26/11/2016

NINGUÉM que tenha contribuído um pouquinho para a revelação do descalabro político nacional deve ser desprezado, nem muito menos perseguido. Ninguém. Nem o Rodrigo Cocô. Nem o Arruinaldo Azevedo. Nem o pessoal da Anta Agonizante. Méritos e deméritos devem ser pesados com benevolência, justiça e senso das proporções, sem moralismos histéricos nem afetação de santidade impoluta.

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De uma vez por todas: fascismo não é nenhuma “extrema direita” É o maldito “centro”, a terceira via, o meio-caminho entre capitalismo e socialismo.

Daniela Gouveia Fala mais sobre isso, Olavo. Se puder e quiser, claro! Quero entender o “centro”

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Olavo de Carvalho para Joice Hasselmann

Coloquei isto na minha página umas horas atrás, e repito aqui:

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Momentos inesquecíveis.
A última da Stella Caymmi:
— Eu estou tão gorda que já estou me chamando de “Nós”.

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O @josiasteofilo conta que um maestro, no ensaio da orquestra, julgou assim a performance dos músicos:
— Melhorou muito. Já está ruim.

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Seria ótimo se os cultores do intervencionismo militar soubessem que em 1964 os militares foram OS ÚLTIMOS a entrar em ação contra o governo Goulart: foram antecedidos por quase todos os governadores de Estados, pela quase totalidade do Senado e da Câmara, pela grande mídia inteira, por toda a alta hierarquia da Igreja Católica, pelo empresariado em peso e por centenas de organizações da sociedade civil. E mesmo assim o primeiro general a colocar suas tropas em movimento, Olympio Mourão Filho, fez isso sem consultar os seus colegas de farda, que desejavam uma ação mais discreta.
Agora querem que os militares se mobilizem sem NENHUM apoio das classes dominantes, escorados tão-somente nos sentimentos difusos de um povo disperso e desorganizado.
Se querem mesmo uma intervenção civil-militar, como dizem, quando vão começar a fazer as cabeças dos empresários, dos bispos católicos e protestantes, dos donos de empresas de mídia, de todos aqueles, enfim, que já têm nas mãos os meios de organizar a massa popular?

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Sem apoio das classes dominantes pode-se fazer uma REVOLUÇÃO POPULAR, mas para isso é preciso uma massa organizada e adestrada durante décadas, a qual, no momento, não existe.
Uma “intervenção militar” em vez disso, requer absolutamente o apoio das classes dominantes, o qual também não existe.
Não é impossível, no entanto, uma INTERVENÇÃO POPULAR, anárquica e desorganizada o quanto seja, que, embora de resultados incontroláveis, sirva no mínimo para despertar a consciência das classes dominantes, inclusive a militar.

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Como tudo o que o Bergoglio diz de escandaloso os seus cultores atribuem à invencionice de jornalistas ateus (como se estes não fossem os maiores devotos dele), eis aqui a fonte oficial do telegrama de condolências pela morte de Fidel Castro:

http://www.news.va/en/news/telegram-for-the-death-of-fidel-castro

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Búfalos são muito mais fortes do que leões, mas os leões continuam a comer búfalos pela seguinte razão: o leão sabe a diferença entre um búfalo visto pelo lado dos chifres e pelo lado da bunda, e o búfalo não sabe.

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Obviedade suprema: é impossível fugir sem mostrar a bunda ao inimigo.

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