24/11/2016

 

Publicado em 1956, “The Power Elite”, de C. Wright Mills, é uma descrição precisa e meticulosa da classe dominante americana em toda a sua abrangência e complexidade. Lido naquela época, parecia um olhar da esquerda vasculhando os ardis e tramóias dos seus inimigos reacionários. Relido hoje, é uma radiografia da esquerda clintoniana — a elite ferozmente anti-americana que domina a mídia, o show business, as universidades e tudo o mais. Mais prepotente e cínica do que nunca. Wright Mills, que em matéria de previsões foi sempre um fracasso retumbante, jamais poderia imaginar que seu livro não contribuiria em nada para debilitar o poder da elite, mas sim para legitimá-lo e fortalecê-lo com argumentos de esquerda.

Vanessa Pio Professor boa tarde, seria ele um Raymundo Faoro americano?
Olavo de Carvalho Não. É apenas a prova de que relógio parado acerta duas vezes por dia.

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O Richard Rorty previu QUASE tudo certo. Só não entendeu que a força globalista, à qual ele atribuía a culpa de tudo, ERA A PRÓPRIA ESQUERDA. Em outras palavras: ele conhecia o mapa inteiro, só não sabia onde ele próprio estava. É isso o que chamo de paralaxe cognitiva.

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Alguém já notou que TODA a argumentação da esquerda contra o Donald Trump — ou, no Brasil, contra o impeachment da Dilma — é uma cópia exata do discurso “antifascista” posto em circulação pela URSS nos anos 30 do século passado e transposto à força, agora, para um contexto totalmente inadequado, com o propósito de dar aos ladrões e usurpadores os ares de heróicos combatentes antifascistas?

Haroldo Monteiro Professor, será que essa coincidência, pelo tempo de cada uma, não seria uma expressão natural que emerge ciclicamente de situações análogas pelas quais o movimento revolucionário passa? !
Olavo de Carvalho Em parte, sim, mas por outro lado mostra o esgotamento intelectual da esquerda.

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Não tenho a menor admiração pelo Richard Rorty, e já deixei isso bem claro desde 1996. Ele ter acertado vagamente UMA previsão, aliás sem prazo de cumprimento, não modifica em nada o meu julgamento:

http://www.olavodecarvalho.org/livros/rorty.htm

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O mais absurdo de tudo é o Rorty nem ter percebido que a sua própria idéia de substituir a argumentação racional pela “inculcação gradual de novos modos de falar” contribuiu decisivamente para a alienação da elite. Esse homem, de fato, não tem a menor idéia de onde está.

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A explicação (ou, se quiserem, previsão) oferecida pelo Richard Rorty em 1998 é a repetição “ipsis litteris” da doutrina comunista oficial sobre a origem do fascismo: O capitalismo gera desemprego e miséria, o povo perde a confiança nos governantes e aposta tudo num “homem forte” que usa as minorias como bode expiatório.
A coisa é de uma mediocridade sem fim. A tal previsão só tem alguma correspondência com a realidade se enxergarmos os fatos exatamente segundo os chavões comunistas. Se entendermos que o Trump não é nenhum Mussolini, que a ascensão dele foi um fenômeno radicalmente diferente daquilo que se passou na Itália no começo do século XX, tudo o que resta da tal “previsão” é uma vaga coincidência entre um estereótipo e outro estereótipo.

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Além disso, a ascensão de uma direita protofascista nos EUA foi profetizada mil vezes na literatura, no cinema e no teatro, a começar pelo romance de Sinclair Lewis, “It Cannot Happen Here” de 1935. Como a ameaça do autoritarismo direitista jamais se realizou, foi preciso encontrar para ela um similar metonímico na pessoa do Sr. Donals Trump, e em seguida sair gritando: Nós previmos! Nós previmos!

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A intelectualidade de esquerda é GROTESCA.

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By the way, Sinclair Lewis era casado com uma agente da KGB, que o dominava e cuja verdadeira identidade ele jamais conheceu. Ele foi o equivalente masculino da mulher do Zé Dirceu.

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O estranho hábito editorial anglo-americano de colocar o índice depois do prefácio tem o mérito indiscutível de encurtar os prefácios.

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A intelectualidade esquerdista vive de retro-alimentação: come o que caga. É uma espécie de uroboros fecal.

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Os atentados do 11 de setembro deram ao então presidente Bush a oportunidade de ouro de liquidar de vez toda a oposição esquerdista, acusando-a, com razão, de ter fomentado o ódio anti-americano e facilitado o trabalho dos terroristas. Por burrice ou por autêntico rabo preso, ele preferiu perder a chance e criar em vez dela um simulacro de “união nacional”, aliando-se, sob pretextos patrióticos, com os seus piores inimigos, que na primeira oportunidade se voltaram contra ele, como os porcos da Bíblia, e o dilaceraram. Espero que o Trump não caia em esparrela similar. Um dia a direita vai ter de aprender que a conciliação é o caminho da morte.

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Por favor, leiam:

http://remnantnewspaper.com/web/index.php/articles/item/2888-il-boom-cardinal-dubia-and-roman-schism

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Mais uma do Bergoglio:
Os novos membros da Academia, a ser nomeados pessoalmente pelo Bergoglio, estarão dispensados de fazer o juramento tradicional de “defender a vida desde a concepção até a morte natural”. Ou seja: podem ser abortistas, se quiserem.

http://www.onepeterfive.com/pope-francis-dismisses-entire-membership-of-pontifical-academy-for-life/

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Imigrantes muçulmanos queimam o edifício onde moravam de graça em Duseldorf. Protestavam contra a falta de… chocolate!

http://www.wnd.com/2016/11/muslim-migrants-burn-down-center-over-lack-of-chocolate/

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Bergoglio não responde às dúvidas, mas persegue quem as enviou:

https://www.lifesitenews.com/news/cardinals-burke-pell-removed-from-congregation-for-divine-worship?utm_content=buffera563d&utm_medium=social&utm_source=+lifesitenews%2Bfacebook&utm_campaign=buffer

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Alardeado como exemplo de humildade pela mídia anticristã, Bergoglio é um déspota vaidoso e cheio de soberba.

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A intelectualidade de esquerda é GROTESCA.

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Valmir Silva com Eliane Beck e outras 76 pessoas

É QUESTÃO DE HONRA, QUE OS SEIS MILHÕES DE BRASILEIROS QUE JÁ ESTIVERAM NAS RUAS ANTES, VOLTEM COM FORÇA REDOBRADA, AGORA QUE ESTAMOS TÃO PERTO DE CONSEGUIR, JUNTO COM MORO E DELTAN DALLAGNOL, COLOCAR ESSA CORJA NA CADEIA.
NÃO PODEMOS FALTAR COM ESSE COMPROMISSO.
AQUI, NÃO TEMOS AINDA UM TRUMP.
MAS NÓS MESMOS PODEMOS “FAZER O BRASIL SER GRANDE NOVAMENTE” TAMBÉM!
TODOS PARA AS RUAS!
EM TEMPO: O GOLPE DA ANISTIA A BANDIDOS, FICOU PARA ESSA QUINTA FEIRA… NÃO PODE FICAR ASSIM…

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Tem uns carinhas que só pensam em fazer currículo. Eu não quero saber de currículo, nem de pintorrículo, nem muito menos de xoxotorrículo.

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Julgar um filósofo por pedaços soltos de aulas gravadas sem nem mesmo pedir que esclareça o sentido formal de algumas afirmações improvisadas, é óbviamente difamação. E é mais grave ainda quando se faz isso com o pretexto de zelo pela Casa do Senhor,

Marlon Belotti

17 h · (veja a treta aqui)

 

Professor Olavo de Carvalho, ontem eu publiquei este recorte de um artigo de sua autoria: “A realidade de Deus é para mim uma evidência invencível.” Então o padre Elílio Matos Júnior fez o seguinte comentário: “Como ele tem acesso a esta evidência, já que nega – contra a doutrina católica – a capacidade da razão de provar suficientemente a existência de Deus?” Imaginei que o senhor mesmo pudesse responder.

 

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Desisti de explicar ao padre Elilio, mas vou resumir novamente para vocês:
1. Sto. Tomás ensina que podemos conhecer com certeza a existência de Deus mediante o uso da razão natural, partindo da existência dos seres contingentes.
2. Ele também ensina que essa prova é válida tanto para os cristãos quanto para os judeus e muçulmanos. Ela não se refere, portanto, ao Deus cristão em especial, mas a um conceito abstrato e genérico de Deus, aceito indistintamente pelas três religiões monoteístas e mesmo por uma infinidade de deístas.
3. Sabemos, no entanto, que o único Deus efetivamente existente é o Deus do cristianismo, o Deus da Santíssima Trindade.
4. Se a existência do Deus genérico podemos conhecer pela razão natural, a Santíssima Trindade só nos é comunicada pela Revelação.
5. No entanto, é impossível que, depois de dois milênios de cristianismo, os fatos de natureza miraculosa e profética já não nos tenham concedido provas suficientes da existência e ação da Santíssima Trindade no mundo. (“The Physics of Christianity”, de Frank J. Tipler, é um exemplo dessa possibilidade.)
6. Não conseguiremos explorá-la, no entanto, sem um exame preliminar das limitações da prova tradicional pela contingência e outros argumentos similares.
7. A validade da prova lógica, em si mesma e com as limitações acima apontadas, está PRESSUPOSTA e não NEGADA nesse meu modo de enfocar o problema.
No curso da exposição oral improvisada posso ter cometido várias imprecisões, mas quem tem acompanhado as minhas aulas entende que o sentido geral da investigação que venho empreendendo é esse e não outro qualquer.

Com certeza, mas o Pe. Elilio se referia a uma prova que partisse de dados da experiência, e nesse sentido ele estava correto.

Leonardo Brum Está NEGADA, sim. Pare de enrolar!

“A prova lógica [da existência de Deus], tal como desenvolvida por S. Tomás de Aquino e outros, apenas demonstra que é mais razoável você crer num Deus do que não crer, mas não te dá uma certeza lógica absoluta.” (Olavo de Carvalho)

“O raciocínio pode provar com certeza a existência de Deus e a infinitude de suas perfeições.” (Denzinger, 1622)

Olavo de Carvalho Leonardo Brum É óbvio que usei a expressão errada. Tomada em sentido estrito, a minha frase é um contra-senso: diz que a certeza lógica não fornece uma certeza lógica. Qualquer pessoa de boa vontade entende que me expressei mal.

Deus concebido apenas como “causa primeira” é uma tese aceita em comum por cristãos, judeus, muçulmanos e deístas em geral. É óbvio que Deus reduzido à função de causa primeira é uma idéia, uma abstração, e não o Deus real e concreto da fé cristã. Minha pergunta sempre foi se a razão natural tinha de se deter nesse ponto, deixando tudo o mais por conta da fé, como parece ser a opinião de Sto. Tomás. Ora, no tempo de Sto. Tomás simplesmente não existia a ciência histórica, que nos dá a chance de conhecer a ação do Deus real e vivo no mundo, alargando formidavelmente o território acessível à razão natural. Que é que pode haver de escandaloso ou de “modernista” nisso?

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Só alguém sem NENHUMA aptidão para a filosofia pode entender cada frase dita por um filósofo como se fosse a opinião formal e concludente dele sobre algum ponto — como se o discurso filosófico se constituísse de uma série de proclamações dogmáticas independentes umas das outras, cada uma válida por si mesma; algo como uma profissão-de-fé, um Código Penal ou um programa de governo.
Na verdade o discurso filosófico avança de maneira sinuosa entre mil ambigüidades, contradições e verdades parciais, em busca de uma conclusão que às vezes nem se chega a alcançar, ou que não se alcança de maneira satisfatória.
A escolástica medieval criou todo um gênero literário para refletir no escrito, da maneira mais clara possível, esse percurso tortuoso. As “sumas” apresentavam uma questão, as várias respostas possíveis, as razões em favor de cada uma, as articulações entre elas, as dificuldades encontradas no caminho, as soluções das dificuldades parciais e no fim, se possível, a conclusão do autor, a qual serviria em seguida de premissa para fundamentar novos argumentos nas questões seguintes. Por isso costumo dizer que uma “suma” escolástica é um longo discurso lógico-analítico construído com as conclusões de vários discursos dialéticos. E não é impossível que as conclusões das investigações subseqüentes acabem invalidando ou relativizando alguma conclusão anterior ao inseri-la num quadro de referência maior que a abrange e transcende.
Esse gênero não se pratica mais, mas a ordem essencial da investigação filosófica, sobretudo quando se expõe oralmente numa seqüência contínua de aulas, ainda é essencialmente a mesma.
Por isso mesmo é uma criancice pegar qualquer frase dita por um filósofo, sem ter a menor idéia de qual o ponto da investigação em que ele está, e julgá-la como se fosse a crença formal dele sobre algum ponto.
Infelizmente, até pessoas que se gabam da sua linda formação escolástica, quando se consideram porta-vozes autorizadas da doutrina da Igreja sem ter realmente as qualificações intelectuais requeridas para isso, adoram pinçar frases ou conjuntos de frases, sem saber de onde vieram nem aonde levam, e julgá-las como erros ou mesmo como heresias.
Minha paciência com essa gente já se esgotou.

Lendo ou relendo o meu velho artigo sobre o sr. Richard Rorty — um dos mais impolidos que já escrevi –, vocês notarão que faço o possível para entender CADA frase dele no sentido exato que ela tem no conjunto da sua filosofia, e não como opinião isolada que pudesse ser subscrita ou rejeitada em si mesma.,

Até mesmo na Justiça brasileira, frases ditas e gravadas em classe por um professor não são consideradas geralmente provas válidas quanto às opiniões dele caso não tenham sido revistas e aprovadas por ele para publicação, constituindo apenas material didático.

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Os diálogos platônicos seguem mais ou menos a mesma trilha das “sumas”, mas sem a formalidade explícita dos argumentos e, em vez disso, colocando os vários pontos de vista ou aspectos da questão na boca de personagens diferentes. Com freqüência esses diálogos são inconclusivos, ou trazem uma conclusão expressa apenas em linguagem poética, grávida de muitos significados possíveis.

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Se observo o Pe. Pio orando, com as mãos postas feridas dos estigmas de Cristo, e em seguida se produz um milagre, só uma alma empedernida negará que nesse instante tive uma visão imediata e intuitiva da ação de Deus no mundo material. Mas, quando se conversa com certo tipo de católicos, infelizmente bem numerosos no Brasil, não se pode usar a palavra “intuição” sem que ele pense que estamos nos referindo a alguma espécie de “experiência interior”, pressentimento irracional ou visão mística, e com base nisso nos condene como heréticos modernistas, discípulos de Blondel, Bergson ou mesmo Jung.
Já expliquei mil vezes que esse sentido da palavra “intuição” é uma deformação, que o intuitivo não se opõe ao racional por ser irracional, mas que ele é simples apreensão de um DADO, em contraposição ao pensamento construído. Mas não adianta. Essas pessoas não querem entender as minhas palavras no sentido que eu mesmo lhes atribuo, mas no sentido com que elas próprias se habituaram a usá-las.

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Se for aprovado o projeto de lei que o Renan Caralheiros inventou em seu interesse próprio, a tal “normalidade institucional” terá ido para o brejo de uma vez por todas, e aí só restará ao povo apelar ao método ucraniano de higienização política.

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No filme “Zellig” o personagem doidão dizia ser catedrático de masturbação na universidade. Hoje em dia essa profissão existe e louco é quem vê nisso algo de anormal.

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Os membros do Colégio Eleitoral americano estão recebendo milhares de ameaças de morte para induzi-los a eleger a Hillary em vez do Trump, votando contra o eleitorado dos seus Estados. Vocês ainda se lembram da afetação de escândalo da Hillary quando o Trump disse apenas que não podia prometer de antemão e incondicionalmente aceitar o resultado das eleições? Nunca o resultado de uma eleição foi rejeitado e combatido de maneira tão ostensiva e violenta quanto o é agora pelos adeptos da Hillary. Ela acusou o Trump, antecipadamente, de cometer o crime que ela mesma está cometendo. É clássico. A mentalidade esquerdista é porca desde a raiz.

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Deus concebido apenas como “causa primeira” é uma tese aceita em comum por cristãos, judeus, muçulmanos e deístas em geral. É óbvio que Deus reduzido à função de causa primeira é uma idéia, uma abstração, e não o Deus real e concreto da fé cristã. Minha pergunta sempre foi se a razão natural tinha de se deter nesse ponto, deixando tudo o mais por conta da fé, como parece ser a opinião de Sto. Tomás. Ora, no tempo de Sto. Tomás simplesmente não existia a ciência histórica, que nos dá a chance de conhecer a ação do Deus real e vivo no mundo, alargando formidavelmente o território acessível à razão natural. Que é que pode haver de escandaloso ou de “modernista” nisso?

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A prova lógica pela contingência nos dá a certeza suficiente da existência de “um” Deus criador, mas não prova que esse Deus seja o Deus do cristianismo, o Deus da Santíssima Trindade. O que nos assegura que Ele o seja é a Revelação, a fé. Mas, depois de dois milênios de cristianismo, não temos indícios suficientes da ação de Deus no mundo que nos permitam reforçar a fé com novos argumentos racionais? Quando digo que a prova pela contingência só nos oferece uma “certeza razoável” em vez de absoluta, estou me referindo ao Deus da cristandade, não ao Deus genérico; é claro que da existência deste a prova lógica dá certeza absoluta, mas isso, evidentemente não basta.

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Se alguém me pergunta se, ao falar de “certeza razoável”, eu tinha a intenção de negar a certeza lógica absoluta da prova pela contingência, a resposta é simples: com relação a um Deus criador em geral, a prova dá, obviamente, a certeza absoluta; mas, de que esse Deus seja o Deus cristão, e não, por exemplo, o dos muçulmanos, ela dá no máximo uma indicação razoável, a ser reforçada pela fé,

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A palavra “Deus” é a mesma quando nos referimos ao Deus de Aristóteles (ou dos muçulmanos) e ao Deus da Santíssima Trindade. Toda a dificuldade poderia ter sido removida se, em vez de sair logo julgando e condenando, os interessados tivessem me perguntado simplesmente a qual desses eu me referia ao falar de “certeza razoável”.

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Os comunistas jamais fizeram intrigas tão pérfidas contra mim como aquelas que vêm de pessoas que se dizem católicas ou protestantes. Os comunistas apenas repetiam os chavões de sempre, mas esses guardiões da fé capricham na malícia dos detalhes. Nada corrompe mais devastadoramente uma alma do que o desejo de parecer mais santa que a do vizinho.

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A coisa mais óbvia do mundo é que a classe política é MUITO MAIS DESONESTA do que a média dos brasileiroa. A mera existência do Poder Legislativo se torna assim uma ameaça à segurança da população.

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Quando vocês virem por aí um tubo de xilocaína, não o espremam antes de certificar-se de que não é o Arruinaldo Azevedo em formato industrial.

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Pela lógica, os filósofos só provam a existência do Deus dos filósofos, o qual, sem a Revelação e a fé, só corresponde ao Deus verdadeiro metonimicamente.

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Minha pergunta é se, com a ajuda da ciência histórica, sobretudo da história crítica dos milagres e das profecias, os filósofos, em vez de contentar-se com uma metonímia, não poderiam fazer uma forcinha em favor do Deus verdadeiro sem deixar tudo por conta da fé.

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A razão natural tem limitações, é claro, mas, se é certo que “veritas filia temporis”, essas limitações não precisam permanecer tão estritas quanto pareciam em épocas passadas.

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O @bonifacio_filme está iniciando a campanha “Expedição Europa”. Contribua e concorra a um busto de José Bonifácio.

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Bloqueei um tal de Marcelo Tutano, que se acha o líder da primeira intervenção militar sem militares já vista no mundo. Não vou discutir com moleque histérico.

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Depois desse golpe dos bandidos que se anistiam a si mesmos, toda confiança nas “nossas instituições” se tornou loucura pura e simples. Como é diante dessas mesmas “instituições” que os nossos militares estão prosternados, numa ânsia de exibir bom-mocismo como nunca se viu no mundo, gritar “Intervenção militar!” me parece (espero estar errado) ser apenas auto-hipnose histérica de fracotes desesperados apelando a um fortão inexistente ou anestesiado. Não vejo outra saída senão aquela mesma da qual venho falando há anos: a organização da militância popular para a desobediência civil maciça.

Marco Borgerth Caro Olavo, o senhor é o líder de toda oposição real no Brasil. Sou seu aluno e admirador. Porém, vejo-me obrigado a dizer: o MBL e outros similares ganharam espaço porque o senhor não deu orientação clara sobre atitudes práticas que deveriam ser tomadas. “Desobediência civil maciça” é algo vago. As pessoas realmente não sabem o que isso quer dizer. “Impeachment da Dilma” foi algo bem concreto a que as pessoas puderam se apegar. O senhor terá que ser o maestro de ações concretas, caso contrário, vamos estar novamente nas mãos de movimentos ingênuos. Lembre-se: o senhor tem clareza da situação e do que deve ser feito. Seus alunos e admiradores, não necessariamente.
Olavo de Carvalho =Marco Borgerth Caralho! Indiquei até manuais práticos de desobediência civil! Você leu algum?

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Em 1964 os militares só se mexeram depois de estar em plena ação, com mais de um ano de antecedência, um vasto movimento popular apoiado (a) pela maioria dos governadores de Estados; (b) pela maioria da Câmara e do Senado; (c) pela totalidade da grande mídia; (d) pelo empresariado em peso; (e) pela Igreja Católica. Agora todos esses agentes estão contra. SÓ O POVO quer mudar o estado de coisas. Ou ele se organiza e age, sem nada esperar de gente “de cima”, ou vai ficar de quatro pelos séculos dos séculos.

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O Marcos Banho é aquele sujeito que dizia que uma mesma gramática igual para o povo inteiro era coisa antidemocrática. Agora ele quer matar todo mundo. Nada mais coerente.

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Até agora as coisas mais saudáveis que já aconteceram na política brasileira dos últimos anos foram (a) Os protestos de rua em março de 2015; (b) O povo nos estádios mandando a Dilma tomar no cu; (c) os panelaços; (d) O povo xingando deputados, senadores e ministros na rua, em restaurantes, em toda parte. Aí vem a pergunta clássica: Por que parou? Parou por que?

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Amanhã. Só amanhã. 40% de desconto em todos os cursos avulsos do Seminário de Filosofia.https://t.co/MG3laqqbtx https://t.co/JPXnxWGEbv

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Sempre confiei no patriotismo do @OnyxLorenzoni. Ele não me decepcionou.

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Acabo de bloquear uma tal de “Joice Roxane” — evidentemente um fake.

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