29/10/2016

Chamada pelo Congresso a explicar por que raios o governo Obama deu US$ 1.700.000.000,00 ao Irã, o maior patrocinador do terrorismo no mundo, a procuradora-geral Loretta Lynch simplesmente respondeu que não vai responder. É o tradicional apelo à Quinta Emenda da Constituição, tão usado por mafiosos e agentes comunistas, que dá ao acusado o direito de calar para não se incriminar a si mesmo.
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Já expliquei mil vezes: o marxismo não é uma doutrina, uma ideologia ou um programa político, algo portanto a que a inteligência humana possa livremente dar sua aprovação ou desaprovação. É uma CULTURA — um sistema complexo de símbolos, regras de conduta, rituais, ídolos, tabus, normas de linguagem, preconceitos, temores etc. Tirar um sujeito da atmosfera marxista por meio de argumentos é tão impossível quanto transformar, por esse meio, um índio do Xingu em cidadão sueco ou um japonês em sudanês. O que existe nas escolas brasileira não é DOUTRINAÇÃO, é ACULTURAÇÃO, um processo abrangente que cerca o indivíduo por todos os lados simultaneamente e no qual a “doutrinação” desempenha um papel modestíssimo ou nulo.
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Qualquer “doutrinação” é um processo puramente verbal. A aculturação vai infinitamente além do que a comunicação verbal pode alcançar.
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A indolência mental, a falta do desejo de conhecer, é desprezo pela verdade e atenta contra o Primeiro Mandamento. Depois disso, não adianta nada você tentar cumprir os outros nove.
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Se, alardeando desprezo pela “sabedoria dos homens” e alegando que tudo se deduz da Bíblia, você se dispensa de investigar a realidade por observação, estudo e experiência, você reduz Deus a autor de um livro em vez de criador do mundo real. Se nunca tinha pensado nisso, comece a pensar.
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A Bíblia não é o mundo. É apenas o manual do usuário.
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Para um brasileiro que mora nos EUA e em dez anos conseguiu comprar e pagar integralmente não só uma casa, mas duas, uma experiência traumática é saber, pela internet, o preço antinatural, ilógico e obsceno dos imóveis no Brasil. Quantos impostos, quantas propinas para deputados e senadores, vêm embutidos no valor de um apartamentinho de merda ou de um barraco no Morro Dona Marta?
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Os Clintons não enriqueceram com a mera desgraça alheia em sentido genérico, mas com a desgraça alheia que eles mesmos produziram:
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Quando a Hillary jogou na cara do Trump a afirmação dele de que qualquer figurão consegue arrastar as mulheres pelas bucetas, ele deveria ter respondido:
— Mas o que eu disse é a pura verdade. Seu marido é a melhor prova disso. Era de tipos como ele que eu estava falando. Ele arrastava as mulheres pelas bucetas e depois você jogava fora as bucetas usadas.
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É o pânico:
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Os Clintons não são tão maus assim. Explorar a desgraça já existente é mera economia extrativista. Produzir a miséria para enriquecer com ela já é empreendedorismo.
Nando Castro Professor, diante da reabertura da investigação do FBI contra a Hillary, até que ponto isso interfere na campanha dela?
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Esta página publicou um print fake, como se fosse o Olavo de Carvalho fazendo uma “pegadinha” numa linguagem digna de um pivete funkeiro. Até eu apareço ali, como se estivesse dando gargalhadas de uma coisa completamente ridícula e sem graça, que o professor jamais diria. O que me incomoda não é bem o fato de usarem minha foto e meu nome numa montagem tosca, mas sim os comentários das pessoas no post, praticamente todos seguidores do Olavo, muitos deles alunos. Se isso viesse de seus inimigos, tudo bem, ainda dava para entender. Mas não. São praticamente todos admiradores. Em primeiro lugar, ninguém ali se deu conta de que era uma montagem, e de que o Olavo jamais se expressaria naqueles termos, o que é um claro sinal de retardo mental. Em segundo lugar, o que talvez seja ainda pior, quase ninguém se incomodou com o teor infame e primário da anedota, digna de um colegial. Ao contrário, acharam tudo muito bacana e engraçadíssimo. Para eles, foi uma grande “mitada” do “olavo zueeeiiroo”. Atrevi-me a criticar o conjunto da obra, e alguns zé-bucetas ainda me recriminaram por “não entender” e “levar a sério demais a zueira”. É terrível constatar o baixo nível intelectual (e moral) de boa parte dos seguidores e admiradores do professor Olavo. Deprimente. Quem quiser ver a porqueira, clique aí https://www.facebook.com/olavao1917/photos/a.274171932925908.1073741826.274169902926111/352689631740804/?type=3&theater
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A inversão de tudo está na raiz da mentalidade revolucionária: segundo a Hillary Clinton, é o FBI que tem de explicar por que a está investigando, não ela quem tem de se explicar sobre o crime investigado.

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Se um direitista lê Antonio Gramsci ou Georg Lukacs, ou se um esquerdista lê von Mises e Roger Scruton “para saber como o inimigo pensa”, jamais nenhum deles entenderá como ele pensa. O grande Leibniz, ao contrário, que foi sem dúvida o homem mais inteligente depois de Aristóteles, dizia com modéstia exemplar: “Concordo com tudo quanto leio.” É concordando com coisas contraditórias que a sua mente armará os problemas que vai passar o resto da vida tentando resolver.

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Durante a ditadura militar vivi praticamente como um marginal, um foragido ou pelo menos ocultador de foragidos. Na Nova República, tornei-me um inimigo público, odiado pelo “establishment”, pela classe jornalística, pelas “pessoas maravilhosas” do meio artístico e por todos os bem-pensantes. Agradeço a Deus essas duas experiências. Nenhum professorzinho pó-de-arroz, que tenha passado a vida no conforto e na segurança das universidades da América e da Europa, entenderá jamais a natureza da política moderna e do poder em geral.

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Se um direitista lê Antonio Gramsci ou Georg Lukacs, ou se um esquerdista lê von Mises e Roger Scruton “para saber como o inimigo pensa”, jamais nenhum deles entenderá como ele pensa. O grande Leibniz, ao contrário, que foi sem dúvida o homem mais inteligente depois de Aristóteles, dizia com modéstia exemplar: “Concordo com tudo quanto leio.” É concordando com coisas contraditórias que a sua mente armará os problemas que vai passar o resto da vida tentando resolver.

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Quando eu era criança, tinha mais armas de brinquedo do que toda a molecada do bairro, de modo que quando virávamos cowboys era eu quem distribuía o arsenal para os mocinhos e bandidos. Agora, depois de velho, faço a mesma coisa com armas de verdade para os amigos que vêm caçar ou treinar tiro-ao-alvo.

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Não deixa de ser significativo que aqueles que mais falavam em “democracia participativa”e em “transparência” tenham sido justamente os mesmos que construíram o governo mais secreto, mais opaco de todos os tempos, e os mesmos que condenaram como “golpe” a expressão direta da vontade popular majoritária. Quando um comunista lhe diz “Bom dia”, volte imediatamente para casa para pegar seu guarda-chuva e suas galochas.

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