Leitores, hegemonia e ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES

 

A Rebelião das Massas – Ortega y Gasset
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http://livraria.seminariodefilosofia.org/a-rebeliao-das-mas…

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Se para demolir a hegemonia intelectual esquerdista bastasse falar mal do PT, gabar as vantagens da economia de mercado e tecer loas ao Estado democrático de direito, qualquer Rodrigo Cocô ou Kim Kataguiri, para não falar de tipos bem melhores como Reinaldo Azevedo e Marco Antonio Villa, se desincumbiria da tarefa com sucesso. Mas, como dizia Nietzsche, só se vence aquilo que se substitui. É ridículo nivelar as polêmicas jornalísticas dessas pessoas, maiores e menores, com otrabalho profundo de formação de uma nova cultura brasileira desde bases universais, que empreendo desde o início dos anos 90, trabalho documentado na coleção inteira da “História Essencial da Filosofia”, em dez livros de filosofia e em mais de duas mil páginas de aulas transcritas, sem contar as aulas que circulam ainda como gravações. Sem esse trabalho, toda a gritaria antipetista permaneceria impotente, por falta de lastro intelectual. A diferença é gritante para quem quer que tenha algum conhecimento do que é história cultural, mas, para quem só enxerga a superfície — mídia e Facebook –, é tudo a mesma coisa. De novo, não se trata de pedir gratidão nem reconhecimento, mas de manter as coisas na devida perspectiva histórica e no adequado senso das proporções.

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Na verdade, NENHUM comentarista de mídia faz NADA contra a hegemonia intelectual esquerdista, mesmo porque nenhum tinha preparo para isso. Todos, sem exceção, entraram diretamente na luta POLÍTICA E PROPAGANDÍSTICA, quando a hegemonia intelectual já tinha sido derrubada.

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Ser famoso no Brasil é a máxima desgraça que pode acontecer a um cidadão. O sujeito começa a ser roído pelos vermes antes de morrer.

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Não é materialmente possível responder nem mesmo a um por cento dos ataques difamatórios que me chegam diariamente. Mas alguma quota mínima TEM de ser respondida. Deixar de fazê-lo é cair na “espiral do silêncio”.

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Não é preciso somar os milhões roubados da Petrobrás e do BNDES para confirmar que o Brasil é uma sociedade podre. Basta notar o número de pessoas que, sem mostrar a mais mínima compreensão das idéias de um autor, e mesmo sem ter lido dele mais que alguns artigos ou às vezes nem isso, apenas posts do Facebook, já se consideram habilitadas a apreender as suas intenções mais íntimas, os seus sentimentos mais secretos, e até os conteúdos do seu inconsciente.

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Algo que, entre pessoas cultas, nem seria preciso dizer, mas que no Brasil soará até como um escândalo e um insulto, é que o liberalismo, na sua acepção atual — nascido da escola austríaca de economia –, não faz parte da corrente central do pensamento mundial, é uma subcultura, um departamento menor e limitadíssimo, seja na sua esfera de interesses, seja na envergadura filosófica dos seus representantes. Nenhum “pensador liberal” se elevou jamais às alturas de Husserl e Jaspers, Scheler e Wittgenstein, Gabriel Marcel e tutti quanti. Nenhum deles pode nem mesmo concorrer com os marxistas Georg Lukács, Ernst Bloch ou Karl Korsch em densidade filosófica. Você pode passar a vida lendo livros liberais e não se tornará por isso uma pessoa culta. Isso dificulta um bocado o diálogo com liberais no Brasil, cada um deles preso na sua esfera de “special interests”, desconhecendo tudo em volta e se achando o rei da cocada preta,

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O fenômeno MAIS SIGNIFICATIVO na política brasileiral de hoje é o surgimento, dentro do quadro geral da “direita”, de uma facção que pretende representar o melhor do direitismo, a sua versão mais linda e civilizada, e que já entra em cena, desde seus primeiros momentos, fazendo uso maciço dos mesmos procedimentos de ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES característicos do comunopetismo. Isso, por si — sem contar o esforço dessa facção para desviar o movimento popular de seus objetivos originários e transformá-lo em servidor da mesma classe política que ele abomina — já não prenuncia nada de bom.

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Auto-imagem do Cassiano Tirapani. Por incrível que pareça, ele mesmo publica isso.

No baile do Scala Gay isso produziria um frisson dos diabos.

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É realmente um absurdo aplaudir o Bolsonaro como se fosse o salvador da pátria. Todo mundo sabe que o salvador da pátria é o Kim.

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O Cassiano Tirapani é um exemplo claríssimo do fenômeno que já descrevi: Lendo-me, os inteligentes ficam mais inteligentes, os burros ficam loucos.

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Centenas de anti-olavettes correm imediatamente em socorro de qualquer Zé Ruela que diga alguma bobagem contra mim, e ninguém vê nisso nada de anormal, mas, se os meus alunos tomam a minha defesa, são fanáticos idólatras. É evidente que as regras que os meus atacantes impõem à conversação são psicóticas no mais alto grau, para não dizer pura e simplesmente criminosas.

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Se é verdade o que diz o filho do Pondé, que em casa o pai dele se refere ao “submundo do olavismo”, o distinto me deve no mínimo uma explicação.

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Pesquisa de mercado: Devo colocar o Tirapani entre os sócios remidos, junto com o Punheteu e o Ghiraldelli? Depois dessa foto dele, acho essa tentação irresistível.

Como todo mundo sabe, o histriônico sou eu.

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Um desses prestimosos cultores da saúde, que jamais sonegam aos pobres fumantes os seus sábios conselhos não solicitados, aposta que tenho muita dificuldade em subir escadas. Tenho mesmo. Toda noite volto do escritorio trazendo um ou dois rifles e caixas de balas que usei no tiro-ao-alvo, mais uma sacola cheia de livros e uma garrafa térmica. Na hora de subir escada cai tralha para todo lado. É uma puta dificuldade.

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Ainda não examinei em detalhe a controvérsia que envolve os nomes de Alexandre Seltz, Matheus Faria e Flavio Morgenstern. Minha primeira reação é negar, instintivamente, que haja alguma desonestidade real em qualquer dos três. Quando tiver algum tempo, vou examinar os fatos e tirar, se possível, alguma conclusão. Nunca tenho pressa de julgar o caráter das pessoas, só o fazendo em caso de extrema necessidade, quando elas me atacam frontalmente, coisa que nenhum dos dois acusados fez, e muito menos seus acusadores. Até lá, peço que os ânimos se acalmem e todos me concedam o direito de julgar o caso por mim mesmo. Obrigado pela compreensão.

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Repito, já que os cultores da “unidade” não parecem ter percebido o que está acontecendo:
O fenômeno MAIS SIGNIFICATIVO na política brasileiral de hoje é o surgimento, dentro do quadro geral da “direita”, de uma facção que pretende representar o melhor do direitismo, a sua versão mais linda e civilizada, e que já entra em cena, desde seus primeiros momentos, fazendo uso maciço dos mesmos procedimentos de ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES característicos do comunopetismo. Isso, por si — sem contar o esforço dessa facção para desviar o movimento popular de seus objetivos originários e transformá-lo em servidor da mesma classe política que ele abomina — já não prenuncia nada de bom.

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Kim Jung Il Katacokinho é o futuro do Brasil.

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A favor de “privatizações”, meninada, até o Raul Castro é.

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Quando o pessoal vai aprender que uma corrente política não se define pelo “modelo econômico” ou “modelo de sociedade” que defende, mas pelos grupos e esquemas de poder aos quais serve ou se alia?

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“Je vais agir, c’ est à dire, parler.” (Charles de Gaulle)

Pessoas que nunca pensaram no assunto mas já têm opinião formada são as que tipicamente exigem “menos palavras e mais ações”. Nenhuma delas me mostrou jamais alguma ação política que, excluída a violência física, não consistisse essencialmente de palavras.

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Você sabe preparar uma assembléia para que ela, sem perceber que é conduzida, acabe votando o que você quer? Você sabe organizar uma greve, um piquete em porta de fábrica? Você sabe como criar uma rede para distribuição de propaganda proibida pela polícia? Você sabe como esconder fugitivos de tal modo que eles simplesmente desapareçam? Você sabe escrever notícias que transmitam precisamente a informação proibida pela censure sem que a censura perceba? Você sabe fazer bombas com materiais banais colhidos na sua cozinha?
Se não sabe, por favor, não me dê lições de política. Eu já sabia todas essas coisas — e muitas outras parecidas — aos dezoito anos.

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Você sabe preparar e redigir um informe de inteligência? Aprenda isso primeiro antes de fornecer ao mundo as suas belas lições de política.

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Se você acha que sabe alguma coisa de política, tome o poder na sua escola, no seu sindicato, na sua comunidade religiosa, na sua sociedade de bairro. Vença e derrube UM professor, UM intelectual público, UM figurão do partido adversário de modo a excluí-lo do páreo.
Depois venha me dizer o que fazer.

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Você não percebeu, ô cretino, que boa parte das difamações que sofro acontecem só porque bloqueei a entrada em massa do duguinismo nas nossas universidades, deixando-lhe somente o espaço de conchavos diplomáticos com o governo? Empreenda com sucesso uma operação desse tipo e depois venha me ensinar a “agir”.

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Abra para você mesmo, sem dinheiro e com meios de ação restritos, um espaço igual ou superior à de mil inimigos bem subsidiados, e depois me ensine a “agir”.

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Se, depois de protestos que levaram dois milhões de pessoas às ruas, em vez de passar a organizar a militância no seio da sociedade — nas escolas, nas igrejas, nas sociedades de bairro –, uma mente iluminada prefere andar a pé até Brasília para pedir que Suas Incelenças votem um “impeachment”, só um cego, surdo, mudo e mentecapto não percebe que a referida criatura está boicotando o movimento popular em vez de fomentá-lo. A simples teimosia de continuar discutindo uma coisa tão óbvia já denota alto grau de analfabetismo político praticamente incurável.

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Um verdadeiro líder popular age diretamente junto à população, longe das câmeras e dos sorrisos paternais da grande mídia. Um fantoche age sobretudo diante dos holofotes, só se comunicando com a população pela telinha. É O KIM JUNG IL KATAKOKINHO.

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O Lech Walesa passou décadas organizando a militância popular, e só apareceu na mídia quando já era um quarentão. Pensem nisso.

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Eu VI com meus próprios olhos, acompanhei de perto o movimento anti-aborto, que a mídia não sabia sequer que existia, crescer em segredo durante trinta anos, com trabalho sério de militância, e depois surgir como que do nada, impondo espetaculares derrotas parlamentares aos seus inimigos.

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Será que ninguém mais neste país sabe distinguir entre um líder e um poster-boy?

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O sr. Hélio Beltrão é, sim, um líder. Só que ele não fabrica outros líderes — porque não sabe ou não quer. Só fabrica poster-boys.

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O interesse pelas modas intelectuais estrangeiras, aliado ao desinteresse pela cultura brasileira, é uma das marcas registradas do presente liberalismo, que por isso mesmo jamais tocará o coração das massas e sempre terá inveja de quem toca.

Os bons e verdadeiros liberais, um Donald Stewart Jr., um Antonio Paim, um Meira Penna, um Paulo Mercadante, jamais padeceram desse defeito horrível.

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Não sei se vocês já repararam, mas não tenho nenhum espaço na grande mídia, não desfruto dos favores paternais da classe política, não tenho nenhum dos meios dos quais os meus detratores dispõem em abundância, e mesmo assim eles têm de se juntar às centenas, aos milhares para tentar dar cabo da minha reputação, obtendo nisso, no fim das contas, um resultado pífio. Faça as contas e veja se estou mesmo necessitado das suas lições de “ação”.

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Essa turminha está sempre em busca do herói salvador que vai dar cabo do Olavo. Qualquer um que fale mal de mim se torna imediatamente o líder ungido do grupinho — cargo que mantém durante alguma semanas, meses no máximo, para em seguida desaparecer no esquecimento como seus antecessores.

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Juntando vários posts:
Existe uma massa anti-olavette, desde os tempos do Orkut. Constitui-se de umas cinco mil pessoas. Onde quer que vejam alguém dizer algo contra mim, correm para apoiá-lo e chamar de “fanáticos idólatras” quem o contrarie, infundindo no engraçadinho uma impressão de popularidade, tão falsa quanto fugaz. São sempre os mesmos.
Essa turminha está sempre em busca do herói salvador que vai dar cabo do Olavo. Qualquer um que fale mal de mim se torna imediatamente o líder ungido do grupinho – cargo que mantém durante alguma semanas, meses no máximo, para em seguida desaparecer no esquecimento como seus antecessores.
Por favor, parem com essa bobagem de dizer que atraio públco para meus detratores. Alguém aí se lembra de Gustavo Costa, Armindo Abreu, Bertone Souza, Ely Vieira e tutti quanti? Concedo-lhes um espacinho porque sei que, tão logo o retire, eles desaparecem. Só alimento o bicho para depois poder mais facilmente matá-lo de fome.

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Quem acha que me envolvo em “briguinhas” não entende NADA do que está acontecendo. O anti-olavismo é o fenômeno sociopolítico MAIS IMPORTANTE E REVELADOR DO MOMENTO. Nele está a chave de toda a disputa de poder neste país. Esperem e verão.

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Os rifles de alavanca (lever gun), dos quais o mais conhecido no Brasil é a Winchester tipo John Wayne, são as mais tipicamente americanas de todas as armas, junto com os revólveres Colt Walker, Colt Peacemaker, Smith & Wesson Schofield etc.
Tenho procurado juntar na minha coleção peças que representem a evolução histórica do modelo, desde os primeiros rifles Henry com magazine tubular até os Brownings com magazine interno (a “lion medicine” de Theodore Roosevelt), até os mais modernos com pente removível, também da Browning. É uma história fascinante.

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Por Deus, vou fazer campanha para que o Cel. Luís Alfonso Plazas Vega se candidate a presidente da Colômbia, país que amo de paixão.

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É claro que ninguém vai entender coisa nenhuma da minha alma por meio de adivinhações pejorativas ao estilo Rodrigo Cocô e Tirapani. Nem eu imaginei jamais que essas criaturas tivessem, seja a intenção, seja a maturidade requerida para me entender. Também é fato que pouco se saberá da minha vida interior pelos esparsos fragmentos autobiográficos que espalhei pelo Facebook, quase todos eles de natureza humorística. Mas os raros poemas que escrevi revelam, com certeza, alguma coisa.

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Bruno Tolentino foi o maior poeta da língua portuguesa em muitos séculos, e o primeiro livro que se publicou sobre ele no Brasil foi uma curiosidadezinha biográfica a respeito de um caso homossexual que ele teve na Inglaterra. Isso revela TUDO sobre o estado mental da sociedade brasileira.

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De tudo o que sai na mídia brasileira, o melhor que se pode esperar é alguma redação jornalística correta, como a do Reinaldo Azevedo. De valor literário, NADA.

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Dois dos personagens mais interessantes de “Person of Interest” são Peter Collier, o terrorista negão patriota e reacionário, e John Greer, o gênio maligno que sonha com o controle social total.

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Até os anos 70 do século passado, você abria um jornal e lia Julio de Mesquita Filho, Arnaldo Pedroso d’Horta, Antônio Maria, Rubem Braga, Fernando Sabino, Lívio Xavier, Sérgio Milliet, Otto Maria Carpeaux, Nicolas Boer, Gustavo Corção, Oliveiros da Silva Ferreira, Rolf Kuntz, Meira Penna, Antonio Olinto, Paulo Francis e dezenas de outros do mesmo calibre. Hoje lê Sakamoto, Leandro Narloch e Rodrigo Cocô. A mídia brasileira é uma espécie em extinção. Vamos ajudá-la a realizar sua vocação mortuária.

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A rainha das bochechas.

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