprio Deus.”

Descubra isto neste Natal e seja feliz.

24/12/2016

Alguns podem achar que o Werner Nabiça Coelho é um chato, porque publica posts demais. Mas eu acho que ele é um sujeito admirável, por ser, entre os meus alunos, o que MAIS estuda os livros que recomendo. Feliz Natal, Werner.

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Verdade

http://www.ibtimes.co.uk/assange-aftermath-us-elections-clinton-tried-destroy-us-was-herself-destroyed-1597992

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Lendo as declarações do sr. Bergoglio sobre o Natal, não pude evitar a comparação: Eu escrevia coisas desse tipo aos quatorze anos.

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Bergoglio é o rei da banalidade.

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Herivelton Moreira da Costa compartilhou a foto de Lei Islâmica em Ação.

Veja Gilberto Costa não há mais o que duvidar. Foi Olavo de Carvalho que nos alertou sobre isso. E o Alberto Moreira Costa ainda acredita que são os judeus que dominam o mundo com o seu dinheiro. Coisa que Hitler espalhou pelo planeta.

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Lei Islâmica em Ação

Grã-Bretanha: Príncipe Charles exorta os britânicos a pensarem em Maomé neste Natal
Ele afirmou em sua mensagem de Natal: “Normalmente, no Natal, pensamos no nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pergunto-me, porém, se este ano podemos lembrar como a história da natividade se desenrola, com a fuga da santa família para escapar da perseguição violenta. E podemos também lembrar que quando o profeta Maomé migrou de Meca para Medina, ele estava buscando a liberdade para si e seus seguidores para adorar.”

Na verdade, ao se mudar para Medina, Maomé tornou-se um Senhor da Guerra e criou o conceito da Jihad. O sucesso de Maomé veio devido a sua ação política e militar, e não religiosa.

Mas a moda dos poderosos é se fingirem de “bomzinhos” e “inclusivos.” Mesmo se agindo deste modo eles estejam sabotando a sua cultura e civilização

http://www.breitbart.com/…/britains-heir-throne-speaks-agg…/

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Atenção, Herivelton Moreira da Costa:
O caso do Principe Charles ilustra o “modus operandi” da ocupação islâmica: muito, muito antes de chegar o primeiro “imigrante” ou o primeiro agitador jihadista, inumeráveis “corações e mentes” já foram conquistados nos postos mais altos da elite intelectual, política e financeira pela ação discreta, sutil e aparentemente inofensiva das tariqas. Os analistas universitários e de mídia não podem apreender esse fenômeno porque não têm, nem de longe, cabeça para entender o esoterismo islâmico: só enxergam as ações políticas mais grosseiras ou as bombas que explodem. Muitos, quando adquirem suas primeiras e vagas noções a respeito, chegam a imaginar até que o “sufismo” seja antagônico ao “islamismo radical” (uso aqui os termos deles) e por isso uma alternativa pacífica ao terrorismo.
Digo mais: a ajuda que hoje a elite “progressista” ocidental presta ao jihadismo cultural, que parece tão estranha e inverossímil aos comentaristas usuais que estes preferem nem mesmo enxergá-la, não é novidade nenhuma para quem conhece a história do esoterismo: é uma aliança anticristã velha de séculos ou de milênios.

Marco Borgerth Olavo, sua elegante hipotese de que haja uma estratégia e ação articuladas entre sheiks como S. Hussein, S. Abu Bakr e tantos outros – que agora o senhor estende a séculos e milênios de ação de tariqas – com o terrorismo islâmico carece de melhores exemplos e embasamento. Não é porque Schuon disse que converteria a europa que isso se torna auto-evidente. O fato de o melhor exemplo citado ser o principe Charles – personagem totalmente irrelevante na condução dos assuntos do Reino Unido e motivo de chacota entre os ingleses – somente demonstra esta necessidade de maior embasamento na tese.
 
Olavo de Carvalho Marco Borgerth Não é tese nenhuma. É fato puro e simples, Qualquer um que não viu nada dos fatos pode fazer perguntas cépticas. É uma das principais ocupações dos brasileiros. Mas você quer mesmo que eu dê todos os nomes de figurões ocidentais metidos nas tariqas? Sinto muito, mas não posso. Será a minha palavra contra a deles, e não tenho dinheiro para pagar tantos advogados… By the way, a referência a “séculos” deveria levar você a estudar a história do esoterismo em vez de sair espalhando dúvidas pueris só para parecer esperto. Se quer uma sugestão, comece pelos quatro livros do Etienne Couvert a respeito.
Marco Borgerth Ademais, como o senhor se sentiria se seu amigo Swami Satyananda chamasse a ação dos missionários católicos e protestantes na India – entre eles São Francisco Xavier e Madre Tereza – de uma “aliança anti-hindu”? Não lhe soaria meio deslocado e fora de proporções?
Olavo de Carvalho Há séculos existe uma divisão de trabalho: as tropas “exotéricas” combatem os cristãos no campo de batalha, a elite “esotérica” tenta parasitar o cristianismo e usurpar sua autoriade espiritual, no mais das vezes a pretexto de “salvá-lo”. Ibn Arabi é um dos exemplos mais claros.
Marco Borgerth Também estou em posição ora dizer: “meninos eu vi” um S Hussein agoniado com a ação de terroristas, investindo horas e horas escrevendo livros e dando palestras, INCLUSIVE PARA OS MEMBROS DA PRÓPRIA TARIQA, tentando demonstrar, certo ou errado, que o terrorismo islâmico é um apêndice irrelevante, mas muito barulhento, da história islâmica. Ele não sente raiva de ninguém como sente dos Wahabistas.
Olavo de Carvalho Irã e Arábia Saudita competem como leões pela liderança do islamismo mundial. O Nasr é apenas mais um iraniano.

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Já vi isso acontecer com muitas pessoas, mas a gente só acredita mesmo é quando acontece com a gente: Quando você fica velho, você encolhe. Acho que é economia de espaço e de esforço.

Olavo de Carvalho Já perdi um centímetro de estatura, o que pode ser bom para a minha reputação: deixei de ser um 171, agora sou um inofensivo 170.

Olavo de Carvalho É, mas terei de passar pelo 169, e o que é que vão dizer de mim?

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Foi o Martin Lings quem meteu essas idéias na cabeça do Príncipe Charles. Vi como isso começou , mais de trinta anos atrás. Meninos, eu vi.

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Um só sheikh sufi faz mais estrago na civilização do que milhões de jihadistas com bombas escondidas no turbante.

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Quando vejo todas as coisas que deram errado para mim desde a mais remota infância, não posso evitar a conclusão: quanto mais a gente sifu, mais se torna incapaz de ser infeliz. A condição número um da infelicidade é você se foder só um pouquinho.

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Vivendo e aprendendo: o Wyatt Earp, aos vinte anos, era a cara do meu sobrinho Rodrigo.

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Vivendo e aprendendo: quem pagava ao Wyatt Earp para pegar os bandidos era o banco onde hoje eu guardo o meu dinheirinho. Estou financiando retroativamente o tiroteio no OK Corral.

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21/12/2016

Há tempos tenho insistido na complexidade e sutileza das relações entre os três esquemas globalistas. Este livro traz alguns esclarecimentos interessantes a respeito:

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A Polônia católica já salvou o Ocidente da invasão islâmica uma vez (batalha de Viena, 1683) e pode fazê-lo de novo.

https://www.facebook.com/embaixadaresistencia/videos/vb.1564808200502126/1735733323409612/?type=2&theater

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Este filme conta a história com alguma fidelidade: https://www.amazon.com/Day…/dp/B00LM76ARC/ref=sr_1_1…

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Se as lideranças de movimentos de protesto fossem capazes de furar a superfície do momento e pensar a mais longo prazo, entenderiam que antes de voltar-se contra o executivo, o legislativo e o judiciário teriam de quebrar a hegemonia esquerdista na mídia, nas igrejas e nas universidades e, além disso, criar alianças mais fortes com o empresariado. É o caminho mais longo, mas é o ÚNICO que pode levar a dias melhores.

Rafael Nogueira

Os meus maiores feitos pedagógicos ainda estão por vir, mas neste final de ano tem sido muito grato contabilizar os crescentes resultados de meus esforços, além do significativo aumento de demanda pelos meus cursos.

Em Santos, no Ciclo de Estudos Clássicos do NEC – Núcleo de Ensino e Cultura, analisamos Rei Lear, de Shakespeare, a partir de muitas perspectivas (à luz da Teoria das 12 Camadas da Personalidade do prof. Olavo, por exemplo). As participações dos alunos foram excelentes!

No Ciclo de São Paulo, em parceria com o Movimento Somar Para Vencer, estudamos uma biografia de Bonifácio e a Autobiografia de Benjamin Franklin. Quase todos leram e participaram ativamente da aula, trazendo ótimas observações e perguntas realmente importantes. Saí de lá com a certeza de que estamos muito bem encaminhados.

Ao me despedir da escola, recebi mensagens constantes de alunos que, além de carinho, passavam a ideia de que queriam continuar estudando muito e acompanhando o meu trabalho. Alunos de sexto ano querendo ler livros “importantes”. E de terceiro ano dizendo que querem saber como continuar aprendendo comigo.

Além disso, não paro de receber elogios, agradecimentos e perguntas interessantes sobre minha participação no Brasil Paralelo.

Todas as minhas iniciativas devem muitíssimo ao meu aprendizado constante com o professor Olavo de Carvalho. Se depender de mim, ele será lembrado como o maior responsável por tornar possível que toda uma geração tomasse posse de sua inteligência.

George Rafael Freyre Gomes

Peço licença para que este pobre “fundamentalista” religioso, que mau sabe escrever corretamente, assumidor de suas misérias e limitações, possa replicar a basbaquice alheia. (desde já peço perdão pela extensão do texto, pois não é de meu feitio)

O povo brasileiro, aquele que acorda às cinco da manhã pra pegar ônibus, tirar leite da vaca, preparar o pão na padaria, arrumar a mochila do filho pra ir para a escola; sim, o povo que não tem tempo de saber das decisões que atingem suas vidas, o povo que reza a Deus para que o pão de cada dia não falte na mesa, sim, o povo que não tem tempo para pensar se Deus existe ou não, pois o milagre de cada dia lhes garante essa existência. É desse povo que vos falo.

No século XIX o primoroso Machado de Assis já vislumbrava — não por graça divina, mas por pura intuição lógica — a derrocada cultural brasileira. Intuição esta que se tornou realidade, bastando olhar para nossos livros, universidades e partidos políticos e contemplar a profecia do “Assis” escritor.
Quando se destrói a alta cultura de um país, o fruto será o oceano de ignorância em que seu povo mergulhará, podendo ser facilmente manejados, manipulados, transformados em idiotas úteis.
Quando ocorreu a contra-revolução de 64, se findando no estado de regime militar de 67, onde foi combatida uma guerrilha armada e não donzelos e donzelas indefesas, os “gurus” revolucionários viram que como em toda tentativa comunista do sé. XX de se ter o poder usando a força, suas tentativas também estariam findadas a duas coisas: um grande número de mortos e ums grande miséria e opressão para o povo. Foi nesse momento que brilhou a luz do “santo” que mais interferiu na vida do brasileiro sem nunca ser conhecido por ninguém: “Santo Antonio Gramisci”. Italiano franzino, comunista ferrenho, que criou o método de revolução que trouxe o Brasil ao estado que estamos hoje, a revolução através da cultura; isso mesmo, revolucionar um país desde sua fé até seus desejos sexuais. E foi isso que os sacrossantos intelectuais da esquerda brasileira fizeram, colocaram os guerrilheiros para fazerem barulho contra os militares, enquanto eles tomavam nossas universidades, mídias, escolas e igrejas. Tendo todos esses meios de formação em mãos eles conseguiram destruir nossa cultura, emburrecer o povo, e ainda saíram com ar de salvadores da pátria. Este é o primeiro grande culpado pelo nosso estado hoje: a revolução gramisciana através da cultura, ou melhor dizendo, marxismo cultural.

O messianismo político é um mal que fere a natureza do homem, levando-o a fazer de sua ideologia, partido ou candidato, sua própria religião civil. Nesse cenário messiânico surge o mito “Lula”, homem “humilde”, “do povo”, “guerreiro”, que possuía (talvez ainda possui) uma quedinha por cabritas indefesas. No mesmo período o muro de Berlim é derrubado, a utopia socialista, mais uma vez, é derrocada. Então nesse cenário surge a “grande idéia” no nosso continente de se criar uma organização internacional que visa tão somente conservar os ideais socialistas na América Latina — idéia essa que teve como um dos principais mentores o “guru” do “Luifinácio”, o excomungado Frei Beto, onde teve como os dois garotos propaganda o assassino Fidel e o coitadinho do Lula. Esta organização, que mais interferiu na vida do brasileiro nas últimas duas décadas, mas que por um magia macabra não era conhecida por nenhum brasileiro, ficou batizada como “Foro de São Paulo”. Na qual participa, até hoje, a grande maioria dos partidos de esquerda da América Latina, algo que no Brasil é proibido pela constituição: particpar de orgão políticos internacionais. Somente este fato já era motivo para o fechamento dos partidos brasileiro que fazem parte dessa organização (PT e afins), mas como nossa constituição é uma brincadeira sem graça, nada foi feito a respeito. Este é o segundo grande culpado pelo nosso estado.

Usar do sofrimento do povo para um projeto de poder bolivariano, sim, usar da pobreza de um povo, com um discurso de fachada, aproveitando o cabresto psicológico colocado pela péssima educação e pelo discurso utópico, foi assim que chegaram ao poder, não somente o PT, mas a esquerda — pois o próprio Lula uma vez se gabou de fazer parte de uma corrida eleitoral onde só haja candidatos de esquerda, isso incluía o PSDB e afins. O povo que citei lá no início, que foi ludibriado com migalhas enquanto o “pão” era repartido para conseguir governabilidade, e assim, continuar com seus ideais de poderio. Esse povo não saiu do sofrimento, apenas começou a administrar a dureza da vida, a pobreza material, e isso eu vejo com bons olhos, pois não se corromperam com o veneno dos “grandes”. A corrupção foi institucionalizada nesse país, não sendo fruto de um partido, mas de um sistema, de um establishment que visava (e ainda visa) sua auto-conservação, e se por acaso sobrar algo joga no meio do povo.
O Temer está sucedendo a Dilma como vice-presidente, que sucedeu o Lula, que sucedeu o FHC…não há diferença de objetivos, a diferença está nos meios de ação, isso é algo tão claro, que chega a ser vergonhoso ter que falar sobre este tema.

No meio de toda essa decaída nacional aparecem pessoas como o Prof. Olavo de Carvalho, que buscam apenas tapar um buraco deixado pela omissão midiática e pela desonestidade intelectual que tomaram conta da classe falante deste país. Sem levantar bandeira nenhuma, mostrando com fatos verídicos tudo isso (e muito mais) que citei acima, aí o cara é taxado com tudo quanto é adjetivo desonesto, apenas por estar promovendo um trabalho de restauração do pensamento nacional. Eu só tenho a agradecer a este grande brasileiro.

Por fim, posso dizer que o brasileiro hoje é mais consciente, mas sempre resta uma ninhada que dificilmente tirarão o cabresto de suas mentes encharcadas de fantasias que se tornam reais em seus mundinhos epicurianos.

Eu prefiro continuar respaldando minhas limitações naquilo que é mais elevado que eu. Sou um brasileiro entre milhões, não tenho a pretensão de mover multidões, desejo apenas encostar a cabeça no travesseiro e, ao fechar os olhos, ter minha consciência como testemunha de defesa e não como acusadora de minhas omissões.

Paralaxe Cognitiva

Surgiu em um grupo privado uma pergunta sobre a diferença entre o conceito de “Paralaxe Cognitiva” do Professor Olavo de Carvalho e de “Contradição Performativa” do Jürgen Habermas. Como o assunto pode interessar aos meus colegas do COF e aos leitores do Olavo, publicarei aqui minha resposta:

«Não há como confundir as duas coisas. Mesmo aquelas análises rasteiras que tomam por base o significado dicionarístico dos termos já dariam conta de distinguir os dois conceitos.

A palavra “performativo” que serve de qualificativo no conceito de “Contradição Performativa” se refere aos pressupostos comunicativos imprescindíveis a todo ato discursivo. Isso já dá uma pista de que a “contradição performativa” nada mais é do que uma contradição formal entre o conteúdo proposicional do discurso (o “que” é dito) e o ato ilocucionário (o “como” é dito). É uma contradição que se revela atomisticamente APENAS no ato do discurso. Quem é capaz de entender isso e tem alguma cultura filosófica também é capaz de entender que a contradição performativa é um conceito bem restrito e que só faz sentido dentro da filosofia analítica (e de seus derivados), lidando apenas com o discurso lógico.

A “Paralaxe Cognitiva”, por outro lado, é o deslocamento entre um sistema filosófico e a experiência real do filósofo. Não se trata de uma mera contradição lógico-discursiva, mas sim de um “fechamento” para a realidade, de uma negação da experiência concreta em nome de uma construção mental. A “paralaxe cognitiva” não se revela no ato ilocucionário e nada tem a ver com o elemento performático do discurso, pois, diferentemente da “contradição performativa”, ela pressupõe uma epistemologia (como a do intuicionismo radical do Olavo) capaz de ir além da linguagem e dos fenômenos (no sentido kantiano) e acessar a essência das coisas, a realidade mesma.

Maquiavel, por exemplo, não cometeu nenhuma “contradição performativa” n’O Príncipe, já que não apresentou nenhuma afirmação que pode ser desmentida pelo simples ato performativo de afirmá-la, mas sua elaboração teórica da estratégia de tomada e manutenção do poder é um caso clássico de “paralaxe cognitiva”, já que se fosse posta em prática teria como uma de suas primeiras consequências o assassinato do próprio Maquiavel (que desejava, ele próprio, aumentar seu quociente de poder e de influência, o que tem como primeiro pressuposto não morrer).

Em suma, uma coisa não tem nada a ver com a outra.»

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Olavo de Carvalho Filipe G. Martins Explicação perfeita. Uma só paralaxe cognitiva pode gerar uma montanha de contradições performativas.

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Olavo de Carvalho P. S. – Investigar contradições performativas pode ser uma boa pista para diagnosticar uma paralaxe cognitiva, embora esta possa também existir sem elas.