Rafael Nogueira

Os meus maiores feitos pedagógicos ainda estão por vir, mas neste final de ano tem sido muito grato contabilizar os crescentes resultados de meus esforços, além do significativo aumento de demanda pelos meus cursos.

Em Santos, no Ciclo de Estudos Clássicos do NEC – Núcleo de Ensino e Cultura, analisamos Rei Lear, de Shakespeare, a partir de muitas perspectivas (à luz da Teoria das 12 Camadas da Personalidade do prof. Olavo, por exemplo). As participações dos alunos foram excelentes!

No Ciclo de São Paulo, em parceria com o Movimento Somar Para Vencer, estudamos uma biografia de Bonifácio e a Autobiografia de Benjamin Franklin. Quase todos leram e participaram ativamente da aula, trazendo ótimas observações e perguntas realmente importantes. Saí de lá com a certeza de que estamos muito bem encaminhados.

Ao me despedir da escola, recebi mensagens constantes de alunos que, além de carinho, passavam a ideia de que queriam continuar estudando muito e acompanhando o meu trabalho. Alunos de sexto ano querendo ler livros “importantes”. E de terceiro ano dizendo que querem saber como continuar aprendendo comigo.

Além disso, não paro de receber elogios, agradecimentos e perguntas interessantes sobre minha participação no Brasil Paralelo.

Todas as minhas iniciativas devem muitíssimo ao meu aprendizado constante com o professor Olavo de Carvalho. Se depender de mim, ele será lembrado como o maior responsável por tornar possível que toda uma geração tomasse posse de sua inteligência.

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George Rafael Freyre Gomes

Peço licença para que este pobre “fundamentalista” religioso, que mau sabe escrever corretamente, assumidor de suas misérias e limitações, possa replicar a basbaquice alheia. (desde já peço perdão pela extensão do texto, pois não é de meu feitio)

O povo brasileiro, aquele que acorda às cinco da manhã pra pegar ônibus, tirar leite da vaca, preparar o pão na padaria, arrumar a mochila do filho pra ir para a escola; sim, o povo que não tem tempo de saber das decisões que atingem suas vidas, o povo que reza a Deus para que o pão de cada dia não falte na mesa, sim, o povo que não tem tempo para pensar se Deus existe ou não, pois o milagre de cada dia lhes garante essa existência. É desse povo que vos falo.

No século XIX o primoroso Machado de Assis já vislumbrava — não por graça divina, mas por pura intuição lógica — a derrocada cultural brasileira. Intuição esta que se tornou realidade, bastando olhar para nossos livros, universidades e partidos políticos e contemplar a profecia do “Assis” escritor.
Quando se destrói a alta cultura de um país, o fruto será o oceano de ignorância em que seu povo mergulhará, podendo ser facilmente manejados, manipulados, transformados em idiotas úteis.
Quando ocorreu a contra-revolução de 64, se findando no estado de regime militar de 67, onde foi combatida uma guerrilha armada e não donzelos e donzelas indefesas, os “gurus” revolucionários viram que como em toda tentativa comunista do sé. XX de se ter o poder usando a força, suas tentativas também estariam findadas a duas coisas: um grande número de mortos e ums grande miséria e opressão para o povo. Foi nesse momento que brilhou a luz do “santo” que mais interferiu na vida do brasileiro sem nunca ser conhecido por ninguém: “Santo Antonio Gramisci”. Italiano franzino, comunista ferrenho, que criou o método de revolução que trouxe o Brasil ao estado que estamos hoje, a revolução através da cultura; isso mesmo, revolucionar um país desde sua fé até seus desejos sexuais. E foi isso que os sacrossantos intelectuais da esquerda brasileira fizeram, colocaram os guerrilheiros para fazerem barulho contra os militares, enquanto eles tomavam nossas universidades, mídias, escolas e igrejas. Tendo todos esses meios de formação em mãos eles conseguiram destruir nossa cultura, emburrecer o povo, e ainda saíram com ar de salvadores da pátria. Este é o primeiro grande culpado pelo nosso estado hoje: a revolução gramisciana através da cultura, ou melhor dizendo, marxismo cultural.

O messianismo político é um mal que fere a natureza do homem, levando-o a fazer de sua ideologia, partido ou candidato, sua própria religião civil. Nesse cenário messiânico surge o mito “Lula”, homem “humilde”, “do povo”, “guerreiro”, que possuía (talvez ainda possui) uma quedinha por cabritas indefesas. No mesmo período o muro de Berlim é derrubado, a utopia socialista, mais uma vez, é derrocada. Então nesse cenário surge a “grande idéia” no nosso continente de se criar uma organização internacional que visa tão somente conservar os ideais socialistas na América Latina — idéia essa que teve como um dos principais mentores o “guru” do “Luifinácio”, o excomungado Frei Beto, onde teve como os dois garotos propaganda o assassino Fidel e o coitadinho do Lula. Esta organização, que mais interferiu na vida do brasileiro nas últimas duas décadas, mas que por um magia macabra não era conhecida por nenhum brasileiro, ficou batizada como “Foro de São Paulo”. Na qual participa, até hoje, a grande maioria dos partidos de esquerda da América Latina, algo que no Brasil é proibido pela constituição: particpar de orgão políticos internacionais. Somente este fato já era motivo para o fechamento dos partidos brasileiro que fazem parte dessa organização (PT e afins), mas como nossa constituição é uma brincadeira sem graça, nada foi feito a respeito. Este é o segundo grande culpado pelo nosso estado.

Usar do sofrimento do povo para um projeto de poder bolivariano, sim, usar da pobreza de um povo, com um discurso de fachada, aproveitando o cabresto psicológico colocado pela péssima educação e pelo discurso utópico, foi assim que chegaram ao poder, não somente o PT, mas a esquerda — pois o próprio Lula uma vez se gabou de fazer parte de uma corrida eleitoral onde só haja candidatos de esquerda, isso incluía o PSDB e afins. O povo que citei lá no início, que foi ludibriado com migalhas enquanto o “pão” era repartido para conseguir governabilidade, e assim, continuar com seus ideais de poderio. Esse povo não saiu do sofrimento, apenas começou a administrar a dureza da vida, a pobreza material, e isso eu vejo com bons olhos, pois não se corromperam com o veneno dos “grandes”. A corrupção foi institucionalizada nesse país, não sendo fruto de um partido, mas de um sistema, de um establishment que visava (e ainda visa) sua auto-conservação, e se por acaso sobrar algo joga no meio do povo.
O Temer está sucedendo a Dilma como vice-presidente, que sucedeu o Lula, que sucedeu o FHC…não há diferença de objetivos, a diferença está nos meios de ação, isso é algo tão claro, que chega a ser vergonhoso ter que falar sobre este tema.

No meio de toda essa decaída nacional aparecem pessoas como o Prof. Olavo de Carvalho, que buscam apenas tapar um buraco deixado pela omissão midiática e pela desonestidade intelectual que tomaram conta da classe falante deste país. Sem levantar bandeira nenhuma, mostrando com fatos verídicos tudo isso (e muito mais) que citei acima, aí o cara é taxado com tudo quanto é adjetivo desonesto, apenas por estar promovendo um trabalho de restauração do pensamento nacional. Eu só tenho a agradecer a este grande brasileiro.

Por fim, posso dizer que o brasileiro hoje é mais consciente, mas sempre resta uma ninhada que dificilmente tirarão o cabresto de suas mentes encharcadas de fantasias que se tornam reais em seus mundinhos epicurianos.

Eu prefiro continuar respaldando minhas limitações naquilo que é mais elevado que eu. Sou um brasileiro entre milhões, não tenho a pretensão de mover multidões, desejo apenas encostar a cabeça no travesseiro e, ao fechar os olhos, ter minha consciência como testemunha de defesa e não como acusadora de minhas omissões.

Paralaxe Cognitiva

Surgiu em um grupo privado uma pergunta sobre a diferença entre o conceito de “Paralaxe Cognitiva” do Professor Olavo de Carvalho e de “Contradição Performativa” do Jürgen Habermas. Como o assunto pode interessar aos meus colegas do COF e aos leitores do Olavo, publicarei aqui minha resposta:

«Não há como confundir as duas coisas. Mesmo aquelas análises rasteiras que tomam por base o significado dicionarístico dos termos já dariam conta de distinguir os dois conceitos.

A palavra “performativo” que serve de qualificativo no conceito de “Contradição Performativa” se refere aos pressupostos comunicativos imprescindíveis a todo ato discursivo. Isso já dá uma pista de que a “contradição performativa” nada mais é do que uma contradição formal entre o conteúdo proposicional do discurso (o “que” é dito) e o ato ilocucionário (o “como” é dito). É uma contradição que se revela atomisticamente APENAS no ato do discurso. Quem é capaz de entender isso e tem alguma cultura filosófica também é capaz de entender que a contradição performativa é um conceito bem restrito e que só faz sentido dentro da filosofia analítica (e de seus derivados), lidando apenas com o discurso lógico.

A “Paralaxe Cognitiva”, por outro lado, é o deslocamento entre um sistema filosófico e a experiência real do filósofo. Não se trata de uma mera contradição lógico-discursiva, mas sim de um “fechamento” para a realidade, de uma negação da experiência concreta em nome de uma construção mental. A “paralaxe cognitiva” não se revela no ato ilocucionário e nada tem a ver com o elemento performático do discurso, pois, diferentemente da “contradição performativa”, ela pressupõe uma epistemologia (como a do intuicionismo radical do Olavo) capaz de ir além da linguagem e dos fenômenos (no sentido kantiano) e acessar a essência das coisas, a realidade mesma.

Maquiavel, por exemplo, não cometeu nenhuma “contradição performativa” n’O Príncipe, já que não apresentou nenhuma afirmação que pode ser desmentida pelo simples ato performativo de afirmá-la, mas sua elaboração teórica da estratégia de tomada e manutenção do poder é um caso clássico de “paralaxe cognitiva”, já que se fosse posta em prática teria como uma de suas primeiras consequências o assassinato do próprio Maquiavel (que desejava, ele próprio, aumentar seu quociente de poder e de influência, o que tem como primeiro pressuposto não morrer).

Em suma, uma coisa não tem nada a ver com a outra.»

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Olavo de Carvalho Filipe G. Martins Explicação perfeita. Uma só paralaxe cognitiva pode gerar uma montanha de contradições performativas.

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Olavo de Carvalho P. S. – Investigar contradições performativas pode ser uma boa pista para diagnosticar uma paralaxe cognitiva, embora esta possa também existir sem elas.

Senso das proporções

Numa alma bem estruturada, as emoções refletem naturalmente o senso das proporções e a realidade da situação. A afeição, a esperança, o temor, a ansiedade, o ódio são proporcionais aos seus objetos e, nesse sentido, são verdadeiros órgãos de percepção. Afiná-las para que cheguem a esse ponto é o objetivo de toda educação das emoções. Na sociedade histérica, porém, cada um só pode alcançar esse objetivo mediante um tremendo esforço de tomada de consciência e de auto-reeducação. O que deveria ser simplesmente o padrão da normalidade humana torna-se uma árdua conquista pessoal.

O amor

O amor não é um sentimento. É um modo de ser. É um juramento interior de defender o ser amado até à morte, mesmo quando ele peca gravemente contra você. Como dizia Jesus, devemos morrer pelo ser amado. Quando a gente espera que o amor torne a nossa vida mais agradável, em vez de sacrificar a vida por ele, a gente fica sem o amor e sem a vida. O amor é o mais temível dos desafios. Mas quando o conhecemos, não queremos outra coisa nunca mais.

Sense of proportions

We do not want that the government solve our problems. We just want it to stop creating new ones.
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In a well-structured soul, emotions naturally reflect the sense of proportions and the reality of the situation. Affection, hope, fear, anxiety, hate are proportional to their objects, and, in that regard, real organs of perception. Tuning them so they reach that point is the objective of all education of the emotions.

In a hysterical society, though, each person only reaches that objective by means of an outstanding effort of becoming self-conscious (of the disproportion between the emotion felt and the reality emotionally perceived) and self reeducation. What should be simply the standard of human normality becomes an arduous personal acomplishment.

Olavo de Carvalho

Translation : Fabio L. Leite