25/12/2016

 

Qualquer brasileirinho recém-admitido numa tariqa jurará de mãos postas que o sufismo é antagônico ao terrorismo e à ocupação islâmica. Assim lhe disseram, e assim ele crê. Quando descobrir que foi enganado, será tarde demais para mudar de idéia: inventará uma desculpa “espiritual” qualquer e passará a afirmar, agora com valor positivo, aquilo que negava.

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Há séculos existe uma divisão de trabalho: as tropas “exotéricas” combatem os cristãos no campo de batalha (ou nas ruas), a elite “esotérica” tenta parasitar o cristianismo e usurpar sua autoridade espiritual, no mais das vezes a pretexto de “salvá-lo”. Ibn Arabi e Guénon são exemplos claríssimos.

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A pior resposta que um cristão pode dar a esse processo diabolicamente sutil é sentir-se horrorizado e jogar todo o esoterismo no lixo em vez de tentar absorver as energias do inimigo, integrando-as e superando-as. Muitos tradicionalistas (no Brasil, praticamente todos) caem nessa esparrela.
Olavo de Carvalho P. S. – Os montfaibleanos e similares nunca entenderam o que eu estava tentando fazer. Por isso eles não conseguem obter resultados semelhantes aos meus, e por isso me odeiam, fingindo que é por lindos motivos de fidelidade à Igreja.

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Vi com meus próprios olhos a cumplicidade secreta entre duas tariqas que se digladiavam em público. Os muçulmanos, nesse ponto, são como os comunistas: nenhum ódio entre eles pode impedi-los de juntar forças contra o “inimigo”.

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No campo da espiritualidade propriamente dita, o cristianismo nada tem a aprender com qualquer esoterismo que seja. Mas, na esfera dos “pequenos Mistérios” (mistérios da natureza e da história, incluindo a ciência do poder político), tem TUDO.

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Existe um esoterismo cristão? Sim e não. Sim, porque o cristianismo é iniciático de alto a baixo. Não, porque (a) ele aboliu toda disciplina do segredo, colocando as iniciações ao alcance de TODO MUNDO (“rasgar o véu do Templo” significa exatamente isso), e (b) porque nenhuma organização esotérica tem, pelo simples fato de sê-lo, autoridade espiritual superior à da Igreja. Um dia explicarei isso melhor.

Paulo Braga Posso entender, então, professor, que o cristianismo inaugurou um “exoterismo”, ou seja, uma nova forma de entender o sagrado?! Posso, então compreender que não há mais separação entre o sagrado e o profano? Isso não implicaria uma nova maneira de se entender o sagrado?! Daí a catolicidade da mensagem cristã?! Não sou seu aluno, mas se puder me responder, agradeceria! Aprecio muito as suas reflexões e essas sempre vêm ao encontro de muito aquilo que penso.
Olavo de Carvalho O cristianismo tornou exotérico o que era esotérico, e por isso mesmo esses dois conceitos, apropriadíssimos para o Islam, não se aplicam a ele.

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Tanto no Ocidente quanto no Oriente, os gnósticos e esotéricos em geral jamais perdoaram o cristianismo por ter “rasgado o véu do Templo” e assim dissolvido a autoridade especial de que os iniciados dispunham. Até hoje, ora juntos, ora separados, os iniciados do Ocidente e do Oriente tentam se vingar da Igreja por isso, e nunca obtiveram nesse empreendimento tanto sucesso quanto agora, Mas, no fim, como diz a Bíblia, sua loucura será visível aos olhos de todos.

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Até hoje não fui crismado, porque NÃO me considero pronto para combater em nome da Igreja, tenho sido apenas um franco-atirador, é o máximo que a minha capacidade permite. Talvez receba o crisma este ano.

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Por hoje chega. Não é por ser dia de Natal que vou me privar de puxar um ronquinho.

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Em tempo: o filme “Override”, bem ruinzinho, faz propaganda do “sufismo inocente”.

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O príncipe Charles dá muita bandeira, o que significa que, nas tariqas, ele é apenas um soldadinho de infantaria. O Martin Lings dirigiu durante anos uma seção do Museu Britânico sem que ninguém soubesse sequer que ele era muçulmano, quanto mais que era o segundo (depois o primeiro) no comando de uma tariqa.

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Repito, com um acréscimo:
Qualquer brasileirinho recém-admitido numa tariqa jurará de mãos postas que o sufismo é antagônico ao terrorismo e à ocupação islâmica. Assim lhe disseram, e assim ele crê. Quando descobrir que foi enganado, será tarde demais para mudar de idéia: inventará uma desculpa “espiritual” qualquer e passará a afirmar, agora com valor positivo, aquilo que negava.
P. S. – É exatamente como no caso do Foro de S. Paulo: Primeiro negam que exista, depois admitem que existe mas é inócuo; por fim alardeiam que existe e é divino maravilhoso.

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Os que desejam esconder uma verdade patente se apegam a cada besteira, que faz dó. São como o sujeito que é pego no motel com a mulher do vizinho e se faz de surpreso, gritando:
— Caraio! Que é que essa muié tá fazendo aí embaixo?
Desculpa de tariqueiro é cu de avestruz.

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É como o sujeito que decidiu enrabar uma vaca e, surpreendido pelos vizinhos, fez uma cara da maior normalidade e disse, como se não fosse nada:
— E aí, pessoal? Tudo bem? Eu estou aqui, comendo uma vaquinha…

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Um homem comportar-se como homem é um odioso estereótipo cultural imposto, mas comportar-se como mulher é uma pura expressão da sua natureza.
Nunca esperei viver o bastante para ver alguém acreditar seriamente numa coisa dessas.

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A ânsia de parecer ideologicamente neutro a todo preço leva à completa loucura. A credulidade americana é assim. Hoje eles acreditam na incompatibilidade mútua entre sufismo e islamismo radical como ontem acreditavam em conflito sino-soviético.

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Olavo de Carvalho Joice Hasselmann Ainda vamos dar a esse celerados a punição que merecem. Feliz Natal, querida, apesar de tudo.

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O preconceito anticatólico está tão profundamente arraigado na mídia, no sistema educacional e em grandes faixas da opinião pública, que qualquer autor católico, só pelo fato de sê-lo, já é considerado “a priori” suspeito de parcialidade quando tenta desmantelar, mesmo com base em sólida documentação, algum mito anticatólico consagrado. Só autores não-católicos têm alguma chance de ser ouvidos quanto a esse ponto. Felizmente, eles são muitos hoje em dia. Três, que recomendo especialmente, são:
Rodney Stark, “Bearing False Witness: Debunking Centuries of Anti-Catholic History”, Daniel Dalin, “The Myth of the Hitler’s Pope”, e Henry Kamen, “The Spanish Inquisition”.

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Dividida a área do Brasil pelos dez milhões de índios que, segundo os cálculos mais otimistas, existiam no Brasil no tempo do Descobrimento, cada índio teria aproximadamente 800 quilômetros quadrados de terra só para ele. Falar em “usucapião”, nessas circunstâncias, é coisa de bêbado.

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Como é que um índio, andando sozinho e a pé, iria plantar mandioca numa área do tamanho da cidade de Campinas? E quem iria comer tanta mandioca?

Por esse critério, na área inteira de Portugal caberiam apenas 115 índios.

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Joao Felisbino Da Silva Neto Os índios são os primeiros e verdadeiros donos dessa terra. Usucapião

Olavo de Carvalho João Felisberto da Silva Neto: Besteira grossa. Não há usucapião sem uso. Os índios não poderia possuir por usucapião uma extensão de terras dez mil vezes maior do que conseguiriam jamais usar.

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Quando alguém disser que os índios eram, de direito, os donos do território brasileiro, responda: O CARALHO.

Jose Angelini Aquino Ham? então de quem é de direito?
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