22/11/2016

Quando eu soube que o Claude Tresmontant começou a carreira como discípulo do Teilhard de Chardin, a quem nunca levei muito a sério, perdi o interesse de ler os seus livros. Que cagada! São valiosíssimos.

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Do ponto de vista da facilidade de acesso à reconciliação, a decisão do papa sobre a confissão de aborto é certíssima. Mas é impossível não perceber que seu impacto direto sobre a opinião pública é nivelar o aborto aos demais pecados, tornando a sua absolvição coisa de rotina.

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Perguntinha horrível: QUANTOS abortos podem ser perdoados por confissão simples? Sete vezes setenta?

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Facilitar a absolvição do aborto é facilitar o aborto. É impossível alguém em seu juízo perfeito não perceber isso.

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“Amar a Deus ACIMA de todas as coisas” significa que o senso das proporções no julgamento dos bens e dos males é OBRIGATÓRIO. Nivelar é entropia, é o serviço do demônio.

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Essa história de que “Pecado é pecado, não existe pecadinho e pecadão” infringe diretamente o Primeiro Mandamento, o senso das proporções e as leis da lógica.

Foi o próprio Jesus quem disse a Pilatos que o pecado dele era menos grave que o da massa ululante. Ele estava enganado?

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Há alguma circunstância em que é lícito matar um bebê? Sim: se ele estiver com o uniforme do ISIS e armado com um fuzil AK-47 apontando para você.

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Quando apago um comentário sem banir o autor, estou apenas protegendo um cretino inocente contra um vexame desnecessário.

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Se você consegue argumentar em favor das suas opiniões em matéria de religião sem dar a impressão de que é mais santinho do que os seus leitores e ouvintes, meu filho, tenha a certeza de que isso contará a seu favor no Juízo Final.

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Se alguém lhe pede para explicar o sentido de alguma das minhas piadas, responda:
— Não tem sentido nenhum, ele só quis mandar você tomar no cu.

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Eu nunca disse nada em nome da Igreja. Não tenho nem o conhecimento, nem a autoridade, nem o mérito para isso. Falo apenas em meu próprio nome e peço a Deus que me preserve de ir contra o ensinamento da Igreja.

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Toda modéstia que não é puro realismo já virou afetação.

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Não adianta nada você me acusar de pecados que não cometi nem louvar méritos que não tenho. Há mais de vinte anos adotei e sigo como norma de vida a sentença de Dom Quixote:
— Yo sé quién soy.

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Ser eu mesmo — ou você ser você mesmo — não é mérito nenhum. Quem no mundo já conseguiu ser outra coisa, exceto o Barack Obama?

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Eu daria a vida para ter dez segundos de confissão com o Padre Pio

 

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Desde Jó, nenhum crente sincero escapou jamais de ter algum “momento gnóstico” em que Deus lhe parecia mau. Só os crentes do Bergoglio jamais desconfiam dele.

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O PT querendo se limpar no PSDB é um cu peludo querendo se limpar nos seus próprios pentelhos.

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Existe algum filme de faroeste em que o índio não tenha comunicação direta com Deus?

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Volume 6 da série “Cartas de um Terráqueo ao Planeta Brasil”.

Vide Editorial

O DEVER DE INSULTAR – Cartas de um Terráqueo ao Planeta Brasil – Vol. VI
Olavo de Carvalho
VIDE: https://goo.gl/xa3hHN
Seminário: https://goo.gl/yUFZNz
Amazon: https://goo.gl/eK5X2v
Saraiva: https://goo.gl/c6ICnR
Cultura: https://goo.gl/M8BuFb
Raros da Web: https://goo.gl/syoSWD
Cia. dos Livros: https://goo.gl/8ixDXg

Olavo de Carvalho é correspondente do Diário do Comércio nos EUA desde 2005 e publica periodicamente a coluna Mundo Real. Ao longo de duas décadas, ape­sar de uma vida agitada de jornalista, escritor, conferencista e professor, elaborou uma sofisticada filosofia política, cuja aplicação prá­tica encontramos em seus artigos para o Diário do Comércio que a VIDE Editorial reuniu nessas Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil.

Neste sexto volume, O dever de insultar, apresenta­mos todos os artigos e editoriais publicados em 2010. Nele, encontramos não apenas o noticiário faltante em nos­sa imprensa sobre o que acontece nos EUA, mas longas aná­lises da situação política brasileira, da conjuntura internacional e não raras lições de filosofia e ciências humanas.

Ficha Técnica:
Número de Páginas: 324
Editora: VIDE
Idioma: Português
ISBN: 978-85-9507-000-4
Dimensões do Livro: 16 x 23 cm

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Os brasileiros arriscam-se a entrar para a História como o único povo do mundo que tentou dar um golpe militar sem militares.

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Nada no mundo me convencerá de que o menino que tocou uma punheta lendo a Playboy está no inferno ao lado de Hitler e Stalin. Negar uma escala dos males e dos castigos é negar o Primeiro Mandamento.

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Raciocinem um pouco: Algum ser humano é capaz de conhecer por inteiro a bondade de Deus? Nunca. Portanto o conhecimento que temos dela não é percepção de um objeto e sim apreensão repetida e cada vez mais intensa de uma QUALIDADE infinita, como numa assíntota, a curva que vai se aproximando de uma reta sem jamais chegar a tocá-la. Não apreendemos jamais o Bem absoluto, só o Bem MAIOR. Maior e maior. O Mário Ferreira deu a essa capacidade de apreensão progressiva o nome de “tímese parabólica”. É o único meio pelo qual conhecemos a bondade divina. O amor a Deus, portanto, é escalar e progressivo, a revelação crescente e infindável de um Bem infinito, “superior a todo entendimento”. Ora, se o amor a Deus, sendo a raiz de todas as virtudes e de todo conhecimento, é de tipo escalar, toda e qualquer compreensão que possamos ter do bem e do mal, das virtudes e dos vícios, dos pecados e castigos é também necessariamente escalar.

Eduardo Gabriel O senhor aí subiu às máximas alturas. Gloria a Deus pela sua existência, professor. O senhor fala das coisas mais intangíveis de uma forma que tudo se transforma em imagens diante dos olhos do leitor.
Olavo de Carvalho Obrigado. Fazer isso sempre foi o meu sonho como escritor.

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Se me perguntarem “Como Deus faz para graduar os castigos no inferno?”, minha resposta é: “Não sei”. Mas que a Divina Comédia de Dante sugere algo a respeito, sugere.

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A noção mesma de “odiar o pecado sem odiar o pecador” exige alguma escalaridade. Você tem amor a Hitler, Stalin e Maodzedong?

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Se Jesus disse a Pilatos que o pecado dele era menor que o da massa ululante, dirá Ele ao menino punheteiro que ele é tão pecador quanto Aleister Crowley?

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Quem não exerga diferença de escala entre um vulgar pecado da carne e o homicídio ritual satânico não enxerga NADA.

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Se Deus não tem senso das proporções no julgamento dos vícios, também não o terá no das virtudes, e aí Ele encontrará dificuldade em enxergar alguma diferença entre o Caio Blinder e Sta. Teresinha do Menino Jesus.

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O Brasil não precisa de um grupo de iluminados para dirigi-lo, seja fardados ou à paisana.

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O verbete da Wikipedia a meu respeito é tão repleto de erros velhos e novos que há tempos já desisti de corrigi-los.

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Afinal, você vai acreditar nos fatos ou no Dr. Pirrôla?

http://conservativepost.com/famous-food-companies-caught-using-aborted-babies-for-flavor-additives/

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Na doutrina do sr. Bergoglio, matar um bebê uns minutos antes do nascimento é um pecado quase tão grave quanto tocar uma punhetinha.

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Vejam o número e a qualidade dos intelectuais conservadores nos EUA e na Inglaterra, e entenderão o que falta ao conservadorismo brasileiro.

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Falo com os meus netinhos no mesmo tom com que falo a pessoas adultas, mostrando respeito, atenção e nenhuma intimidade forçada. Sou até um pouco cerimonioso. Eles confiam em mim cem por cento e nunca me contrariam.

Falo no mesmo tom da conversa adulta, mas sobre os assuntinhos deles.

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JAMAIS brinco com crianças pequenas. Fico na minha, só dou alguns palpites de vez em quando. Elas entendem que eu não sou criança, e adoram isso.

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Também não dou broncas. Bronca, só depois dos cinco ou seis anos.

lelio Lopes meu filho 2 anos. Pai também depois dos 5 ou somente o avô?
Olavo de Carvalho Pai também.

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Brincar perto do vô torna a brincadeira mais respeitável. Reforça os eguinhos.

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Não brinque com os pequeninos. Faça-lhes companhia enquanto brincam.

Gabriel Maganha Por que não brincar, mestre?
Olavo de Carvalho Isso falsifica completamente a relação entre as gerações.
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Não critico nem aplaudo. Só ajo de maneira que eles sintam que tudo o que eles fazem faz sentido.
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Eu com outros pecadores na fila da confissão na Igreja St. Joseph. Nenhum de nós matou um bebê. (Foto Josias Teófilo)

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Aula do mestre hoje. — com Olavo de Carvalho.
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