George Rafael Freyre Gomes

Peço licença para que este pobre “fundamentalista” religioso, que mau sabe escrever corretamente, assumidor de suas misérias e limitações, possa replicar a basbaquice alheia. (desde já peço perdão pela extensão do texto, pois não é de meu feitio)

O povo brasileiro, aquele que acorda às cinco da manhã pra pegar ônibus, tirar leite da vaca, preparar o pão na padaria, arrumar a mochila do filho pra ir para a escola; sim, o povo que não tem tempo de saber das decisões que atingem suas vidas, o povo que reza a Deus para que o pão de cada dia não falte na mesa, sim, o povo que não tem tempo para pensar se Deus existe ou não, pois o milagre de cada dia lhes garante essa existência. É desse povo que vos falo.

No século XIX o primoroso Machado de Assis já vislumbrava — não por graça divina, mas por pura intuição lógica — a derrocada cultural brasileira. Intuição esta que se tornou realidade, bastando olhar para nossos livros, universidades e partidos políticos e contemplar a profecia do “Assis” escritor.
Quando se destrói a alta cultura de um país, o fruto será o oceano de ignorância em que seu povo mergulhará, podendo ser facilmente manejados, manipulados, transformados em idiotas úteis.
Quando ocorreu a contra-revolução de 64, se findando no estado de regime militar de 67, onde foi combatida uma guerrilha armada e não donzelos e donzelas indefesas, os “gurus” revolucionários viram que como em toda tentativa comunista do sé. XX de se ter o poder usando a força, suas tentativas também estariam findadas a duas coisas: um grande número de mortos e ums grande miséria e opressão para o povo. Foi nesse momento que brilhou a luz do “santo” que mais interferiu na vida do brasileiro sem nunca ser conhecido por ninguém: “Santo Antonio Gramisci”. Italiano franzino, comunista ferrenho, que criou o método de revolução que trouxe o Brasil ao estado que estamos hoje, a revolução através da cultura; isso mesmo, revolucionar um país desde sua fé até seus desejos sexuais. E foi isso que os sacrossantos intelectuais da esquerda brasileira fizeram, colocaram os guerrilheiros para fazerem barulho contra os militares, enquanto eles tomavam nossas universidades, mídias, escolas e igrejas. Tendo todos esses meios de formação em mãos eles conseguiram destruir nossa cultura, emburrecer o povo, e ainda saíram com ar de salvadores da pátria. Este é o primeiro grande culpado pelo nosso estado hoje: a revolução gramisciana através da cultura, ou melhor dizendo, marxismo cultural.

O messianismo político é um mal que fere a natureza do homem, levando-o a fazer de sua ideologia, partido ou candidato, sua própria religião civil. Nesse cenário messiânico surge o mito “Lula”, homem “humilde”, “do povo”, “guerreiro”, que possuía (talvez ainda possui) uma quedinha por cabritas indefesas. No mesmo período o muro de Berlim é derrubado, a utopia socialista, mais uma vez, é derrocada. Então nesse cenário surge a “grande idéia” no nosso continente de se criar uma organização internacional que visa tão somente conservar os ideais socialistas na América Latina — idéia essa que teve como um dos principais mentores o “guru” do “Luifinácio”, o excomungado Frei Beto, onde teve como os dois garotos propaganda o assassino Fidel e o coitadinho do Lula. Esta organização, que mais interferiu na vida do brasileiro nas últimas duas décadas, mas que por um magia macabra não era conhecida por nenhum brasileiro, ficou batizada como “Foro de São Paulo”. Na qual participa, até hoje, a grande maioria dos partidos de esquerda da América Latina, algo que no Brasil é proibido pela constituição: particpar de orgão políticos internacionais. Somente este fato já era motivo para o fechamento dos partidos brasileiro que fazem parte dessa organização (PT e afins), mas como nossa constituição é uma brincadeira sem graça, nada foi feito a respeito. Este é o segundo grande culpado pelo nosso estado.

Usar do sofrimento do povo para um projeto de poder bolivariano, sim, usar da pobreza de um povo, com um discurso de fachada, aproveitando o cabresto psicológico colocado pela péssima educação e pelo discurso utópico, foi assim que chegaram ao poder, não somente o PT, mas a esquerda — pois o próprio Lula uma vez se gabou de fazer parte de uma corrida eleitoral onde só haja candidatos de esquerda, isso incluía o PSDB e afins. O povo que citei lá no início, que foi ludibriado com migalhas enquanto o “pão” era repartido para conseguir governabilidade, e assim, continuar com seus ideais de poderio. Esse povo não saiu do sofrimento, apenas começou a administrar a dureza da vida, a pobreza material, e isso eu vejo com bons olhos, pois não se corromperam com o veneno dos “grandes”. A corrupção foi institucionalizada nesse país, não sendo fruto de um partido, mas de um sistema, de um establishment que visava (e ainda visa) sua auto-conservação, e se por acaso sobrar algo joga no meio do povo.
O Temer está sucedendo a Dilma como vice-presidente, que sucedeu o Lula, que sucedeu o FHC…não há diferença de objetivos, a diferença está nos meios de ação, isso é algo tão claro, que chega a ser vergonhoso ter que falar sobre este tema.

No meio de toda essa decaída nacional aparecem pessoas como o Prof. Olavo de Carvalho, que buscam apenas tapar um buraco deixado pela omissão midiática e pela desonestidade intelectual que tomaram conta da classe falante deste país. Sem levantar bandeira nenhuma, mostrando com fatos verídicos tudo isso (e muito mais) que citei acima, aí o cara é taxado com tudo quanto é adjetivo desonesto, apenas por estar promovendo um trabalho de restauração do pensamento nacional. Eu só tenho a agradecer a este grande brasileiro.

Por fim, posso dizer que o brasileiro hoje é mais consciente, mas sempre resta uma ninhada que dificilmente tirarão o cabresto de suas mentes encharcadas de fantasias que se tornam reais em seus mundinhos epicurianos.

Eu prefiro continuar respaldando minhas limitações naquilo que é mais elevado que eu. Sou um brasileiro entre milhões, não tenho a pretensão de mover multidões, desejo apenas encostar a cabeça no travesseiro e, ao fechar os olhos, ter minha consciência como testemunha de defesa e não como acusadora de minhas omissões.

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