FEIOS, SUJOS E MALVADOS (os alunos respondem III)

 

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Em 1996, o professor Olavo de Carvalho lançava o que seria um best-seller: O Imbecil Coletivo. Se trata da terceira parte de um projeto que começou em “A Nova Era e a Revolução Cultural” (1994) -o primeiro livro anti-Gramsci depois de décadas- e em “O Jardim das Aflições” (1995) -um ensaio sobre a noção de Império, algo jamais concebido pela intelectualidade brasileira.

Quem porra era Reinaldo Azevedo em 1995/1996?

“Ora, exceção feita a Cuba, não há na América Latina histórico de liberdade de menos em cenário de justiça e igualdade demais. Ao contrário, o capitalismo autoritário elevou ao máximo as injustiças e desigualdades em ambiente de liberdade nenhuma.”

– Reinaldo Azevedo em 1995

Continuemos:

Quem, céus, era Instituto Mises -ao qual muito sou grato- em 1996?
Quem, puta que pariu, eram Kim, Renan e MBL em 1996?
Quem, meu saco, era Leandro Narloch em 1996?
Quem, porca miséria, era Marco Antônio Villa em 1996?
Quem caralhos era Fábio Ostermann em 1996?

Respeita a polícia, bando de ingratos!

O problema desses baderneiros intelectuais que hoje reclamam de forma completamente desagradecida do professor é o mesmo problema que acontece com universitários juvenis que acreditam na farsa política chamada Movimento LGBT/Feminista: eles pensam que tudo começou a partir do momento em que nasceram.

Sendo assim, o Olavo de Carvalho é o cara que ficou conhecido pelo “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” e pelo “True Outspeak”. Quando, já em 1996, o professor penetrava de forma tanto popular quanto íntima no âmago da maldade esquerdista e denunciava para toda imprensa e intelectualidade a farsa desse movimento perverso.

Isso influencia um, que influencia outro, que influencia outro, de forma que mais de uma década depois aparecem pessoas falando sobre Foro de São Paulo e Gramsci sem saber onde tudo começou. O professor Olavo não apenas exerceu alguma influência direta sobre uns e outros, mas fundou um ambiente inteiro no qual se pode discutir essas questões. Ainda me vêm uns cocôs desses, que pegaram o bonde andando e não sabem quem deu a partida.

Esses mocinhos pensam que influenciar se trata de ficar brincando de holofotes, de convocar pessoas para as ruas e de pedir favores ao Renan Calheiros. Ridículo. Emir Sader, Marilena Chauí e tutti quanti, nenhum deles vive à base de palcos ou de imenso prestígio popular, no entanto foram personagens decisivos e de grande influência intelectual -se assim podemos dizer- para a esquerda brasileira.

Um liberal dodói da sorte de Reinaldo nunca virá a entender como isso funciona, por isso repito: é uma sina desse movimento ser sempre sabotado desde dentro. Não há escapatória para a falta de inteligência.

A ingratidão orgulhosa e ignorante dos que pensam que o mundo surgiu junto a seu nascimento é a materialização daquela frase épica do Romário:

Entrou no ônibus agora, não tá nem em pé, e já quer sentar na janela, pô?

*

Reinaldo Azevedo, que para mim nunca respirou neste mundo, agora de fato morreu. Acho incrível que não se tenha percebido a falsidade das palavras dele até mesmo quando dizia a verdade sobre o PT (o que não é nem nunca foi mérito de ninguém). Agora ele fala não como colunista ou jornalista, mas como o adolescente birrento que no fundo sempre foi. Tinha birra com o PT. Tudo muito providencial para que comecemos a perceber, também na direita, os que apenas deixam as sua bílis falar, manifestando o seu incômodo meramente corporal, fisiológico, com a esquerda, ao invés de externar o que de mais profundo há no pensamento e na alma atormentada destes dentre os quais o Azedo agora se revela à platéia dos menos atentos.

*

Reinaldo Azevedo enlouqueceu, pois está discutindo com as paredes e o coitado ainda acha que está falando de realidades. Quem de fato são os “Olavettes” a que ele se refere?! Pois, em realidade, se ele estivesse na realidade dos fatos sublunares, ele já teria notado, que esses “olavettes”, a que ele se refere, são apenas delírios dissonantes da sua própria mente confusa e desnorteada, dissonâncias cognitivas e nada mais, fantasmas que atormentam o seu pobre ego pueril desejoso, em sua impotência, de uma gloria alheia que jamais lhe pertencerá, nem se ele nascer novamente, pois, infelizmente, ele parece não saber disso, o que passou, passou e não pode retornar de ato que é a uma potência latente que um dia foi. Acho que ele deseja no fundo, no fundo, ser que nem o professor, mas que, em realidade, apenas conseguiu ser quem é, ser esse pobre-coitado, ser o Reinaldinho! Dá até dó do desgraçado, portanto, vamos pôr os verdadeiros e não os falsos e delirantes pingos nos “is” que ele acha que põe: Reinaldo nós não temos culpa de vc ter se tornado o que é, esse ser deprimente e autodeprimido sub puxador de saco da tucanada! É, tenho que concordar, fazendo aqui um esforço hérculo de me pôr no seu lugar, pois, depois de tudo, ter que conviver com a gloria alheia que vc queria ter pra si mesmo, mas que não tem, nem de longe, infinitamente falando, capacidade para ser, é realmente deprimente! Aceite, vc é apenas o Reinado e nunca será mais do que isso. Meus sinceros pêsames e sim, para o seu eterno desgosto e para a nossa grata felicidade:‪#‎Olavotemrazao‬ que a desrazão reinaldiana jamais poderá atinar nesse estado esquizofrênico em que ele mesmo se pois. O professor Olavo de Carvalho têm razão: Os inteligentes ficam mais inteligentes com ele e os burros, estruturalmente falando, acabam por se metamorfosearem de burros em antas esquizofrênicas incoercíveis. Eis aí um fato inconteste, eis aí o Reinaldo, o tal de Azevedo!

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Euclides Oliveira Jr. Escrevi ao Reinaldão Tiro no Pé que ele não teria o tanto de leitores que tem não fosse o trabalho do Olavo no True Outspeak, pelo menos. Não publicou, claro.

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Não há derrota mais clara e evidente do que alguem lutar contra algo e nem perceber que ele mesmo já se transformou em tudo aquilo que pretendia combater. Sempre lembro do filme ALIEN onde o mocinho depois de lutar com o Alien mãe, passa a ter sem preceber, um filhotinho crescendo dentro de sua propria barriga prester a estourá-la. Reinaldo Azevedo se tornou em tudo o que criticou usando dos mais baixos artificios petistas para atacar o professor Olavo de Carvalho e o Deputado Jair Bolsonaro . Se prevalece do pouco de fama que ganhou e do aparato de midia que dispoe para tentar ser superior pelo menos de forma artificial e covarde. Foi engolido pelo mal que achava que teria derrotado e se transformou numa versão bizarra do petismo com verniz de direitista. Como se diz no Rio de Janeiro: “quem não pode com mandinga não carrega patuá.”

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https://medium.com/@fbiovbarreto/cai-a-m%C3%A1scara-cac198273715#.hclv0e7yp

Cai a máscara

Coisa triste de ser ver é a degradação de alguém a quem se tinha em certa conta. Mas quando isso toma a forma de uma queda de máscaras, converte-se numa sensação de libertação de fantasmas e de conhecimento sobre quem as pessoas realmente são.

Desde o começo do ano, segundo recordo de maneira rápida, Reinaldo Azevedo não teve muita cortesia em expor suas divergências com o professor Olavo de Carvalho em relação à atual crise política brasileira. Todavia, o dissenso logo se transformou em campanha selvagem de ataque e difamação por parte do blogueiro da Veja, culminando neste artigo lamentável, indigno de alguém que se pretenda sério.

Não procederei como deveria, decompondo o artigo e refutando suas teses porque isso é, a rigor, impossível. Não se podem refutar insultos vulgares, não se contra-argumenta o não-argumento. E disso se compõe quase todo o texto do “Tio Rei”, já a mostra no título, que usa de um expediente infantil para atacar o filósofo e seus admiradores (só crianças acham que chamar alguém de “feio, sujo e malvado” é argumentar de maneira fulminante). Não faltam, claro, mentiras deslavadas, como a de que “a filosofia de Olavo de Carvalho foi amplamente refutada pela realidade” (Onde? Quando? Como? Por quem? Cadê as provas?), a de que ele “sempre defendeu uma intervenção militar” (criticou os intervencionistas várias vezes, tornando-se pouco querido por eles), de que “quase ninguém o conhece” (mesmo assim, é autor de best sellers e tem milhares de alunos e seguidores nas redes sociais, como pode isso?), “serve à candidatura de Jair Bolsonaro” (não sabe distinguir de uma análise da realidade política de uma torcida partidária, o porta-voz do PSDB?), ou de que “é movido por rancor, fel e melancolia” (isso era para ser roteiro de um filme de terror B?).

Entretanto, quero deter-me nesses dois últimos pontos. Sei que não é lá um bom método de proceder na análise de ideias ou do que quer que como tal se apresente, mas, tendo em vista o tipo de pessoa com quem estamos lidando, alguma incursão psicológica se faz necessária, além das inevitáveis considerações políticas.

Não é novidade para ninguém que o governo Dilma Rousseff começou a deteriorar-se pouco depois da reeleição da petista, com o estouro da crise e a revelação de que a situação econômico-financeira do país estava muito pior do que se imaginava. Três meses após a posse, correu a primeira grande manifestação popular contra o governo, seguida por outras alguns meses depois. O deterioro da economia, a crescente deslegitimação do poder petista, os sucessivos escândalos de corrupção a Operação Lava-Jato lenntamente deram cabo do governo federal, que perdeu apoio político de uma maneira há muito não vista no país.

Poderia se esperar que esse processo tivesse como consequência o fortalecimento dentre a população da oposição “oficial” ao PT, o PSDB. Entretanto, o que se viu foi exatamente o contrário: com exceção de políticos de expressão regional (como o senador Tasso Jereissati), os próceres do tucanismo foram rejeitados e desprezados pelo povo nas ruas (um matéria da revista Época mostrou que a popularidade de Aécio Neves caía vertiginosamente com o passar do tempo). Concomitantemente, uma figura política crescia a olhos vistos, pelo menos para quem estava nas ruas e acompanhava as coisas em primeira mão. Goste-se ou não dele, o deputado Jair Bolsonaro foi praticamente o único político que conseguiu emergir forte das manifestações e ser visto como uma alternativa para um povo já cansado das mesmas figuras e dos mesmos partidos no poder há mais de duas décadas.

Bolsonaro, com seu politicamente incorreto, seu nacionalismo e sua admiração pelas Forças Armadas, é a antítese do que Reinaldo Azevedo considera como um político decente. Ele em nada se parece com FHC, José Serra, Geraldo Alckmin ou Aécio Neves. Ver que seus heróis não conseguiram capitalizar o descontento popular contra o PT foi, decerto, um golpe muito duro para o autor de “No País dos Petralhas”, algo realmente inaceitável.

Além disso, quem prestou atenção às manifestações viu claramente a influência de Olavo de Carvalho no processo que revelou aos brasileiros a verdadeira face do PT e a necessidade de reagir. Em São paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Porto Alegre, Brasília ou Belém, centenas de pessoas carregavam cartazes e camisas referentes ao autor de “O Jardim das Aflições”, homenageando-o efusivamente, além de mencionarem o Foro de São Paulo, que só se tornou conhecido no Brasil graças ao trabalho de Olavo de Carvalho por anos a fio. Queiram ou não, gostem ou não, a importância dele para a atual situação de reação político cultural é inegável, como muito bemescreveu meu amigo Eduardo Levy. Nada do que se passa seria possível sem o trabalho dele.

Quem acompanha o blogueiro de Veja há algum tempo já percebeu que o mesmo padece de um ego demasiado inflado, um senso hipertrófico da própria importância e um amor pela opinião do mundo além do recomendado. Ver que um filósofo sem diploma, sem cargos em jornais importantes, sem o suporte de nenhum partido ou potentado das finanças conseguir tanto êxito onde outros mais avantajados falhavam foi, sem sombra de dúvidas, fatal para o Tio Rei. Ver que ele tinha um papel pequena enquanto que o filósofo radicado na Virgínia era homenageado por milhares, que há anos se socorrem dele em busca de conhecimento e de orientação intelectual, ver que ele tornou-se a referência para o aparecimento de uma direita política hoje em dia teve o efeito de uma ofensiva poderosíssima contra o ego do blogueiro. Foi como se um samurai habilidoso, munido apenas de sua katana, partisse a armadura do inimigo, trazendo à luz a pequenez antes escondida.

Tio Rei não suportou. Disparou a difamar o filósofo, atribuindo-o pensamentos e ações falsas e macaqueando os chavões de velhos desafetos do escritor campineiro, tanto da esquerda como de — vejam só!- de fascistóides e eurasianos. Claro que não se pode excluir das possíveis motivações do jornalista a de prestar serviço ao PSDB, partido muito criticado por Olavo mas defendido de maneira férrea por Reinaldo. Para isso ele não se vexa nem de se contradizer brutalmente pois, até certo tempo atrás, recomendava os livros do filósofo, se referia a ele nos termos mais elogiosos e era tido por Olavo como um amigo. Muy amigo!

A máscara caiu. Reinaldo Azevedo assumiu sua verdadeira forma: a de porta-voz do tucanato na mídia, e de quem para promover seu partido, não recua em nada, seja em difamar alguém que tinha como amigo, seja mesmo a de cruzar a linha que separa a excentricidade do ridículo.

Segue o jogo.

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Milena Popovic Nas duas primeiras aulas do COF, o prof. Olavo fala sobre a vocação.
Minha vocação está resfriadinha, deitada em cima de mim para conseguir dormir. Se não fosse Olavo de Carvalho, eu ainda estaria bracejando para voltar à indústria, e provavelmente não seria mãe.

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Hirany Queiroz Texto movido pela verdades e vindo de um coração generoso e grato…Maravilhoso. Nosso prof Olavo de Carvalho, sempre faz milagres em almas honestas.

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Flávio Lindolfo Sobral com Pedro Henrique Medeiros e outras 6 pessoas.

10 h ·

“Um projeto da Vara Criminal de Joaçaba, no Oeste de Santa Catarina, prevê a redução de até quatro dias na pena de detentos que lerem obras clássicas, de autores como Fiódor Dostoiévski. A proposta, chamada ‘Reeducação do Imaginário’, é coordenada pelo juiz Márcio Umberto Bragaglia.
De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ) do estado, a proposta consiste na distribuição dos livros aos apenados da comarca. Posteriormente, magistrado e assessores vão realizar entrevistas. ‘Os participantes que demonstrarem compreensão do conteúdo, respeitada a capacidade intelectual de cada apenado, poderão ser beneficiados com a remição de quatro dias de suas respectivas penas’, explica o TJ.”
O projeto é diretamente inspirado numa das tantas grandes lições do filósofo Olavo de Carvalho, nos primeiros anos do Curso Online de Filosofia. E o juiz Márcio Umberto Bragaglia, “adivinha, Reinaldo!”, é mais um “feio, sujo e malvado” aluno do Professor.
Leia aqui a proposta do juiz: http://www.midiasemmascara.org/…/13954-reeducacao-do-imagin…, e aqui as impressões do desenrolar do projeto:http://www.midiasemmascara.org/…/14967-reeducacao-do-imagin…, e aqui sendo noticiado: http://g1.globo.com/…/presos-que-lerem-dostoievski-terao-pe…

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Tercio Gonçalves Pereira

Renato Castro Alves Boa, Tércio.
Uma pergunta: O que incomoda tanto aquele verme filho da puta do Reinaldo? Podes me explicar?

Tercio Gonçalves Pereira Na verdade, neste momento, é o posicionamento político e explicitamente pró-tucano que tem o Reinaldo. Ele não se conforma quando o desmascaram, ele quer posar de parcial, porém seu fabianismo e rapa-pés com o FHC e os tucanos o denunciam. É essa a razão da bronca!

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Se eu fosse o Olavo de Carvalho , a essa altura, estaria me tremendo de medo do próximo ataque do Tucanaldo Botamedo, que certamente prepara o mais temível e fulminante dos argumentos para acabar de vez com a reputação de seu alvo, diante do que é impossível não sentir calafrios : “Olavo é bobo, feio, chato, xixi-cocô para ele!”.

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Hélder Araújo Reinaldo não tem mais importância. É um comentador mediano, do beabá, do prosaico, do dia a dia da provinciana política local. Eu li milhares de artigos do Reinaldo, detectei, ao longo do tempo, que muitas vezes reinaldoso copiava, no essencial, artigos do Olavo. Ele sabe que é verdade e cansou de elogiar o mestre. Sua inveja e pequenez sobrepujaram qualidades que acreditou ter.

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Bom, de uma coisa eu sei: se não fosse a página “eu odeio o Olavo de Carvalho”, no Orkut, talvez eu não tivesse vindo a conhecer o Professor. E, assim como eu, talvez milhares dos que hoje estão ouvindo seu nome pela primeira vez nas palavras odientas do Reinaldo Azevedo estejam, amanhã, nas livrarias e no youtube atrás de mais informações. O olavismo cultural é um fenômeno-chantily, quanto mais batem, mais cresce.

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Roger Nader Bem, eu conheci o Olavo, por irônico que seja, através de referências a ele em textos do RA!!!!! Hahaha!! E eram textos de uma época em que o RA ainda tinha uma certa lucidez!!!

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Priscila Garcia

7 h ·

 O surto do Reinaldo Azevedo se intensifica: agora, nos chama de feios, sujos, malvados e burros – porque “não sabemos o que é uma “uma metáfora“.
Ó criatura, tire o pé da sopa!
– Desde QUANDO chamar alguém de “feio, sujo e malvado” é uma METÁFORA?
METÁFORA consiste em fazer uma ANALOGIA entre coisas normalmente não-relacionadas, para estabelecer entre elas uma relação simbológica: “Reinaldo Azevedo pensa que é uma víbora, mas é uma minhoca”, por exemplo. Ou “Reinaldo de Azevedo é um POÇO de estupidez e seu artigo é um ESGOTO.”

Eu vou te contar…  ÊTA, Brasil, que assim não há cristão que aguente!

O meu amigo Andre Chilano descobriu que a “metáfora” à qual o Reinaldo Azevedo se refere é o título do filme “The Good, the Bad and the Ugly”, que Azevedo traduz por “feios, sujos e malvados”, sabe Deus POR QUE – e ainda pretende que a sua “associação” TORTA seja “reconhecida” – e quem não reconhece “é burro”.
Eu juro que eu fico PASMA, sinceramente.
Ô Azevedo, eu vou aproveitar a chance e construir outra “metáfora” dessas, pra te dizer que você é FURRECA, TOSCO e IGNORANTE, tá legal?
E BURRO, se não “reconhecer a metáfora”.
Quá, quá, quá, quá, quá… 

Psionante, meu Deus…
A que PONTO chegamos, neste país.

Levi Marcos Pereira Não seria uma referência ao filme Brutti, sporchi i cattivi, do Ettore Scola?

Priscila Garcia Possível, mas de qualquer maneira “cattivi” TAMBÉM não significa “malvados”, portanto a “metáfora” continua a ser irreconhecível. Emoticon grin

Priscila Garcia Tem razão: “cattivi” é patife, mesmo. Eis a “metáfora” explicada: que, diga-se, NÃO É “metáfora”, e sim uma REFERÊNCIA.
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Caramba, mas o cara é o REMATADO canalha!
Azevedo, você fez uma REFERÊNCIA a um filme: isto, saiba você OU NÃO, não é “uma metáfora”. È meramente isso que eu disse, uma referência. Não existe a “analogia” que SUBSTITUI uma coisa por outra diversa, em suma.
Bom, mais uma ou menos uma demonstração de ignorância pomposa e estúpida não vai fazer a menor diferença – o importante é a canalhice da coisa, o despropósito, a MENTIRA SÓRDIDA e caluniosa.
TODOS os que leem o Olavo – e os que ainda não leram, que por favor LEIAM as postagens e declarações – SABEM ou saberão IMEDIATAMENTE que a acusação que você faz a ele de “pregar a intervenção militar” é a coisa mais FALSA deste mundo.
OU você é um canalha ao “estilo petralha”, ou seja, é INERENTE à sua pessoa e você não se preocupa em dizer mentiras cabeludas e fazer calúnias sem fundamento “porque não”, porque pra você não existe nenhum limite moral – ou você é um TOSCO que não se deu ao trabalho de ir verificar se o que você “supunha”, ou “alguém lhe disse”, era ou não verdade.
Mostre UMA afirmação do Olavo dizendo “não querer um impeachment e SIM uma intervenção militar”: ACHOU?
Ah, não?
Agora quer quer que eu te mostre aqui QUANTAS do Fernandenrique e do Beócio, berrando que eram CONTRA o impeachment? Emoticon grin
Você caiu em VALA RASA, palerma.
Quem não tem competência, não se estabelece.
A acusação de ser ANTI-IMPEDIMENTO da mocréia petralha CABE como uma LUVA no PSDB – e NÃO no O(lavo de Carvalho.
Mas como é que é mesmo, hein? Ah, sim: “XINGUE-OS DO QUE VOCÊ É, ACUSE-OS DO QUE VOCÊ FAZ.”
No caso, vale para os tucanos – que se declararam PUBLICAMENTE CONTRA o impeachment.
Onde é que você estava quando isto aqui aconteceu, hein? Mandou recadinho furibundo ou ficou MUDO?

O DIA, 21/4 /2015
Serra e FHC unificam discurso contra pedido de impeachment
Os dois não veem motivo para processo
Rio – O senador José Serra (PSDB-SP) engrossou o coro do grupo de tucanos contrário à abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Em palestra na Universidade de Harvard (EUA), Serra afirmou que “impeachment não é programa de governo de ninguém” e defendeu que a oposição precisa ter responsabilidade.
As declarações de Serra foram dadas um dia antes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também defender, no Fórum de Comandatuba, no Sul da Bahia, que pedido de impeachment depende de fatos objetivos e que seria “precipitação” abrir um processo neste momento. ”

Emoticon grin E agora querem PEGAR CARONA, meu chapa? Emoticon grin
NANANINANINHA!

Vai lá e chama todo mundo no PSDB de “feio, sujo, malvado” e CRETINO – ou ASSUMA a sua VILEZA e trate de ir pedir desculpas ao Olavo de Carvalho. .

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O ENCONTRO

Quando iniciou o mais recente factóide do Reinaldo Azevedo sobre Olavo de Carvalho — não se trata duma verdadeira polêmica: polêmica de verdade, entre tantas outras, é a dos “universais” — eu pensei: “Ai, meu saquito. Lá vem mais um retirar Olavo de seus cuidados, desviar sua atenção das ‘first things’, dos estudos, do ensino, da escrita…”. E pensei nisso sabendo que ele tem toda uma obra para organizar, livros aguardando sua dedicação e assim por diante — conversamos a respeito durante o Encontro de Escritores na Virginia. Rodrigo Gurgel foi o mais enfático: “Olavo, deixe essa gente chata pra lá, escreve seus livros”. Após a provocação reinaldiana anterior, no início do ano, eu, que já não gosto de me intrometer nessas tretas, em vez dum textão, simplesmente postei:

“Quarta, 13 de janeiro de 2016 às 20:18
A TRETA
Com os demais envolvidos, eu me informo esporadicamente. Com Olavo, eu aprendo sempre. ¿É preciso dizer mais? “Gênio é a força fecundante do varão que ilumina toda uma época.” (Oswald Spengler, A Decadência do Ocidente)”

E, apesar de ter lido e curtido o post desta semana no qual Olavo dizia que talvez não retrucasse nada ao jornalista, pensei: “É claro que Olavo irá retrucar! Nesse ponto, ele é idêntico à Hilda Hilst: não deixa barato”. E, claro, suas réplicas e refutações são sempre novos exemplos de acuidade e lucidez. ¿Quantas vezes ele nos avisou? “Respondo até mesmo ao mais idiota por razões pedagógicas.” Qualquer sujeirinha que cai dentro da ostra Olavo se transforma invariavelmente em pérola! Sim, são seus alunos e leitores que acabam lucrando com a situação, o que me lembrou o trecho final da primeira parte do romance “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino:

“De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.”

Da minha parte só posso dizer: graças a Deus que o encontrei, amigoOlavo!

P.S.: Por favor, vacilões, continuem enchendo o saco do Olavo.

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Falando em encontros, talvez eu não tivesse conhecido Olavo de Carvalhoem 1999 se não tivesse antes chupado uma teta em público. Calma, eu explico. Quem leu meu relato A Bacante da Boca do Lixo já tem uma pista:http://textos.yurivieira.com/con…/a-bacante-da-boca-do-lixo/ Em resumo: no final dos anos 1990, durante uma apresentação da peça As Bacantes, dirigida por Zé Celso, fui abduzido da platéia por uma das atrizes que, ato seguido, me derrubou ao chão e meteu seu peito em minha boca. Como não sou um bom ator, e por isso não sei como se faz uma chupada técnica de peito, eu mamei de verdade. Enfim… O fato é que, um ou dois anos mais tarde, eu estava na casa da Hilda Hilst, ainda sem internet, e resolvi pesquisar no banco de dados da Folha de São Paulo — cujos CDs eram vendidos em bancas de jornal ou distribuídos para assinantes — sobre o dia em que Caetano Veloso também fora abduzido durante a mesma peça, salvo engano, um mês antes de mim. Eu queria detalhes da experiência dele, saber como reagiu… Entre as matérias que encontrei, havia uma em que um sujeito dizia mais ou menos o seguinte: “Dar atenção ao que Caetano Veloso pensa sobre política é tão inteligente quanto alguém, vivendo em plena Idade Média, preferir a opinião teológica de um palhaço de circo a consultar Santo Tomás de Aquino”. Eu ri loucamente dessa declaração! Busquei o autor: Olavo de Carvalho. (Descobri anos depois que já o havia lido várias vezes, desde os 14 anos de idade, em matérias da revista Planeta, que meu pai colecionava.) Ou seja: se eu não tivesse ido ao famigerado Teatro Oficina, se Zé Celso não fizesse suas atrizes serem abusadas pelo público e se Caetano Veloso não tivesse ido à mesma peça, eu teria ficado mais alguns anos sem ler o excelente Olavo.

Viva las tetas!

http://textos.yurivieira.com/contos/a-bacante-da-boca-do-lixo/

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Eduardo Levy

4 h ·

Minha cena preferida de “John Adams” é aquela em que Adams, capiauzão, se encontra com os aristocratas franceses e, depois de ofendê-los com sua franqueza, vira motivo de chacota para eles. O que está em jogo para Adams é nada menos do que tudo: seu país, sua casa, sua família, sua própria pessoa. Sua missão ali é, para ele, mortalmente importante, portanto não há tempo a perder com etiquetas e firulas. Para os franceses, no entanto, trata-se de apenas mais uma piada, apenas mais um joguinho, apenas mais um divertimento (no sentido pascaliano do termo). Não espanta que pouco depois todos eles tenham sido guilhotinados por pessoas que não levavam nada na brincadeira.

Vi essa cena e comentei com minha namorada: “Imagine o Olavo em um congresso acadêmico. Seria exatamente assim: todo o mundo de brincadeirinha e joguinho, enquanto, para ele, é tudo mortalmente sério.”

(Parêntesis: comecei a faculdade de filosofia e o Curso Online de Filosofia no mesmo ano, aliás, se a memória não falha, no mesmo mês, março de 2009. Meus professores diziam, em coro: “As pessoas vêm estudar filosofia porque estão interessadas em coisas como saber como o mundo funciona e qual é o sentido da vida, mas o que nós fazemos aqui não tem nada a ver com isso. Se você está interessado nisso, procure um psicólogo.” No COF, éramos informados desde a primeira aula que a figura inspiradora do curso era Sócrates, que acreditava a tal ponto na união umbilical entre a vida e a filosofia que foi capaz de perder aquela por esta. Não, não me arrependo de ter abandonado a faculdade.)

Reinaldo Azevedo, ao chamar os alunos de Olavo de “feios e sujos”, como feio e sujo era o capiau John Adams perto dos franceses de máscaras brancas, repetiu, sem saber, aquela cena, sem descontar o elemento de nojo de pobre puro e simples.

É curioso o uso da expressão “feios e sujos”. O sentido dela ficará mais claro quando se atentar para o que escrevi aqui no dia primeiro de março (link para o post original nos comentários):

Há no momento, no Brasil, milhares de jovens que vêm de famílias muito pobres, que às vezes não têm um único parente com formação universitária, que estavam destinados por nascimento a passar a vida sem jamais abrir um livro, que estão lendo às pencas, fazendo cursos livres e aprendendo línguas estrangeiras. Esse fato é empiricamente verificável por uma análise de certos perfis no Facebook e pelos resultados do mercado editorial.

Esse fenômeno estranhíssimo e maravilhoso se deve à admiração e ao amor que, com sua personalidade e sua biografia, lhes inspira um professor: Olavo de Carvalho. É precisamente por todos os defeitos de que costumam lhe acusar que ele consegue causar esse efeito, que nenhum acadêmico comum no mundo seria jamais capaz de produzir. Em um país que odeia o conhecimento, onde 92% da população é incapaz de se expressar e o estudo sempre foi visto como aquele empecilho incômodo entre o sujeito e um diploma ou a aprovação em um concurso, esse homem consegue vender 200 mil exemplares de livros de filosofia e fazer com que qualquer livro, sobre qualquer assunto, que indique se esgote no dia seguinte. Ele está fazendo com que os pobres se tornem mais educados que os ricos e poderosos, com que os desvalidos deixem de se sentir inferiores e incapacitados e com que uma quantidade significativa de pessoas passe a valorizar o conhecimento e os estudos por si mesmos. Ele está fazendo a verdadeira revolução brasileira. Ele está fazendo, sozinho, o que gerações inteiras tentaram fazer e falharam. Ironia das ironias, esse reacionário maldito está realizando o grande sonho das melhores pessoas da esquerda nacional. (Penso em Ferreira Gullar tentando ensinar poesia para operários e Fayga Ostroyer dando aulas de arte para pedreiros.)

O aparecimento desse Sócrates em um país como o nosso é um evento tão inexplicável pelos métodos normais quanto a existência dos Founding Fathers americanos. Ele é odiado e combatido como Sócrates foi odiado e combatido. Acusam-no de corromper a juventude como acusavam Sócrates. E se pudessem o matariam, como mataram Sócrates–e pelos mesmos motivos.

Você pode achá-lo um louco, um leviano, alguém de quem é necessário discordar em tudo; mas não lhe reconhecer este mérito infinito é simples mesquinharia de alma; não tentar entender como ele conseguiu fazer isso é simples fuga aos deveres da inteligência.

(Daqueles que conhecem perfeitamente bem esse efeito mas torcem o narizinho elitista ante a entrada dos pobres no mundo da alta cultura é melhor nem falar, pois esses são a escória da humanidade. Outro dia um deles falava, cheio de nojo, das pessoas que citam a Divina Comédia para mostrar que a conhecem como novos-ricos exibem seu rolex para mostrar que têm dinheiro. É por causa dessa gente que existem Robespierres. Certamente o conhecimento tem para ele a mesma função que um rolex; certamente ele preferia ver essas pessoas citando Wesley Safadão.)

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Rafael Falcón

57 min ·

É, Reinaldo, a década de 90 acabou. Tipos como você não terão mais vez. O futuro é nosso.

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Na escola em que dou aula, um antigo aluno que carregou a tocha olímpica passou de sala em sala falando com as turmas. No 6° ano, classe onde eu estava, o primeiro que pegou a tocha saiu pulando e gritando que carregou a tocha, rindo de orelha a orelha, vermelho e esfuziante de alegria. Todo mundo riu. Passados alguns segundos, um colega acusou: “Você está chorando!” Mas ele respondeu, disfarçando: “É porque estou rindo.” Vi meus alunos felizes e também fiquei contente. Por isso, guardadas as devidas proporções, posso imaginar que acontece coisa semelhante com o professor Olavo de Carvalho, quando nós, seus alunos, conquistamos alguma coisa. Obrigado, professor!

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Reinaldo Azevedo DESMASCARADO. Como ele próprio sempre diz : “Está registrado no meu blog para quem quiser consultar”.

Pois bem, os alunos de Olavo de Carvalho, tem memória, honestidade intelectual e, SOBRETUDO, senso critico e raciocínio lógico. Então seguiram o conselho do Reinaldo Azevedo e usaram o seu próprio blog para desmascarar esse farsante.

Sabem como é, os que estudam a obra de Olavo de Carvalho não são meros ouvintes de rádio em congestionamentos paulistanos.


Chega! Reinaldo Azevedo é uma farsa

Reinaldo Azevedo resolveu declarar guerra contra Olavo de Carvalho. Em um dos seus posts, endossou a afirmação de um dos lideres do MBL de que os admiradores de Olavo não passam de psicopatas. Em outro, afirmou que Olavo é “decadente e derrotado“.  Agora, mais uma vez, “tio rei” (tio dos “meninos” do MBL, decerto) volta a carga, sem nada a dizer. Falar mal de Olavo de Carvalho dá ibope, hein?!

O senhor Reinaldo Azevedo pode pensar o que quiser de quem quer que seja, todavia, como um pretenso formador de opinião, é de sua obrigação ser honesto com seus leitores e coerente com aquilo que pensa e escreve. Nessa sua “guerra” contra Olavo, Azevedo não está nem sendo honesto e muito menos coerente. Para ilustrar o que digo, reproduzo nesse post, um texto do próprio Reinaldo Azevedo quando do lançamento do livro “O Minimo que você precisa saber para não ser um idiota”.

Comparem o que Reinaldo disse à época e o que diz agora.

O Minimo que você precisa saber para não ser um idiota

É o título de uma coletânea de textos de autoria do filósofo sem carteirinha, crachá ou livro-ponto Olavo de Carvalho (foto), lançado há duas semanas pela Editora Record (615 páginas, R$ 51,90). Os artigos foram selecionados e organizados por Felipe Moura Brasil, um jovem de vinte e poucos — bem poucos — anos, que também cuida de notas explicativas e referências bibliográficas que remetem o leitor tanto à vasta obra do próprio Olavo como à teia de autores e temas com os quais seus textos dialogam ou polemizam. Moura Brasil informa que a seleção obedeceu a seu gosto pessoal e à necessidade de partilhar a sua experiência de leitor e estudioso da obra de Olavo. Esse moço é a prova de que a inteligência e a autonomia intelectual sobrevivem mesmo aos piores tempos. E os piores tempos podem não ser aqueles em que o amor à liberdade é obrigado a resistir na clandestinidade — afinal, resta a esperança no fundo da caixa —, mas aqueles em que a divergência se torna, por si, uma violência inaceitável. Nesse caso, a própria esperança começa a correr riscos. O livro, o que não chega a ser uma surpresa, provocou um enorme silêncio — que é uma das formas do moderno exercício da violência. Os leitores, no entanto, estão fazendo a sua parte, e ele já figura em 10º lugar na lista dos “Mais Vendidos”, na categoria “Não-Ficção”, na VEJA desta semana.

“O Mínimo…” reúne, basicamente, artigos que Olavo publicou em jornais e revistas, inclusive nas revistas “República” e “BRAVO!”, das quais fui redator-chefe — e a releitura, agora, em livro, me remeteu àqueles tempos. Impactam ainda hoje e podiam ser verdadeiros alumbramentos há 10, 12, 13 anos, quando o autor, é forçoso admitir, via com mais aguda vista do que todos nós o que estava por vir. Olavo é dono de uma cultura enciclopédica — no que concerne à universalidade de referências —, mas não pensa por verbetes. E isso desperta a fúria das falanges do ódio e do óbvio. Consegue, como nenhum outro autor no Brasil — goste-se ou não dele —, emprestar dignidade filosófica à vida cotidiana, sem jamais baratear o pensamento. Isso não quer dizer que não transite — e as falanges não o fustigam menos por isto; ao contrário — com maestria no terreno da teoria e da história. É autor, por exemplo, da monumental — 32 volumes! — “História Essencial da Filosofia” (livros acompanhados de DVDs). Alguns filósofos de crachá e livro-ponto poderiam ter feito algo parecido — mas boa parte estava ocupada demais doutrinando criancinhas… Há o Olavo de “A Dialética Simbólica” ou de “A Filosofia e seu Inverso”, e há este outro, que é expressão daquele, mas que enfrenta os temas desta nossa vida besta, como disse o poeta, revelando o sentido de nossas escolhas e, muito especialmente, das escolhas que não fazemos.

O livro é dividido em 25 capítulos ou macrotemas: Juventude, Conhecimento, Vocação, Cultura, Pobreza, Fingimento. Democracia, Socialismo, Militância, Revolução, Intelligentzia, Inveja, Aborto, Ciência, Religião, Linguagem, Discussão, Petismo, Feminismo, Gayzismo, Criminalidade, Dominação, EUA, Libertação e Estudo. Cada um deles reúne um grupo de textos, e alguns se desdobram em subtemas, como a espetacular seleção de textos de “Revolução”, reunidos sob rubricas distintas, como, entre outras, Globalismo, Manipulação e Capitalistas X Revolucionários.

Vivemos tempos um tanto brutos, hostis ao pensamento. Vivemos a era em que o sentimento de “justiça” ou o de “igualdade” — com frequência, alheios ou mesmo refratários a qualquer noção de direito — reivindicam um estatuto moralmente superior a conceitos como verdade e realidade; estes seriam, por seu turno, meras construções subjetivas ou de classe, urdidas com o propósito de provocar a infelicidade geral. Olavo demole com precisão e brilho a avalanche de ideias prontas, tornadas influentes pelo “imbecil coletivo” e que vicejam muito especialmente na imprensa — fenômeno enormemente potencializado pelas redes sociais.

Em 2003, o jornal “O Globo” ainda publicava textos como “Orgulho do Fracasso”, de Olavo. E se podia ler (em azul):
Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao povo em que se originaram, justificam que ele seja lembrado e admirado por outros povos. A economia e as instituições são apenas o suporte, local e temporário, de que a nação se utiliza para seguir vivendo enquanto gera os símbolos nos quais sua imagem permanecerá quando ela própria já não existir.
(…)
A experiência dos milênios, no entanto, pode ser obscurecida até tornar-se invisível e inconcebível. Basta que um povo de mentalidade estreita seja confirmado na sua ilusão materialista por uma filosofia mesquinha que tudo explique pelas causas econômicas. Acreditando que precisa resolver seus problemas materiais antes de cuidar do espírito, esse povo permanecerá espiritualmente rasteiro e nunca se tornará inteligente o bastante para acumular o capital cultural necessário à solução daqueles problemas. O pragmatismo grosso, a superficialidade da experiência religiosa, o desprezo pelo conhecimento, a redução das atividades do espírito ao mínimo necessário para a conquista do emprego (inclusive universitário), a subordinação da inteligência aos interesses partidários, tais são as causas estruturais e constantes do fracasso desse povo. Todas as demais explicações alegadas — a exploração estrangeira, a composição racial da população, o latifúndio, a índole autoritária ou rebelde dos brasileiros, os impostos ou a sonegação deles, a corrupção e mil e um erros que as oposições imputam aos governos presentes e estes aos governos passados — são apenas subterfúgios com que uma intelectualidade provinciana e acanalhada foge a um confronto com a sua própria parcela de culpa no estado de coisas e evita dizer a um povo pueril a verdade que o tornaria adulto: que a língua, a religião e a alta cultura vêm primeiro, a prosperidade depois.
(…)

Retomo
Grande Olavo de Carvalho! Dez anos depois, com o país nessa areia, como ignorar a força reveladora das palavras acima? Olhem à nossa volta. O que temos senão um governo incompetente, que fez refém ou tornou dependente (com Bolsa BNDES, Bolsa Juro, Bolsa Isenção Tributária) uma elite não muito iluminada, combatido, o que é pior, por uma oposição que não consegue encetar uma crítica que vá além do administrativismo sem imaginação, refratária ao debate, que foge do confronto de ideias como Lula foge dos livros e Dilma da sintaxe?

O país emburrece. Eu mesmo, mais de uma vez, em ambientes supostamente afeitos ao pensamento, à reflexão e à leitura, pude constatar o processo de satanização do contraditório. É mais difícil travar com intelectuais (ou, sei lá, com as classes supostamente ilustradas) um debate racional sobre a legalização do aborto do que com um homem ou uma mulher do povo, de instrução mediana. E não porque aqueles tenham os melhores argumentos. Ao contrário: têm os piores. Olham para a sua cara e dizem, com certo ar de trunfo, como se tivessem encontrado a verdade definitiva: “É uma questão dos direitos reprodutivos da mulher”. Digamos que fosse… Esses tais “direitos reprodutivos” teriam caído da árvore da vida, como caiu a maçã para Newton, ou são uma construção? Por que estaria acima do debate?

Mais um pouco das palavras irretocáveis de Olavo (em azul):
Na tipologia de Lukács, que distingue entre os personagens que sofrem porque sua consciência é mais ampla que a do meio em que vivem e os que não conseguem abarcar a complexidade do meio, a literatura brasileira criou um terceiro tipo: aquele cuja consciência não está nem acima nem abaixo da realidade, mas ao lado dela, num mundo à parte todo feito de ficções retóricas e afetação histriônica. Em qualquer outra sociedade conhecida, um tipo assim estaria condenado ao isolamento. Seria um excêntrico.

No Brasil, ao contrário, é o tipo dominante: o fingimento é geral, a fuga da realidade tornou-se instrumento de adaptação social. Mas adaptação, no caso, não significa eficiência, e sim acomodação e cumplicidade com o engano geral, produtor da geral ineficiência e do fracasso crônico, do qual em seguida se busca alívio em novas encenações, seja de revolta, seja de otimismo. Na medida em que se amolda à sociedade brasileira, a alma se afasta da realidade — e vice-versa. Ter a cabeça no mundo da lua, dar às coisas sistematicamente nomes falsos, viver num estado de permanente desconexão entre as percepções e o pensamento é o estado normal do brasileiro. O homem realista, sincero consigo próprio, direto e eficaz nas palavras e ações, é que se torna um tipo isolado, esquisito, alguém que se deve evitar a todo preço e a propósito do qual circulam cochichos à distância.

Meu amigo Andrei Pleshu, filósofo romeno, resumia: “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal.” Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar.

Sem ter em conta esses dados, ninguém entende uma só discussão pública no Brasil. Porque, quando um brasileiro reclama de alguma coisa, não é que ela o incomode de fato. Não é nem mesmo que exista. É apenas que ele gostaria de que existisse e fosse má, para pôr em evidência a bondade daquele que a condena. Tudo o que ele quer é dar uma impressão que, no fundo, tem pouco a ver com a coisa da qual fala. Tem a ver apenas com ele próprio, com sua necessidade de afeto, de aplauso, de aprovação. O assunto é mero pretexto para lançar, de maneira sutil e elegante, um apelo que em linguagem direta e franca o exporia ao ridículo.

Esse ardil psicológico funda-se em convenções provisórias, criadas de improviso pela mídia e pelo diz que diz, que apontam à execração do público umas tantas coisas das quais é bom falar mal. Pouco importa o que sejam. O que importa é que sua condenação forma um “topos”, um lugar-comum: um lugar no qual as pessoas se reúnem para sentir-se bem mediante discursos contra o mal. O sujeito não sabe, por exemplo, o que são transgênicos. Mas viu de relance, num jornal, que é coisa ruim. Melhor que coisa ruim: é coisa de má reputação. Falando contra ela, o cidadão sente-se igual a todo mundo, e rompe por instantes o isolamento que o humilha.

Essa solidariedade no fingimento é a base do convívio brasileiro, o pilar de geleia sobre o qual se constroem uma cultura e milhões de vidas. Em outros lugares as pessoas em geral discutem coisas que existem, e só as discutem porque perceberam que existem. Aqui as discussões partem de simples nomes e sinais, imediatamente associados a valores, ao ruim e ao bom, a despeito da completa ausência das coisas consideradas.

Não se lê, por exemplo, um só livro de história que não condene a “história oficial” — a história que celebra as grandezas da pátria e omite as misérias da luta de classes, do racismo, da opressão dos índios e da vil exploração machista. Em vão buscamos um exemplar da dita-cuja. Não há cursos, nem livros, nem institutos de história oficial. Por toda parte, nas obras escritas, nas escolas de crianças e nas academias de gente velha, só se fala da miséria da luta de classes, do racismo, de índios oprimidos e da vil exploração machista. Há quatro décadas a história militante que se opunha à história oficial já se tornou hegemônica e ocupou o espaço todo. Se há alguma história oficial, é ela própria.

Mas, sem uma história oficial para combater, ela perderia todo o encanto da rebeldia convencional, pondo à mostra os cabelos brancos que assinalam sua identidade de neo-oficialismo consagrado — balofo, repetitivo e caquético como qualquer academismo. Direi então que açoita um cavalo morto? Não é bem isso. Ela própria é um cavalo morto. Um cavalo morto que, para não admitir que está morto, escoiceia outro cavalo morto. Todo o “debate brasileiro” é uma troca de coices num cemitério de cavalos.

Encerro
Leia esse livro de Olavo de Carvalho. Ninguém, no Brasil, escreve com a sua força e a sua clareza. Tampouco parece fácil rivalizar com a sua cultura, fruto da dedicação, do trabalho no claustro, da aplicação, não da busca de brilharecos. Leia Olavo: contra o ódio, contra o óbvio, contra os idiotas e a favor de si mesmo.

Voltamos

Tudo o que vai acima foi dito a menos de três anos. Se o blogueiro que ficou famoso atacando o PT, consegue mudar de opinião em tão pouco tempo, o que nos garante que ele não fará o mesmo com o partido de Lula? Com o PSOL ou com a  Rede de Marina Silva?

Será que a editora Record contratou Azevedo para propagandear o livro do Olavo? Nesse caso então, Reinaldo Azevedo escreve por dinheiro, colocando em segundo plano aquilo que ele pensa?

Só há duas hipóteses: Ou Reinaldo Azevedo está de mimimi, ou é um farsante.

Como, ficar de mimimi não pega nada bem para um cinquentão, a não ser que este seja muito, mas muito sensível, só nos resta aceitar a segunda opção.

REINALDO AZEVEDO É UMA FARSA!

Por Jakson Miranda

http://www.voltemosadireita.com.br/chega-reinaldo-azevedo-e-uma-farsa/

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Vou explicar para vocês o mistério dos ataques do Poodle tucano ao Olavo. Um blog como o do Tucanaldo vive de anúncios. Anunciantes pagam de acordo com o acesso e visibilidade que seu anúncio terá. Um blog pouco acessado, arrecada pouco com anúncios. Um blog muito acessado, arrecada muito com anúncios. Olavo não vive de anúncios. Vive de seus cursos. Ele tem um público de milhões de pessoas. Ele escreveu um best-seller que vendeu mais de 100 mil cópias. É autor de duas dezenas de livros. Tem um curso online com milhares de inscritos. Seu twitter registra mais de um milhão de views por mês. Sua página no facebook tem mais de duzentos mil seguidores. Ou seja, qualquer coisa publicada na internet sobre o Olavo atrai, imediatamente, a atenção, e o tráfego, de centenas de milhares de internautas. Malhar o Olavo já se tornou um meio de vida. Mais ou menos como quando a Café Colombo publicou um artigo boboca do Joel Pinheiro sobre o Olavo, só para oferecer a este, na edição seguinte, o direito de resposta, e assim tentar dar um reforço nas vendas da revistinha. Se seu blog anda meio caidinho, você começa a xingar o Olavo, em pouco tempo seu tráfego aumenta e o dinheiro do uísque das crianças está garantido. Não é uma coisa muito bonita de se fazer, mas enquanto o PSDB não volta ao governo e nomeia um ministro das comunicações camarada, é o que tem pra janta.

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Escrevi esse texto no dia 28 de abril. Quem acompanha o pensamento do professor Olavo de Carvalho (como eu), nos posts do facebook, nos artigos, nas aulas, nos vídeos e hangouts, sabe EXATAMENTE o que ele disse e tem idéia do conjunto, sem ficar pincelando uma frase solta aqui e outra ali, e é capaz, bem rapidamente, de detectar uma falsa atribuição ao seu pensamento. Reinaldo Azevedo, vendo que Dilma foi afastada, proclama que Olavo estava errado e sai cantando vitória.

”RÁ! VIRAM SÓ? ELE ERROU! ERROU! ERROU! TEVE IMPITIMÁ! FEIOSOS!”

Mas o Impeachment, como o professor vem dizendo há mais de um ano, não é um golpe no núcleo do problema. Não dá para fazer impeachment sem as ”instituições” (aparelhadas, segundo o próprio Reinaldo, que mesmo assim confia nelas, mas vai entender), sem a classe política omissa e cúmplice, e pior!, sem legitimar a Dilma como presidente (não dá para aplicar impeachment em quem não é presidente), e isso consistiria em validar as eleições de 2014 (fraudadas) e validar o próprio partido de Dilma, ilegal por pertencer a uma organização estrangeira. Sem falar que ao tirar a Dilma, a ocupação de espaço da esquerda na mídia, nas universidades e nas paróquias não é afetada no mais mínimo que seja. Tira a Dilma mas o resto do sistema se mantém intacto.

”Tomar uma universidade é mais importante do que tirar a Dilma”, o professor cansou de dizer.

Ou seja, o impeachment é uma coisa estratosfericamente diminuta perante o quadro geral das coisas. Reinaldo, que sempre tomou o Impeachment como a coisa mais importante do processo junto com seus amigos do MBL e PSDB (que estavam interessados em entregar a Dilma em troca de salvar tudo o mais), vendo que Dilma foi afastada proclama, com histeria infantil e caduca, que Olavo está derrotado – vejam lá! A Dilma caiu! É o fim da esquerda! Acabamos com eles! -, como se a coisa tivesse sido um duro ataque a tudo que o professor escreveu, pensou e previu, quando na verdade, como podemos ver ao ler seus escritos, não há duro ataque nenhum. Mas Reinaldo, ignorando TUDO que Olavo disse e escreveu nesses últimos dois anos, atribui ao professor, de forma canalha, coisas que ele nunca disse, bate em um espantalho criado por ele mesmo e sai cantando vitória. É um palhaço.

Antunes Fernandes

Miguel Reale Jr criticando Bolsonaro por ter homenageado um ”torturador” da famigerada ”ditadura” militar é a exposição literal daquilo que o professor Olavo de Carvalho já explicou mil vezes: o impeachment, na estratégia dos Hélios Bicudos, Tucanos, MBL, Reinaldos Azevedos e afins, significa a consolidação dos protestos do ano passado não na Revolução que deveria implodir o Estamento Burocrático, mas na narrativa histórica esquerdista do combate a ditadura, das Diretas Já!, do Fora Collor, etc, narrativa esta rejeitada pelos protestos, que eram eminentemente anti-comunistas, e não ”anti-Dilma”, ou ”anti-PT”, como tão desesperadamente os tucanos citados querem fazer crer. Aqui, o impeachment serve para reafirmar o sistema e suas ”instituições”, e não para demoli-lo. Se você demora cinco segundos para entender isso, você é retardado.

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Reinaldo Azevedo revela sua desonestidade e miopia intelectual em não reconhecer a beleza de Bruna Luiza e o vigor intelectual do Prof. Olavo de Carvalho. Mostra assim o seu ressentimento de ser apenas um colunista de revista e não um filósofo aclamado nas avenidas do País, em grandes manifestações de rua. Isso faz lembrar o crítico Chaudes-Aigues, que dizia horrores de Balzac. Hoje, quem é Chaudes-Aigues? Apenas um esquecido pigmeu das letras.

 

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Otávio Augusto O Reinaldo Azevedo olhou DEMAIS para o abismo. Se tornou um monstro

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Reinaldo Azevedo tem a (in)VEJA, mas o Olavo tem razão.

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Confesso aos amigos do Foicebook que apenas agora li o artigo de Reinaldo Azevedo sobre o prof. Olavo. Quando acabei de ler aquele amontoado de sentimentos, pois ali não há idéias, fiquei impressionado. Um homem já de cabelos brancos, vivendo às custas de seus escritos e suas falas, referir-se a um homem bom, que nunca propôs nada ruim, um autor best seller, professor de milhares, bom pai de família e avô carinhoso, da forma pesada como ele se referiu, é algo insano.

Como pode um homem repetir tantas vezes a mesma expressão “feios, sujos e malvados” num texto? É algo de um rancor impossível de segurar. Uma afetação de uma alma desequilibrada, incompatível com um homem de mais idade.

Vamos lá, porra, que ele discorde neste ou naquele ponto do professor. Cadê a elegância? Digamos por exemplo da maior ou menir influência do Foro de São Paulo nas Forças Desarmadas. Sim, pois armas não há, nem grandes nem pequenas. Há necessidade de se recorrer ao expediente de ridicularizar sem explicar nem propor nada?

Reinaldo Azevedo tem algo de Quico, o do Chaves. Gentalha, gentalha. Não tem cara de quem troque murros. Um homem precisa ter coragem física, mesmo franzino. As idéias nem sempre funcionam e por isso guerras acontecem. Quem é covarde nas ações físicas pode até querer ser corajoso no mundo das idéias mas sua mente sempre ficará em falso, como uma mesa de bar. Eu iria para uma guerra ao lado do professor. Ele é o tipo do homem que não correria ligeiro, mas eu confiaria minha vida no seu gatilho. Sei que mesmo se fosse dar uma merda grande numa ação qualquer, ele mandaria eu correr e ficaria atirando para me cobrir, mesmo que fosse morrer. EU SEI DISSO. Já Reinaldo, não confio mesmo. Isso já mostra a diferença entre dois homens.

Agora pensando mais rasteiramente, no âmbito dos que dão xiliques, temos um aluno direto do professor com blog na Veja, o Felipe Moura Brasil. Na real, um cara BONITO, que parece ser BEM LIMPINHO, e uma BOA PESSOA. Não entendo como tendo um colega de Blog aluno do professor ele tenha a audácia de dizer tantas vezes a expressão. Queria ofender também o Felipe?

Pensando agora no emprego dele. Digamos que a Veja dê uma coluna ao professor. Digamos que outra rádio dê um programa ao professor. No mesmo horário. Baseado no fato de que o professor Olavo vive de escritor e de aulas, sem estar com coluna na Veja nem nada, e as pessoas saem com cartazes com seu nome, penso que mercadologicamente falando o Quico esteja mesmo é com medo de uma possível concorrência.

Que coisa feia, ao invés de ler mais, ter alunos, ficar falando mal dos outros. Deprimente. O ego, o ego.

Pra encerrar a diferença básica:

Reinaldo sem a força das empresas que pagam seu salário não é ninguém.

Prof. Olavo é um gigante sem grandes empresas pagando seu salário.

Só isso diz tudo.

Como diz seu Joaquin: ‪#‎PAZ‬

‪#‎olavotemrazao‬

 

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http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/16522-a-cenoura-do-impeachment.html

cenoura

Por volta de 2007, Reinaldo Azevedo publicou um artigo na revista “Veja” sobre a revolução gramsciana que levara o PT ao poder. De onde você acha que veio aquilo? Você acha que um jornalista sem maior formação filosófica foi capaz de formulá-lo?
Há um erro grotesco circulando por aí que precisa ser corrigido, pelo bem dos contemporâneos e dos pósteros. É um erro sobre cenouras. Qual é a causa das cenouras? As cenouras aparecem para nós como um produto no supermercado, mas serão os supermercados a causa das cenouras? Não. Para produzir cenouras, é necessário primeiro selecionar solos drenados, com boa capacidade de absorção de nutrientes e PH entre 6.0 e 6.5. Depois é preciso selecionar boas sementes e, uma semana antes de plantá-las, preparar e fertilizar o solo. A seguir é necessário plantar as sementes, hidratá-las diariamente com cuidado para que não haja água em excesso nem com pressão demais, cobrir sempre com terra as cenouras germinantes para que não azedem, podá-las constantemente e, depois de cerca de três meses, colhê-las. Por último é preciso transportá-las para uma ceasa, de onde serão levadas para um supermercado, local onde finalmente adquirem existência física para nós. Mas teriam os supermercados criado as cenouras?

Há pessoas que estão convencidas de que sim. São aquelas que veem um pedaço de gelo no mar e acreditam tratar-se antes de uma pedrinha flutuante que da pontinha de um iceberg de dez metros; aquela para as quais a Revolução Russa poderia ter existido sem que antes tivesse existido Karl Marx ou a Revolução Francesa poderia ter existido sem que, antes, tivesse existido Jean-Jacques Rousseau. São pessoas, enfim, que enxergam a parte mais exterior de um fenômeno e acreditam tratar-se de todo o fenômeno. São as pessoas que acreditam que a principal, ou até a única, causa do impeachment de Dilma Rousseff foi a atividade do Movimento Brasil Livre, as manifestações ou, santo Deus!, o deputado Eduardo Cunha.

Considere: quando Kim Kataguiri começou a convocar pessoas para manifestações anti-PT, essa convocação, pelas graças do carisma e do talento retórico de Kim, produziu na população o sentimento antipetista? Deu ciência aos brasileiros dos planos totalitários e revolucionários do PT? Ensinou ao povo que o PT era corrupto? Instruiu o cidadão ignaro quanto às ligações entre os petistas e as ditaduras de Cuba e da Venezuela?

A atividade do MBL foi a face mais exterior e visível de uma cadeia causal que tem pelo menos 20 anos. Foi o transporte da cenoura ao supermercado. É uma ação importante, sem dúvida, imprescindível para a conclusão do processo, mas está muito longe de ser a principal, muito menos a única, causa da cenoura.

A causa do impeachment de Dilma Rousseff remonta ao ano de 1994. Sim, 1994. Foi quando foi publicado no Brasil o livro “A nova era e a revolução cultural”, o primeiro a denunciar os planos totalitários do PT, seus métodos corruptos e a revolução gramsciana em curso. Nessa época, Diogo Mainardi era um romancista, Mário Sabino era um repórter desconhecido, Reinaldo Azevedo escrevia ensaios sobre Graciliano Ramos e Kim Kataguiri, bem… Kim Kataguiri não havia nascido. No livro se lê, por exemplo, o seguinte:

“Pela sucessão de acontecimentos desde a campanha do impeachment [de Collor], o PT mostrou sua vocação, para mim surpreendente, de partido manipulador e golpista, capaz de conduzir o país às vias fraudulentas da “revolução passiva” gramsciana, usando para isso dos meios mais covardes e ilícitos – a espionagem política, a chantagem psicológica, a prostituição da cultura, o boicote a medidas saneadoras, a agitação histérica que apela aos sentimentos mais baixos da população -, e de adornar esse pacote de sujidades com um discurso moralista que recende a sacristia. O partido que, para sabotar um candidato, promove no lançamento da nova moeda algo como uma ‘greve preventiva’ sob a espantosa alegação de uma possibilidade teórica de danos salariais futuros, sabendo que essa greve resultará em aumento do preço dos combustíveis e em retomada do ciclo inflacionário, dando facticiamente confirmação retroativa aos danos anunciados, é que, francamente, decidiu imitar o capeta: produz o mal para no ventre dele gerar o ódio, e no ventre do ódio o discurso de acusação.”

Em 1995 e 1996 seriam publicados, respectivamente, “O jardim das aflições” e “O imbecil coletivo”, mais duas monstruosas cacetadas no PT em particular e na esquerda em geral. Desde então, Olavo de Carvalho expõe essas ideias, de maneira muito mais aprofundada, em cursos particulares para milhares de alunos, que depois as expõem a outros. Ainda em 1996, ele explicou o que o PT viria a se tornar em uma entrevista a Pedro Bial (está disponível no YouTube). Tudo isso, naturalmente, foi considerado delirante, paranoico e conspiracionista, como de costume. Apenas “O imbecil coletivo”, o menos substancial dos três livros, fez barulho, mas não exerceu influência maior, tanto que Lula foi eleito em 2002.

Ora, quem tem um pouquinho de conhecimento histórico sabe como as ideias filosóficas chegam a exercer influência na cultura. Quando aparecem, elas são conhecidas por dez, que as ensinam a 100, que as ensinam a 1000 e assim por diante, sempre na moita, sempre longe dos olhos do público em geral. Quando elas chegam a ter alguma influência em escala cultural, estão tão diluídas que muitas vezes ninguém sabe de onde vieram.

Por volta de 2007, Reinaldo Azevedo publicou um artigo na revista “Veja” sobre a revolução gramsciana que levara o PT ao poder. De onde você acha que veio aquilo? Você acha que um jornalista sem maior formação filosófica foi capaz de formulá-lo? Anos depois, Merval Pereira publicou em “O Globo” uma coluna sobre o Foro de Sao Paulo. De onde você acha que veio aquilo? Acha que Merval foi lá olhar os documentos do Foro? Essas coisas foram acontecendo e se espalhando, lentamente, até chegar a um ponto em que muitas pessoas expunham as ideias do maluco, do paranoico, do conspiracionista sem ter a menor ideia de onde elas haviam vindo.

Quando surgiu o Orkut e depois o Facebook, começou o Curso Online de Filosofia (2009) e foi publicado “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” (2013), o homem se tornou um fenômeno de massas, mas as ideais dele, sem ninguém saber de onde elas vinham, já estavam em circulação há algum tempo. Além de seu conteúdo, elas exerciam influência, pela atividade do próprio Olavo de Carvalho e de centenas de seus alunos, ao criar aos poucos na opinião público o espaço, até então exíguo, para a crítica ao PT. Sem a criação desse espaço, pessoas que hoje ridicularizam o homem jamais teriam aberto a boca.

Houve também, sem dúvida, muitos desenvolvimentos paralelos menores, como a crítica não ideológica ao PT de jornalistas como Diogo Mainardi, a própria revelação dos fatos: mensalão, conexão PT-Farc etc., além da atividade de movimentos e personalidades liberais. Nada disso, no entanto, se equiparava em unidade e amplitude às ideias do filósofo.

Entre o meio de 2014 e o de 2015, a sucessão de eventos se avolumou: houve a coleção de iniquidades da campanha eleitoral, o ultraje da Copa do Mundo e o avanço da Operação Lava Jato, revelando o grau de perfídia do PT e enfurecendo o povo. Surgiu O Antagonista, denunciando os crimes do partido implacavelmente de minuto a minuto, pressionando políticos e imprensa, ridicularizando e dessecralizando o poder; avolumou-se a crise, os escândalos tornaram-se diários, foram reveladas as pedaladas fiscais e, enfim, Eduardo Cunha foi para a oposição. Só por essa época é que começaram as manifestações e apareceu o Movimento Brasil Livre, cuja atividade seria impensável sem tudo o que veio antes. Os movimentos foram a cereja do bolo, a maizena que se acrescenta ao molho já pronto para dar consistência.

Quando explodiu o ódio ao PT catalizado pela crise econômica, pela deterioração do ambiente político, pelos escândalos de corrupção diários e pelo clima de guerra instaurado pela atividade tanto de site como O Antagonista quanto de movimentos como, sim, o MBL, o discurso antipetista estava pronto. Sem esse discurso, nenhuma unidade de propósitos e ação seria possível; aconteceria antes um ódio difuso. E a fonte principal e última desse discurso é, sim, a atividade jornalística e filosófica de Olavo de Carvalho.

Não é, pois, nenhum absurdo o filósofo dizer, como disse recentemente, para a gargalhada das hordas obtusas, que criou toda esta confusão que está acontecendo no Brasil. Certamente não criou sozinho, mas não é possível duvidar que foi um dos principais criadores. Você pode rir e crê-lo um louco delirante, por que não? Riram até de Sócrates, afinal, antes de o matar. Mas fazê-lo é apenas ignorar onde estão as raízes da sua própria ação, é apenas tomar sua própria ignorância como padrão do mundo, é apenas, enfim, crer que os supermercados são a causa das cenouras.

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Vale a pena ver de novo:

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É compreensível que em um país dominado pela mesquinharia e pela ingratidão como o Brasil tantas pessoas atribuam a alguma forma de idolatria as milhares de mensagens de agradecimento, carinho e celebração enviadas ao Professor Olavo de Carvalho no dia de hoje, e que outras tantas sequer entendam o que há para ser celebrado na vida e na obra de um homem cuja estatura são incapazes de compreender. Dominadas pela miséria moral e intelectual ambiente, essas pessoas não conseguem — ou não querem — compreender como alguém pode sentir tamanha gratidão por um indivíduo de quem tenha recebido qualquer outra coisa que não dinheiro ou bens materiais. Não passa pela cabeça dessas pessoas que as vidas dos indivíduos que sentem essa dívida de honra (para recorrer à velha definição de gratidão) para com o Professor tenham de fato sido decisivamente impactadas pelo árduo e brilhante trabalho ao qual ele, com determinação e coragem ímpares, dedicou a sua vida.

De minha parte, o que posso dizer é que não consigo nomear a transformação que proporcionou em mim o contato com cursos como “Princípios e Métodos da Auto-Educação”, livros como “Aristóteles em Nova Perspectiva” e ensaios como o brilhante “O Abandono dos Ideais”, de longe o texto que mais me marcou e que sozinho bastaria para me colocar em eterna dívida com o seu autor.

Escrito, por uma dessas felizes coincidências da vida, no ano em que eu nasci, esse texto teve em mim um efeito como o de uma quebra de encanto, conseguindo, a um só tempo, me conscientizar a respeito de uma doença cuja existência eu desconhecia mas que há muito me dominava e me libertar de seu efeito paralisante, substituindo a mesquinhez e o absurdo de uma vida que atribuía a si as perfeições dos ideais irrealizados que cultivava por uma vida aberta à realidade e, por isso mesmo, consciente de suas misérias e conhecedora do árduo caminho que deve percorrer para se tornar uma alma ordenada. Se não fosse grato a quem me ajudou dessa forma, a quem eu seria?

Muito obrigado, Professor Olavo de Carvalho. Tenha um aniversário repleto de momentos felizes e agradáveis, e que Deus retribua tudo o que o senhor fez por mim e por milhares de amigos, alunos e leitores. Que os anos de sua vida possam ser longamente multiplicados e que muitas gerações possam ter a felicidade de aprender com o senhor a amar a verdade, o bem e a beleza.

*

O Feioso de Azevedo, em suas investidas patéticas contra o professorOlavo, me remete ao Smeagol dos Senhores dos Anéis. Quando de posse do precioso (o dom da inteligência), sucumbe ao perigo da vaidade que sonda a vida intelectual, transformando-se nessa criatura louca, solitária, invejosa e sombria como podemos ver.

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